A DINÂMICA DA VERDADEIRA LIBERDADE
Teologia e Alteridade
TEOLOGIA E ALTERIDADE - Teologia a serviço da Comunidade de Fé que é a Igreja. Tem por finalidade exclusiva de facilitar o povo de Deus no caminho da reflexão Bíblico-Teológico-Sistemática. Fazer que a Teologia dialogue com as Ciências, uma vez que ela não é a única em termos de tratar do homem e do seu habitat. A Teologia ao tratar de Deus, insere também em sua reflexão as obras da Criação. Dr. Nelson Celio de Mesquita Rocha
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
A DINÂMICA DA VERDADEIRA LIBERDADE
Texto bíblico: 2 Coríntios 3.17
A partir da metade da década de 70 até 80 do século XX, nas principais ruas e avenidas do centro do Rio de Janeiro, pessoas clamavam por liberdade, geral e irrestrita. Partidos políticos, movimentos sindicais e estudantis, bem como pessoas, no geral ou no particular, participavam de passeatas clamando por liberdade.
Que liberdade queriam? Em todos os aspectos. O País conquistou a liberdade? Sim e Não. O aspecto positivo está na conquista da liberdade de expressão e da reivindicação dos direitos das pessoas. Mas, o esforço dos movimentos não conseguiu atingir as marcas de uma liberdade integral.
Deus criou o ser humano para exercer a sua liberdade de forma dinâmica, mas com responsabilidade. Dentro de cada um de nós existem os anseios pela verdadeira liberdade, mas não se consegue vivê-la de maneira plena, porque se vive numa situação de desarmonia com o Criador.
No texto bíblico de 2 Coríntios 3.17, é enfatiza uma liberdade que não tem pertinência com o que a Lei de Moisés determina: terror aos que estão diante dela (3.7-8). O povo de Israel recebeu da Lei de Moisés o espírito de escravidão para temor (3.13-16).
Observava-se, unicamente a literalidade. O véu que cobria o rosto de Moisés era um sinal da futura cegueira do povo de Israel. A lei era obscura ao povo cego em pecado e somente através de Cristo seria capaz de ter verdadeiro discernimento. Essa cegueira impedia o povo de tirar proveito do ensino da lei.
Quando o texto afirma que há liberdade, é porque não há mais escravidão, pois a Lei em si mesma é plena de luz, porém só apreciamos sua claridade quando nos é revelado Cristo nela.
O propósito do texto bíblico é objetivar o ofício libertador de Cristo, que veio a este mundo para trazer nEle mesmo a libertação total e integral do ser humano. Espiritualmente o homem está morto, mas quando é este tocado pela graça divina, é reanimado definitivamente.
A presença do Espírito é vivificadora. Cristo é o Espírito, porque ele nos vivifica com o poder gerador de vida do Seu Espírito, que foi enviado. Sendo assim, recebe-se o benefício dessa presença: há liberdade. Somos, por natureza, escravos do pecado, mas libertos através da ação do Espírito.
Esta é uma ação eficaz, dinâmica que produz a verdadeira liberdade, que progressivamente Deus faz Sua Glória brilhar em nós paulatinamente.
Os apontamentos que seguem podem ordenar essa dinâmica da verdadeira liberdade.
1. O ESPÍRITO DO SENHOR É ORIGINADOR E DINAMIZADOR DA VERDADEIRA LIBERDADE
A Bíblia trata da unidade trinitária, que somente pode haver dinâmica, pela ação do Espírito. Espírito do Senhor significa a liberdade de Deus e a sua soberania. Sendo assim, ele é o originador da liberdade que comunica a nós seres humanos pelos méritos de Jesus Cristo.
Cristo Jesus é a vida da Lei. Todos devem acolher o Dom de Deus em Cristo, aplicado no mais profundo do nosso ser pelo Espírito do Senhor Essa ação promove uma dinâmica que nos aperfeiçoa a cada dia (2 Co 3.18).
2. O ESPAÇO ONDE O ESPÍRITO DO SENHOR AGE SE TRANSFORMA EM VIDA
O Espírito Santo habita nos que o recebem (Jo 14.17). Nós somos o espaço onde o Senhor habita, nos tornando comissionados para uma participação dinâmica na sua obra que é a Igreja na terra.
O Espírito Santo santifica a nossa vida. A nossa realidade passa a ser não a de descontrole, mas de equilíbrio em todos os sentidos, pois o Espírito do Senhor dinamiza a vida, dando sentido à existência.
3. A LIBERDADE É A ÇÃO MAIS EFICAZ DA VIDA INDIVIDUAL E COLETIVA
A ação da verdadeira liberdade, que nos é concedida por graça de Deus, pelo seu amor, é sem medida e eficaz. Faz ser pessoa.
A liberdade que o Espírito promove é para se exercer a responsabilidade humana mais importante: glorificar a Deus e tê-lo como criador e salvador.
A liberdade para não mais sermos condenados pela força do pecado. A liberdade para não sermos ignorantes a respeito da vida que vem de Deus. Os amantes da lei tinham um véu de Moisés sobre mentes e corações. Mas a graça de divina, nos faz enxergar uma nova realidade.
A liberdade que desfaz todo o legalismo, ou extremismos, que fazem com que a vida não tenha sentido. Liberdade para a vida.
O reformador Lutero afirmou em sua obra “Da Liberdade Cristã”: “Um cristão é senhor livre sobre todas as coisas e não está sujeito a ninguém. Um cristão é servidor de todas as coisas e sujeito a todos”.
Jesus Cristo diz: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8.32).
terça-feira, 1 de setembro de 2026
SINAL DE ALERTA DE DEUS PARA A HUMANIDADE
SINAL DE ALERTA DE DEUS PARA A HUMANIDADE
“Quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas.” — Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 24.33
Deus, em sua misericórdia, não abandona a humanidade à própria sorte. Ao longo da história, Ele tem levantado sinais, advertências e chamados ao arrependimento. Os sinais não existem para alimentar especulações sobre datas, mas para despertar a consciência humana e conduzi-la de volta a Deus.
Alguns pontos são necessários para um início de reflexão.
1. OS SINAIS REVELAM A GRAVIDADE DO MOMENTO
Jesus falou de guerras, conflitos, fome, terremotos, enganos religiosos e esfriamento do amor (Mateus 24.4-12).
Os acontecimentos do mundo não devem produzir apenas medo. Devem levar-nos a perguntar:
O que Deus está querendo nos ensinar?
O maior perigo não é simplesmente viver em tempos difíceis, mas viver em tempos difíceis sem perceber o chamado de Deus. E, para que isso seja percebido, faz-se necessário observar os ensinamentos de Deus na Bíblia Sagrada.
2. O SINAL DE ALERTA É UM CHAMADO AO ARREPENDIMENTO
Na Bíblia, muitas advertências divinas tinham uma finalidade: dar ao ser humano a oportunidade de mudar de direção.
“Arrependei-vos e convertei-vos...” — Atos 3.19
Deus adverte porque ama. O alerta é uma expressão da misericórdia divina.
A humanidade precisa reconhecer que o progresso científico e tecnológico não consegue resolver o problema fundamental do coração humano: o pecado.
3. O MAIOR SINAL É A NECESSIDADE DE ESTARMOS PREPARADOS
Jesus concluiu seu ensino escatológico com um chamado à vigilância:
“Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.” — Mateus 25.13
O cristão não deve viver em pânico diante dos acontecimentos, mas em vigilância, fé, santidade e esperança.
O verdadeiro sinal de alerta não é apenas aquilo que acontece fora de nós, mas aquilo que Deus deseja realizar dentro de nós.
Para concluir esta brevíssima reflexão, que é um aviso, não da Defesa Civil de cada lugar do mundo, mas de Deus, precisamos, talvez, não fazer a pergunta diante dos sinais do nosso tempo: “Quando será o fim? Mas:
“Estamos preparados para encontrar o Senhor?
Os sinais são um alerta.
As advertências são um chamado.
O arrependimento é uma oportunidade.
Cristo é a esperança.
Jesus Cristo disse: “Eis que venho sem demora.” — Apocalipse 22.12
Quando Deus permite que os sinais se multipliquem, a Igreja não deve entrar em pânico; deve despertar, vigiar, anunciar o Evangelho e preparar-se para a volta de Cristo.”
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
ELOGIO À SABEDORIA EM TEMPOS BESTIAIS
ELOGIO À SABEDORIA EM TEMPOS BESTIAIS
Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha
Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 16.1-13
É preciso saber atuar de modo decisivo na jornada da vida, a fim de ser garantida a própria vida. Há algumas pessoas que, diante de uma situação difícil, não param para pensar e decidem mais pela emoção do que pela razão.
É preciso transformar o que é ruim em bom, e isso envolve sabedoria. Envolve a libertação das armas da idolatria aos sistemas que não condizem com a Boa Nova do Evangelho. Porque ficar agarrado àquilo que só causa opressão, torna a própria existência em inferno, e isso não faz parte do plano de Deus para a humanidade.
O texto bíblico é uma parábola contada por Jesus que, parece justificar os atos de desonestidade de um administrador. Mas, tem um sentido interessante.
O Administrador foi acusado de ter dissipado os bens de seu senhor (patrão). Aquele emprego era tudo para ele: era de onde tirava todo o seu sustento. De repente, ficou desempregado. O seu modo de agir foi interessante. Ele pensou: “não tenho forças para trabalhar na terra; mendigar? Tenho vergonha! Continuou: Já sei o que vou fazer...”
É preciso entender as práticas comerciais do contexto do tempo de Jesus e bem antes dele. Os judeus eram proibidos de cobrar juros de seus patrícios, quando lhe emprestavam dinheiro, segundo a Lei (Êx 22.25; Lv 25.36; Dt 23.19).
Mas, havia pessoas que burlavam a Lei e cobravam juros altos de seus compatriotas. Muitos tinham altos lucros às pensas de outrem. Eram assinadas notas promissórias com valores que passavam da conta.
Aquele homem que havia perdido o seu emprego fez o seguinte, para garantir o seu futuro: resolveu cobrar menos, tirando os juros, claro, recebendo ainda alguma coisa e ganhando a amizade dos comerciantes-devedores. Essas transações eram feitas entre os administradores e os comerciantes, sem o conhecimento de seus donos.
O administrador agindo assim esperava a gratidão dos devedores, pois ele estava do lado deles. Eles podiam, depois, abrigá-lo em suas casas comerciais. Dar-lhe um emprego, quem sabe!
O senhor daquele homem o elogiou pela sua inteligência. Era uma situação interessante. Aquele senhor ficou numa situação incômoda: repudiá-lo seria uma declaração de que era ímpio e opressor. Ele teria de tirar proveito da situação: endossar a suas ações. Ele seria visto como um homem sensato. Daí o louvor.
Aplicação da Parábola – o ensino de Jesus:
É PRECISO AGIR COM SABEDORIA DIANTE DAS SITUAÇÕES QUE INTENTAM DESTUIR A VIDA
Em todo momento crítico é preciso agir com extrema decisão e prudência, pois o desespero não é a melhor saída, saber tirar bom proveito de certas situações assegura um mundo melhor e refaz a própria vida.
Alguns anos passados em uma certa Empresa de Produções de Programas Infantis, uma funcionária encarregada da Produção, combinava um preço com os contratantes, diferente do estipulado pela Empresa. O patrão ao descobrir aquela ação, não fez alarde, simplesmente, demitiu a funcionária, pagando-lhe todos os seus direitos, para não prejudicar a sua empresa, embora tivesse ficado muito raivoso. Esse foi um modo de agir diferente do conteúdo da parábola de análise. O pior é que esse modo de agir tem se multiplicado, tornando a sociedade mais pobre de bons valores.
É FUNDAMENTAL SABER TRANSFORMAR AS SITUAÇÕES ADVERSAS NAQUILO QUE PROPORCIONA EDIFICAÇÃO
Jesus, na Parábola, faz uma referência à categoria usada pelo administrador, de construir uma nova situação. Ele afirma que os “Filhos da Luz” são os servos de Deus. Por melhores que sejam as suas intenções, às vezes lhes faltam a sabedoria para usar o que têm tão sabiamente como usam as outras pessoas, ainda que sejam com finalidades diferentes.
Um bom exemplo é o do falecido empresário Silvio Santos, ao invés de ficar reclamando da dificuldade por que passou, continuou trabalhando, como se nada tivesse acontecido, deixando um legado para a família e para a sociedade.
É NECESSÁRIO LIBERTAR-SE DO PODER QUE CORROMPE A VIDA, TORNANDO-A DISTANTE DE DEUS
O que às vezes se constitui objeto de idolatria, como por exemplo, o poder econômico, se não for usado para o bem das pessoas, não garante vida para ninguém.
Alguns anos passados, um homem público, conhecido por P. Farias, o qual era o tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor de Melo, foi um grande mestre em usar técnicas de má aplicação do dinheiro público, mas para garantir apenas o que ele pensava que iria ter por toda a vida para si mesmo. Mas, quando morreu de modo drástico, nada levou no caixão.
É preciso usar o que se tem para valorizar a vida e levar as pessoas a um encontro com os ensinos de Deus em sua Palavra. Tal modo de ser e agir é muito mais importante para garantir uma plena humanidade, levando a uma boa estrutura da família e da sociedade.
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
UM MUNDO EM CONFUSÃO E CONVULSÃO
UM MUNDO EM CONFUSÃO E CONVULSÃO
Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha
Texto bíblico: Mateus 24.4-8
“E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares. Porém tudo isto é o princípio das dores.”
Prezados leitores e leitoras, vivemos em um mundo marcado pela confusão e pela convulsão. A sensação de instabilidade parece estar presente em praticamente todas as áreas da existência humana.
Há conflitos entre nações, crises econômicas, violência, corrupção, insegurança, polarização, desorientação moral, famílias fragilizadas e uma crescente dificuldade de distinguir a verdade da mentira.
O homem moderno possui enorme capacidade tecnológica, mas continua enfrentando os mesmos problemas fundamentais do coração humano.
Jesus não prometeu que o mundo caminharia para uma estabilidade produzida pela capacidade humana. Ao contrário, Ele advertiu Seus discípulos acerca de tempos difíceis.
Entretanto, a advertência de Cristo não tem como finalidade produzir desespero, mas vigilância, perseverança e esperança.
UM MUNDO CONVULSIONADO REVELA A FRAGILIDADE HUMANA
Jesus falou de guerras, rumores de guerras, fome e terremotos.
A história demonstra que o ser humano, apesar de todo o seu desenvolvimento científico e tecnológico, continua incapaz de estabelecer definitivamente a paz.
A humanidade consegue construir máquinas sofisticadas, explorar o espaço e transmitir informações em segundos, mas ainda não conseguiu eliminar o ódio, a violência, a ganância e a injustiça.
A grande crise do mundo não é apenas econômica, política ou social.
É também uma crise do coração humano.
A Bíblia declara: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas.” (Jeremias 17.9)
Quando o ser humano se afasta de Deus, suas conquistas não conseguem resolver sua desordem interior.
A CONFUSÃO DO MUNDO NÃO DEVE PRODUZIR CONFUSÃO NO POVO DE DEUS
Jesus disse: “Olhai, não vos assusteis.”
Esta palavra é extraordinária.
Cristo não disse que Seus discípulos não veriam problemas. Ele disse que, diante deles, não deveriam viver dominados pelo medo.
O cristão também vive neste mundo. Ele vê as guerras, acompanha as crises e sofre diante das injustiças. Entretanto, sua esperança não está na estabilidade das circunstâncias.
Nossa segurança está em Deus.
O Salmo 46.1-2 afirma: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos...”
O mundo pode estar em convulsão, mas Deus não perdeu o controle da história.
A nossa fé não depende de um mundo tranquilo; depende de um Deus soberano.
EM MEIO À CONFUSÃO, PRECISAMOS DISCERNIR OS SINAIS DOS TEMPOS
Jesus advertiu: “Vede que ninguém vos engane.” (Mateus 24.4)
Além das guerras e crises, existe outro grande perigo: o engano espiritual.
Em tempos de confusão, as pessoas ficam mais vulneráveis a falsas promessas, falsos profetas e falsas interpretações da realidade.
Por isso, a Igreja precisa conhecer profundamente a Palavra de Deus.
Não podemos permitir que o medo determine nossa fé.
Não podemos permitir que as notícias substituam a Bíblia.
Não podemos permitir que a ansiedade substitua a oração.
Não podemos permitir que a confusão do mundo produza confusão dentro da Igreja.
Quanto maior a escuridão, maior deve ser o compromisso da Igreja com a verdade.
O MUNDO PODE ESTAR EM CONVULSÃO, MAS CRISTO CONTINUA REINANDO
Esta é a grande esperança do cristão.
A história não está abandonada ao acaso.
Jesus Cristo é o Senhor da história.
Mesmo quando os acontecimentos parecem escapar ao controle humano, eles jamais escapam ao controle de Deus.
O mundo olha para o futuro e pode enxergar apenas incerteza.
A Igreja olha para o futuro e declara:
Cristo reina. Cristo voltará. Cristo vencerá.
Por isso, não somos chamados a abandonar o mundo, mas a testemunhar nele.
Não somos chamados a viver em pânico, mas em santidade.
Não somos chamados a especular sobre datas, mas a permanecer fiéis.
Não somos chamados a fugir da realidade, mas a enfrentá-la com fé.
Para finalizar. Vivemos em um mundo em confusão e convulsão.
Mas a Igreja não precisa estar em confusão.
O mundo pode perder suas referências, mas nós temos a Palavra de Deus.
O mundo pode perder a esperança, mas nós temos Cristo.
O mundo pode olhar para o futuro com medo, mas nós podemos olhar para o futuro com confiança.
Jesus disse:
“No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (João 16.33)
Portanto, diante de um mundo convulsionado, a nossa resposta não deve ser desespero, mas fé; não medo, mas esperança; não acomodação, mas vigilância; não confusão, mas fidelidade à Palavra de Deus.
O mundo está em convulsão, mas Deus continua no trono.
E enquanto aguardamos a consumação de todas as coisas, permaneçamos firmes, porque aquele que venceu o mundo é também aquele que sustenta a sua Igreja.
“Ora, vem, Senhor Jesus!” — Apocalipse 22.20
quarta-feira, 8 de abril de 2026
O ANTÍDOTO PARA A ANSIEDADE É VIVER A REALIDADE
O ANTÍDOTO PARA A ANSIEDADE É VIVER A REALIDADE
Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha
Vivemos na era da imaginação acelerada. A ansiedade nasce, quase sempre, não do que está acontecendo, mas do que achamos que pode acontecer. Ela se alimenta do futuro inexistente, de cenários criados pela mente, de suposições sem fundamento.
Os remédios para a ansiedade e depressão produzem mais ansiedade e outros males para a mente e corpo. A mente e o corpo não se dissociam; não se desconectam. Sofrem juntos. Aleg5am-se juntos. As bulas dos antidepressivos e ansiolíticos contêm mais efeitos colaterais malévolos do que os efeitos para amenizar os sintomas.
Por isso, afirmamos: o antídoto para a ansiedade é a realidade. A realidade nos ancora no presente, no agora, no chão firme da vida e, sobretudo, na fidelidade de Deus.
A ansiedade é uma fábrica de ilusões; a realidade é o lugar da verdade.
A ansiedade vive no “e se…” A mente ansiosa pergunta o tempo todo:
— E se der errado?
— E se eu perder?
— E se não acontecer?
Jesus confronta isso quando diz: “Não vos inquieteis pelo dia de amanhã…” (Mateus 6:34)
A ansiedade tenta nos fazer viver amanhã hoje. Mas o amanhã ainda não existe — só existe o agora, onde Deus age. Quem vive no “e se” abandona o “Deus é”.
A realidade nos chama para o agora. A realidade não nega os problemas, mas os coloca no tamanho certo.
Ela nos pergunta:
Quando o profeta Elias entrou em crise (1 Reis 19), ele achava que estava sozinho, derrotado e sem saída. Mas a realidade mostrava outra coisa: havia alimento, descanso, direção e milhares fiéis que ele não via.
A ansiedade exagera o problema. A realidade revela o cuidado de Deus.
A oração traz a mente de volta para a realidade. O apóstolo Paulo ensina: “…em tudo sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições…” (Filipenses 4:6-7)
A oração não muda apenas situações — ela muda a percepção.
Ela tira a alma do mundo imaginário e a coloca diante do Deus real.
Quando oramos:
A oração é o caminho da mente ansiosa para o coração seguro.
A realidade maior é a presença de Deus. O maior erro da ansiedade é esquecer uma verdade simples:
O salmista declara: “Ainda que eu ande pelo vale…” (Salmo 23)
Notemos: não é “quando eu sair do vale”, mas “quando eu andar”.
Deus não nos espera fora do problema; Ele caminha dentro da realidade conosco.
A ansiedade pergunta: “Como será?”
A fé responde: “Deus está.”
A ansiedade vive de mentiras sobre o futuro. A realidade vive da verdade do presente. Enquanto a ansiedade diz: Você não vai suportar.
A realidade declara: Até aqui o Senhor te ajudou. O antídoto não é negar o problema. Não é fingir que está tudo bem. É olhar para o que é real:
O BRASIL É DE QUEM?
O BRASIL É DE QUEM?
Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha
Há muitos anos tenho ouvido pessoas evangélicas proclamarem que o "Brasil é do Senhor". Tomaram e tomam como fundamento para tal afirmação o texto bíblico do Livro dos Salmos 33.12: "Bem-aventurada a nação cujo Deus é o Senhor". Consideram o texto fora do contexto para aplicarem ao Brasil. Em outras nações fazem o mesmo. Mas, é preciso considerar que é uma palavra dirigida ao antigo povo de Israel. Nada tem a ver com o Brasil e nem com quaisquer nações do mundo.
Não é raro observar que são realizadas reuniões e "marchas para Jesus", em vários lugares do Brasil, onde a afirmação de que o "Brasil é de Jesus" é proclamada em alto som. Todavia, tal afirmação cai por terra, uma vez que o País e o mundo em que habitamos, bem como bilhões de pessoas habitaram nada tem a ver com o jargão proferido por uma grande parte de evangélicos que são usados como massa de manobra política-religiosa
Faz-se necessário observar a realidade. Todos os dias, os fatos são aterrorizantes. Mortes violentas de pessoas e animais acontecem. Os elementos naturais são destruídos. As guerras aumentam, por causa dos interesses de governantes narcisistas e sistemas corruptos que manipulam e oprimem pessoas, os quais estão em evidência. O crime organizado domina, quer nas instituições legalizadas, quer nos poderes paralelos. Os comandos de algumas cores dão as cartas. Enquanto isso, pessoas de bem são aterrorizadas. Elas não podem andar livremente. Os impedimentos são enormes: desde barricadas até as armas potentes dos políticos-bandidos e bandidos-bandidos. Uma grande parte se confunde. É uma vergonha. Ninguém sabe quem é do bem e quem é do mal. É como diz o velho ditado popular: "Quem vê cara não vê coração".
Enfim, os sistemas políticos e religiosos estão corrompidos. E, existem os que dizem: "Isso que está acontecendo, está na Bíblia". Tem que se cumprir a Palavra de Deus. Outros afirmam que toda essa maldade acontece com a permissão de Deus. Outros ainda: "Deus predestinou tudo isso de ruim". Mas, será que essas afirmações de cunho religioso são verdadeiras? A mentalidade atuante ou é deísta ou dualista-maniqueísta.
O que é preciso fazer? Existem tantas oportunidades que surgem para se fazer o bem. Cuidar da educação das crianças, a partir de casa, desenvolver o pensamento crítico, criar meios de comunicação com as pessoas, sem quaisquer proselitismos políticos, religiosos ou ideológicos. Também, é preciso cuidar da terra. Enfim, quaisquer gestos de bondade vale à pena. Desde uma simples palavra ou uma ação singela que transmitam um pouco de bondade, já faz diferença.
Concluo com a pergunta: "De quem é o Brasil?" O Brasil é o lugar onde habitamos, não sei lá por quanto tempo, são dos que podem tascar uma pitada de bondade, sem interesses egoístas. Sei que há pessoas que estão em níveis melhores que o meu para fazer mais do se pensa ou se imagina, porque ainda há pessoas do bem. Porém, eu, na condição de um velho professor da área teológica, senti a necessidade de escrever estas simples palavras, depois de um longo período de depressão e ansiedade generalizada, entre outras contingências, as quais me impediram de ministrar aulas e escrever mensagens, pude agora escrever, não para competir com outras pessoas ou ganhar likes, mas para colaborar em prol do bem.
OBS: A imagem foi gerada pela IA, através do Google Gemini.
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