quinta-feira, 20 de novembro de 2025

CONSCIÊNCIA HUMANA NA DIMENSÃO EXISTENCIAL

CONSCIÊNCIA HUMANA NA DIMENSÃO EXISTENCIAL

Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha (Pastor presbiteriano, membro do PNIL - Presbitério de Nilópolis - RJ)


Existem alguns movimento que foram criados para conscientizarem a mentalidade humana nas dimensões e extensões nacional e internacional. Esses movimentos estão espalhados por quase todos os continentes do Planeta Terra.

As intenções dos mentores de quem organizou certos movimentos de conscientização, foram e são para desenvolver nas pessoas o respeito que se deve ter entre os seres humanos, de todos os meios e de todas as etnias. Para isso, foram decretados alguns dias do ano, que se configuraram como "feriados". Por exemplo: Dia do Trabalho e do Trabalhador; Dia do Comércio; Dia da Consciência Negra...

Todavia, a consciência humana é um dos maiores mistérios que acompanha a jornada do ser desde os seus primórdios. Ela não é apenas a capacidade racional de interpretar o mundo ao redor; é também o palco onde se desenrolam os dramas interiores, as perguntas que inquietam a alma e o impulso que move o indivíduo em busca de propósito. Na dimensão existencial, a consciência se revela como o espaço sagrado onde o ser humano se percebe, se questiona e se projeta.

A consciência existencial é autopercepção. É o momento em que o indivíduo, ao olhar para dentro, não apenas identifica suas emoções, pensamentos e valores, mas reconhece sua própria fragilidade e grandeza. A consciência interior desperta o confronto com perguntas inevitáveis: Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? Tais indagações não são apenas filosóficas; são profundamente espirituais, pois levam o ser humano a ultrapassar a superficialidade da vida cotidiana. Essa consciência deveria ser ensinada desde a mais tenra idade, tanto em casa quanto nas escolas; em todos níveis estruturais da educação. A pessoa, antes de aprender as matérias que formam para vida profissional, deveria aprender em todo o tempo a ser humano. Aprender a amar a si mesma e ao próximo, com a finalidade de ser formada uma melhor sociedade.

A consciência humana se manifesta como responsabilidade. Não há existência autêntica sem assumir o peso das escolhas. A consciência não permite neutralidade: ela cobra coerência, exige decisões e revela as consequências. Na dimensão existencial, cada ato carrega significado, cada palavra deixa um rastro, cada intenção molda caminhos. A responsabilidade existencial impede o ser humano de mergulhar na indiferença; ela o chama à integridade, ao discernimento e à ética.

Por fim, a consciência humana é também transcendência. Dentro desse espaço interior, o ser humano percebe que não está completo em si mesmo. Há um anseio que ultrapassa todas as realizações, um eco que chama para além das fronteiras do tempo. A dimensão existencial da consciência aponta para o Divino, para o Eterno, para Aquele que dá sentido ao próprio existir. É nessa consciência ampliada que o ser reconhece que a vida não é apenas sobrevivência, mas vocação; não é apenas movimento, mas propósito; não é apenas tempo, mas eternidade em processo.

Assim, a consciência humana, quando entendida na sua dimensão existencial, não é apenas um fenômeno psicológico, mas uma jornada espiritual. Ela conduz o indivíduo do superficial ao profundo, da inquietação ao significado, da finitude ao Eterno. E somente quando essa consciência se abre para o transcendente é que o ser humano encontra, finalmente, a harmonia entre quem ele é, quem ele se torna e para quem ele vive.

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