MODOS DE EXISTÊNCIAS CONTRASTANTES
Teologia e Alteridade
TEOLOGIA E ALTERIDADE - Teologia a serviço da Comunidade de Fé que é a Igreja. Tem por finalidade exclusiva de facilitar o povo de Deus no caminho da reflexão Bíblico-Teológico-Sistemática. Fazer que a Teologia dialogue com as Ciências, uma vez que ela não é a única em termos de tratar do homem e do seu habitat. A Teologia ao tratar de Deus, insere também em sua reflexão as obras da Criação. Dr. Nelson Celio de Mesquita Rocha
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
MODOS DE EXISTÊNCIAS CONTRASTANTES
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
VIDA: EXISTÊNCIA COMPLEXA
VIDA: EXISTÊNCIA COMPLEXA
Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha
A vida humana é uma existência complexa. Segundo Edgar Morin, sociólogo francês que morreu próximo de completar 105 anos (1921-2026), a melhor definição para complexo (Complexus) é "aquilo que é tecido junto" (Os Sete Saberes necessários à educação do futuro, p 38). Significa que, de fato, há complexidade quando elementos diferentes são inseparáveis constitutivos do todo. Por exemplo: o econômico, o político, o sociológico, o psicológico, o afetivo, entre outros aspectos.
Diante desta breve definição, pode-se procurar refletir sobre a vida humana na Terra, isso sem mencionar a vida animal de modo geral. Porém, esta reflexão tem como objetivo focar na vida humana. O ser humano é o centro de tudo o que ocorre no mundo, observando-se os aspectos citados no início deste assunto.
Alguns pontos são importantes para serem considerados, a fim de se compreender o que realmente é a vida humana.
Primeiro. A vida humana é um mistério, porque é derivada do Grande Mistério que é Deus. Assim creem os criacionistas. Eu, assim como muitos, creio que a vida é dom de Deus. Na Bíblia, no Livro dos Salmos, o Salmo 139.13 afirma: "Pois tu (Deus) formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe". Esta é uma declaração de fé, que para os criacionistas é inegável, e ponto final.
Segundo. Mesmo que a vida seja obra do Criador, ela não se desenvolve sem embates. A vida é uma grande batalha com várias lutas. A vida é, muitas vezes, repleta de conflitos. Jesus de Nazaré declarou que "No mundo passais por aflições... (João 16.33). Ele mesmo viveu uma vida de conflitos desde o seu nascimento. Ele foi perseguido, humilhado e assassinado. Ele foi pregado numa cruz. Sendo assim, não se pode ignorar que a vida é uma guerra com muitas lutas. A vida não é somente de vitórias. E quem ignorar essa realidade, ignora a própria vida. Uma hora se ganha, outra hora se perde. Jesus afirmou que "... Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida por minha causa achá-la-á" (Mateus 16.25).
Terceiro. É preciso considerar que, mesmo diante das lutas da vida, é preciso ter bom ânimo. Jesus disse, em contrapartida diante das aflições: "... Mas tende bom ânimo; eu venci o mundo). É fundamenta ter determinação diante do perigo ou do sofrimento. Ânimo é vida em movimento. Cada dia apresenta fatos evitáveis e inevitáveis. Há surpresas boas e desagradáveis. É como o tempo com suas estações. Há variações, à semelhança de uma peça musical ou teatral.
Para concluir. A vida é dom de Deus. A vida é complexa, cheia de dualidades. Mas é preciso ter bom ânimo, discernimento, sabedoria e prudência para tomar qualquer decisão. E, sob a orientação de Deus em sua Palavra, pode-se encontrar o equilíbrio, a fim de não sairmos cambaleantes e sem direção na caminhada. Disse Jesus: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida..." (João 14.6).
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
A DINÂMICA DA VERDADEIRA LIBERDADE
A DINÂMICA DA VERDADEIRA LIBERDADE
terça-feira, 1 de setembro de 2026
SINAL DE ALERTA DE DEUS PARA A HUMANIDADE
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segunda-feira, 31 de agosto de 2026
ELOGIO À SABEDORIA EM TEMPOS BESTIAIS
ELOGIO À SABEDORIA EM TEMPOS BESTIAIS
Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 16.1-13
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
UM MUNDO EM CONFUSÃO E CONVULSÃO
UM MUNDO EM CONFUSÃO E CONVULSÃO
Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha
Texto bíblico: Mateus 24.4-8
“E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares. Porém tudo isto é o princípio das dores.”
Prezados leitores e leitoras, vivemos em um mundo marcado pela confusão e pela convulsão. A sensação de instabilidade parece estar presente em praticamente todas as áreas da existência humana.
Há conflitos entre nações, crises econômicas, violência, corrupção, insegurança, polarização, desorientação moral, famílias fragilizadas e uma crescente dificuldade de distinguir a verdade da mentira.
O homem moderno possui enorme capacidade tecnológica, mas continua enfrentando os mesmos problemas fundamentais do coração humano.
Jesus não prometeu que o mundo caminharia para uma estabilidade produzida pela capacidade humana. Ao contrário, Ele advertiu Seus discípulos acerca de tempos difíceis.
Entretanto, a advertência de Cristo não tem como finalidade produzir desespero, mas vigilância, perseverança e esperança.
UM MUNDO CONVULSIONADO REVELA A FRAGILIDADE HUMANA
Jesus falou de guerras, rumores de guerras, fome e terremotos.
A história demonstra que o ser humano, apesar de todo o seu desenvolvimento científico e tecnológico, continua incapaz de estabelecer definitivamente a paz.
A humanidade consegue construir máquinas sofisticadas, explorar o espaço e transmitir informações em segundos, mas ainda não conseguiu eliminar o ódio, a violência, a ganância e a injustiça.
A grande crise do mundo não é apenas econômica, política ou social.
É também uma crise do coração humano.
A Bíblia declara: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas.” (Jeremias 17.9)
Quando o ser humano se afasta de Deus, suas conquistas não conseguem resolver sua desordem interior.
A CONFUSÃO DO MUNDO NÃO DEVE PRODUZIR CONFUSÃO NO POVO DE DEUS
Jesus disse: “Olhai, não vos assusteis.”
Esta palavra é extraordinária.
Cristo não disse que Seus discípulos não veriam problemas. Ele disse que, diante deles, não deveriam viver dominados pelo medo.
O cristão também vive neste mundo. Ele vê as guerras, acompanha as crises e sofre diante das injustiças. Entretanto, sua esperança não está na estabilidade das circunstâncias.
Nossa segurança está em Deus.
O Salmo 46.1-2 afirma: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos...”
O mundo pode estar em convulsão, mas Deus não perdeu o controle da história.
A nossa fé não depende de um mundo tranquilo; depende de um Deus soberano.
EM MEIO À CONFUSÃO, PRECISAMOS DISCERNIR OS SINAIS DOS TEMPOS
Jesus advertiu: “Vede que ninguém vos engane.” (Mateus 24.4)
Além das guerras e crises, existe outro grande perigo: o engano espiritual.
Em tempos de confusão, as pessoas ficam mais vulneráveis a falsas promessas, falsos profetas e falsas interpretações da realidade.
Por isso, a Igreja precisa conhecer profundamente a Palavra de Deus.
Não podemos permitir que o medo determine nossa fé.
Não podemos permitir que as notícias substituam a Bíblia.
Não podemos permitir que a ansiedade substitua a oração.
Não podemos permitir que a confusão do mundo produza confusão dentro da Igreja.
Quanto maior a escuridão, maior deve ser o compromisso da Igreja com a verdade.
O MUNDO PODE ESTAR EM CONVULSÃO, MAS CRISTO CONTINUA REINANDO
Esta é a grande esperança do cristão.
A história não está abandonada ao acaso.
Jesus Cristo é o Senhor da história.
Mesmo quando os acontecimentos parecem escapar ao controle humano, eles jamais escapam ao controle de Deus.
O mundo olha para o futuro e pode enxergar apenas incerteza.
A Igreja olha para o futuro e declara:
Cristo reina. Cristo voltará. Cristo vencerá.
Por isso, não somos chamados a abandonar o mundo, mas a testemunhar nele.
Não somos chamados a viver em pânico, mas em santidade.
Não somos chamados a especular sobre datas, mas a permanecer fiéis.
Não somos chamados a fugir da realidade, mas a enfrentá-la com fé.
Para finalizar. Vivemos em um mundo em confusão e convulsão.
Mas a Igreja não precisa estar em confusão.
O mundo pode perder suas referências, mas nós temos a Palavra de Deus.
O mundo pode perder a esperança, mas nós temos Cristo.
O mundo pode olhar para o futuro com medo, mas nós podemos olhar para o futuro com confiança.
Jesus disse:
“No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (João 16.33)
Portanto, diante de um mundo convulsionado, a nossa resposta não deve ser desespero, mas fé; não medo, mas esperança; não acomodação, mas vigilância; não confusão, mas fidelidade à Palavra de Deus.
O mundo está em convulsão, mas Deus continua no trono.
E enquanto aguardamos a consumação de todas as coisas, permaneçamos firmes, porque aquele que venceu o mundo é também aquele que sustenta a sua Igreja.
“Ora, vem, Senhor Jesus!” — Apocalipse 22.20
quarta-feira, 8 de abril de 2026
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