terça-feira, 9 de dezembro de 2025

UM PEDIDO POR JULGAMENTO CORRETO E IMPARCIAL

UM PEDIDO POR JULGAMENTO CORRETO E IMPARCIAL

Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha


Concede ao rei, ó Deus, os teus juízos, e a tua justiça ao filho do rei. Julgue ele o teu povo com justiça, e os teus aflitos com equidade" (Salmo 72:1-2.

O Salmo 72 é uma oração régia, um pedido para que o governante humano seja revestido da justiça divina. Não é apenas sobre política ou liderança nacional, mas sobre qualquer pessoa que exerça influência, autoridade ou responsabilidade. Fala de pais, professores, líderes espirituais, profissionais e até do simples cidadão que precisa julgar situações no cotidiano.

Alguns pontos são fundamentais para a compreensão desse pedido constante na oração do texto bíblico.

1. Um pedido pela Justiça que não nasce do coração humano, mas da mente de Deus

O salmista reconhece que o ser humano, por si só, não julga corretamente. Somos inclinados a favoritismos, emoções, aparências e parcialidades. Por isso ele clama: “Concede ao rei os teus juízos.”

A verdadeira justiça não é uma opinião pessoal, onde se tomam decisões monocráticas — é um reflexo do caráter santo de Deus. Julgar de forma correta e imparcial começa quando alinhamos nossas decisões com os princípios do Senhor.

2. A equidade como marca da liderança segundo Deus

O verso 2 do Salmo 72 destaca uma prioridade divina: “Julgue os aflitos com equidade.” Ou seja, Deus se importa especialmente com os vulneráveis, os esquecidos, os pequenos que não têm voz. A justiça bíblica não favorece poderosos; ela protege quem sofre. Assim, uma liderança justa não é autoritária, é sensível. Não é cega, é compassiva. Não é fria, é humana — porque é moldada pelo coração de Deus.

3. Julgar corretamente exige coragem moral

Ser imparcial muitas vezes custa caro. Vai contra interesses pessoais, confronta injustiças, resiste a pressões e rejeita manipulações. O julgamento correto é fruto de convicção, e não de conveniência. Quem deseja exercer justiça à maneira de Deus precisa aprender a dizer “não” ao que é torto e “sim” ao que é verdadeiro, mesmo quando isso gera desconforto.

4. Jesus é o modelo perfeito do julgamento justo

O Salmo 72 aponta, em última instância, para o reinado messiânico de Jesus. Ele julga com equidade, não segundo aparência, mas segundo a verdade (Isaías 11:3-4). Em Jesus entendemos que justiça e misericórdia não são contrárias — caminham lado a lado. Ele não condena injustamente, mas também não aprova o pecado. Seu julgamento é perfeito.

Um julgamento correto e imparcial não nasce da nossa natureza, mas da presença de Deus em nós. É fruto de um coração ensinado pelo Espírito Santo, guiado pela Palavra e moldado pelo exemplo de Jesus, o Senhor que veio, voltará e exercerá o seu juízo final. Ele não tarda.

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