FECHAMENTO E ABERTURA DE CICLOS NA EXISTÊNCIA BIOLÓGICA
Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha (Pastor Presbiteriano, membro do PNIL - Presbitério de Nilópolis - RJ)
A vida humana tem um movimento contínuo na terra, que somente termina com a morte. A morte para os cristãos é o fim da vida biológica, e o início de uma nova vida - a vida eterna. A "parusia" ou a segunda vinda de Jesus será determinante para o novo modo de existir. Esse existir será caraterizado não mais pelo mal, mas pelo bem, para aqueles que não rejeitarem o chamado de Jesus; os que acolheram a graça de Deus revelada em seu Filho Amado.
A existência biológica é marcada por um ritmo que não cessa: ciclos se iniciam, se desenvolvem, completam-se e cedem espaço para novos começos. Nada permanece estático. Desde as células que se renovam incessantemente até as estações que governam a terra, tudo na criação pulsa em um dinamismo que revela uma verdade essencial: a vida é feita de encerramentos e de renascimentos. Assim, é necessário observar alguns pontos desse movimento.
1. O fechamento de ciclos: a sabedoria da conclusão
Encerrar um ciclo não significa fracasso; significa maturidade. Assim como a natureza sabe quando uma folha deve cair para que o galho respire e a árvore renove sua força, nós também precisamos reconhecer os momentos em que algo chegou ao fim. Por exemplo: uma fase emocional, um projeto, uma relação, um desejo ou uma forma de pensar.
A biologia nos ensina que não existem perdas, apenas transições. Até o que morre, transforma-se. O fim de um ciclo biológico não é interrupção da vida, mas parte dela. A conclusão saudável é o que impede a estagnação e preserva a vitalidade.
2. Abertura de ciclos: a coragem do novo
Sobre o fechar um ciclo exige-se discernimento, abrir outro exige-se fé. A semente que rompe a terra, o animal que troca sua pele, o organismo que se adapta ao ambiente — todos nos lembram que a vida se expande quando ousamos iniciar algo novo.
A abertura de ciclos é o exercício da confiança. Por exemplo: confiar em novos caminhos, em novas possibilidades, em novas versões de nós mesmos.
Na existência biológica, nenhum organismo sobrevive sem mudança. Assim também nós: a estagnação é contra a própria lógica da vida. Viver é permitir-se começar de novo.
3. O encontro entre fim e começo
O que parece final é, muitas vezes, germinação. O que parece perda é preparação. O que parece vazio é solo fértil. Biologicamente, nunca há vazio absoluto: há espaço reorganizado para que outra forma de vida floresça.
Bíblica e espiritualmente , esse princípio ecoa com ainda mais força: “Eis que faço novas todas as coisas ” (Apocalipse 21:5). Deus conduz nossa existência com a mesma precisão com que governa a criação. Nada se fecha sem propósito. Nada se inicia sem sentido. Cada ciclo é parte de um desenho maior, onde crescimento, maturidade e transformação se entrelaçam.
4. Vivendo com consciência ciclíca ascendente
A sabedoria está em discernir o seguinte: o que precisa ser encerrado com gratidão, o que precisa ser iniciado com coragem e o que precisa apenas ser acolhido no seu tempo de maturação.
Quando entendemos os ciclos da vida, deixamos de lutar contra o fluxo e começamos a caminhar com ele. E nessa caminhada encontramos paz, propósito e alinhamento com o Criador.