segunda-feira, 20 de março de 2023

SOBRE A ÉTICA

 


SOBRE A ÉTICA


"Como qualquer um, mesmo o maior dos gênios é decididamente limitado em alguma esfera qualquer do conhecimento e revela assim seu parentesco com a essencialmente equivocada e absurda espécie humana; da mesma forma, cada um possui moralmente em si algo inteiramente ruim e mesmo o melhor e até mais nobre caráter nos surpreenderá ocasionalmente com traços particulares de malignidade, igualmente, para reconhecer seu parentesco com a espécie humana em que ocorre todo grau de indignidade, e mesmo de crueldade."|1|
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1| SCHOPENHAUER, Arthur. Sobre a Ética. Organização e tradução de Flamarion C. Ramos. São Paulo: HEDRA, 2012a.

terça-feira, 7 de março de 2023

A MELHOR PROPOSTA

 


A MELHOR PROPOSTA


“Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que podes. E lhe disse: Será assim a tua descendência. Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça.” (Gênesis 15.5)

Quando passamos a compreender o conteúdo da Bíblia, que é a Palavra de Deus, entendemos que as propostas que fazemos, muitas vezes, não condizem com a proposta que o Senhor estabeleceu na sua revelação ao ser humano. As propostas que elaboramos e apresentamos durante a nossa vida, têm em muito, fundamentos psicológicos transtornados, e que somente tentam justificar enfermidades psíquicas. Tal resultado é a falta do horizonte de compreensão da vontade de Deus.

Abrão, durante algum tempo, não acreditava que seria pai biológico, devido a idade avançada. E, além disso, Sara sua esposa era uma mulher estéril (Gênesis 15 e 21). A sua proposta era de que o seu herdeiro fosse Eliezer, um criado da propriedade do patriarca (Gênesis 15.2). Parece que Abrão tinha se esquecido da promessa de Deus contida em Gênesis 15.1: “...veio a Palavra do Senhor a Abrão...: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande.” Abrão tenta manter de pé a sua proposta, mas Deus faz prevalecer a promessa, chamando Abrão para fora de casa e pedindo para que este pudesse contar as estrelas. E, como as estrelas seria a descendência de Abrão. Em Gênesis 21 consta que visitou o Senhor a Sara, como lhe havia dito, cumprindo-se a promessa. Abrão e Sara eram de idade avançada quando isso aconteceu.

Um outro exemplo de proposta que não condiz com a vontade de Deus é tirado do Novo Testamento, mais precisamente no evangelho se Lucas (Lucas 9.28-36). No Monte da Transfiguração, encontravam-se alguns dos discípulos de Jesus Cristo tendo uma experiência tremenda na presença do Deus encarnado. Eles contemplaram a transfiguração de Jesus e as suas vestes resplandeciam de brancura. E, isso tudo aconteceu durante o período de oração para o qual foram convidados pelo próprio Mestre (Lucas 9.28). Nesse momento, surge a proposta de Pedro, ainda que estivessem sonolentos: “Mestre, bom é estarmos aqui; então, façamos três tendas: uma será tua, outra, de Moisés, e outra, de Elias...” (Lucas 9.33). Na mesma sequência, consta um detalhe registrado por Lucas: “...não sabendo, porém, o que dizia.” A proposta de Pedro não era a melhor, porque ficar somente no monte enquanto muitos estão a perecer, precisando da nossa ajuda, é não atentar para o ensino do Mestre. Naquele instante, veio uma voz e foi ouvida: “Este é o meu Filho, o meu eleito; a ele ouvi” (Lucas 9.35).

Assim, a proposta de Deus é a melhor. É preciso ouvir, obedecer à voz do Senhor e colocar as nossas propostas sob a orientação de Deus para que tudo seja bom e agradável.

Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha

segunda-feira, 6 de março de 2023

A GARANTIA DE UMA VIDA QUE SE REALIZA


 A GARANTIA DE UMA VIDA QUE SE REALIZA


“Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15.5)

Todos nós desejamos acertar na vida. Todos almejamos conquistar vitórias e continuarmos sendo operosos na caminhada existencial. Ninguém quer ser objeto de descontrole ou de derrota nos mais diversos segmentos da existência. Entretanto, para que a existência tenha o revestimento da mais alta qualidade de vida, são necessários alguns fatores, que se apresentam preponderantes ao ser humano criado para glorificar o Criador através das boas obras, que devem ser concretizadas na história.

O primeiro fator decisivo é o que contém uma reciprocidade: a permanência em Jesus, que garante uma vida abençoada, derivada da ação divina de agir no coração, produzindo o que de per si, o ser humano não pode realizar. O elemento recíproco, derivado dessa ação é a mutualidade, mas contendo a garantia de quem produziu a ação. Quem assim percebe, pode produzir fruto em abundância; ter uma vida frutífera; pode contar sempre com força poderosa do Senhor ressurreto.

O segundo elemento básico é dependência de quem não decepciona, porque está sempre presente, suprindo todas as carências que surgem na trajetória da existência humana. “Sem mim nada podeis fazer” é o mesmo que dizer: o ser humano sem Deus não é nada. Esta é a maior verdade de que trata o Evangelho. Porque nós todos, somos carentes. E, para suprir todas as carências da vida, somente aquele que deu o fôlego tem o poder para fazer cessar aquilo que produz sofrimento.

Um terceiro acento é o que tem como implicações decorrentes dos anteriores: vida pura, frutífera e vida de respostas às orações. O Senhor nos purifica pela sua Palavra; e, nos faz ser discípulos não-conformados com as ideologias desestruturadoras da pessoa humana, mas produtores do bem, que é uma possibilidade de corações regenerados pela graça divina. O Senhor nos atende quando clamarmos por justiça, na certeza da sua ação libertadora.

Hoje mesmo, se alguém não tem mais razão para viver, é somente procurar o único caminho para a salvação, que faz a vida se realizar, de forma maravilhosa e autêntica. Antes de tomar uma decisão qualquer, pare e pense: Deus é amor e dá sentido à vida.

Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha

UM CÂNTICO DE VITÓRIA QUE ECOA NA HISTÓRIA

UM CÂNTICO DE VITÓRIA QUE ECOA NA HISTÓRIA Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha No Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1:46–56, consta o ...