quinta-feira, 27 de agosto de 2026

UM MUNDO EM CONFUSÃO E CONVULSÃO

UM MUNDO EM CONFUSÃO E CONVULSÃO


Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha

Texto bíblico: Mateus 24.4-8

“E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares. Porém tudo isto é o princípio das dores.”

Prezados leitores e leitoras, vivemos em um mundo marcado pela confusão e pela convulsão. A sensação de instabilidade parece estar presente em praticamente todas as áreas da existência humana.

Há conflitos entre nações, crises econômicas, violência, corrupção, insegurança, polarização, desorientação moral, famílias fragilizadas e uma crescente dificuldade de distinguir a verdade da mentira.

O homem moderno possui enorme capacidade tecnológica, mas continua enfrentando os mesmos problemas fundamentais do coração humano.

Jesus não prometeu que o mundo caminharia para uma estabilidade produzida pela capacidade humana. Ao contrário, Ele advertiu Seus discípulos acerca de tempos difíceis.

Entretanto, a advertência de Cristo não tem como finalidade produzir desespero, mas vigilância, perseverança e esperança.

UM MUNDO CONVULSIONADO REVELA A FRAGILIDADE HUMANA

Jesus falou de guerras, rumores de guerras, fome e terremotos.
A história demonstra que o ser humano, apesar de todo o seu desenvolvimento científico e tecnológico, continua incapaz de estabelecer definitivamente a paz.

A humanidade consegue construir máquinas sofisticadas, explorar o espaço e transmitir informações em segundos, mas ainda não conseguiu eliminar o ódio, a violência, a ganância e a injustiça.

A grande crise do mundo não é apenas econômica, política ou social.

É também uma crise do coração humano.

A Bíblia declara: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas.” (Jeremias 17.9)

Quando o ser humano se afasta de Deus, suas conquistas não conseguem resolver sua desordem interior.

A CONFUSÃO DO MUNDO NÃO DEVE PRODUZIR CONFUSÃO NO POVO DE DEUS

Jesus disse: “Olhai, não vos assusteis.”

Esta palavra é extraordinária.
Cristo não disse que Seus discípulos não veriam problemas. Ele disse que, diante deles, não deveriam viver dominados pelo medo.

O cristão também vive neste mundo. Ele vê as guerras, acompanha as crises e sofre diante das injustiças. Entretanto, sua esperança não está na estabilidade das circunstâncias.

Nossa segurança está em Deus.

O Salmo 46.1-2 afirma: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos...”

O mundo pode estar em convulsão, mas Deus não perdeu o controle da história.

A nossa fé não depende de um mundo tranquilo; depende de um Deus soberano.

EM MEIO À CONFUSÃO, PRECISAMOS DISCERNIR OS SINAIS DOS TEMPOS

Jesus advertiu: “Vede que ninguém vos engane.” (Mateus 24.4)

Além das guerras e crises, existe outro grande perigo: o engano espiritual.

Em tempos de confusão, as pessoas ficam mais vulneráveis a falsas promessas, falsos profetas e falsas interpretações da realidade.

Por isso, a Igreja precisa conhecer profundamente a Palavra de Deus.

Não podemos permitir que o medo determine nossa fé.

Não podemos permitir que as notícias substituam a Bíblia.

Não podemos permitir que a ansiedade substitua a oração.

Não podemos permitir que a confusão do mundo produza confusão dentro da Igreja.

Quanto maior a escuridão, maior deve ser o compromisso da Igreja com a verdade.

O MUNDO PODE ESTAR EM CONVULSÃO, MAS CRISTO CONTINUA REINANDO

Esta é a grande esperança do cristão.
A história não está abandonada ao acaso.
Jesus Cristo é o Senhor da história.
Mesmo quando os acontecimentos parecem escapar ao controle humano, eles jamais escapam ao controle de Deus.
O mundo olha para o futuro e pode enxergar apenas incerteza.
A Igreja olha para o futuro e declara:
Cristo reina. Cristo voltará. Cristo vencerá.
Por isso, não somos chamados a abandonar o mundo, mas a testemunhar nele.
Não somos chamados a viver em pânico, mas em santidade.
Não somos chamados a especular sobre datas, mas a permanecer fiéis.
Não somos chamados a fugir da realidade, mas a enfrentá-la com fé.

Para finalizar. Vivemos em um mundo em confusão e convulsão.
Mas a Igreja não precisa estar em confusão.
O mundo pode perder suas referências, mas nós temos a Palavra de Deus.
O mundo pode perder a esperança, mas nós temos Cristo.
O mundo pode olhar para o futuro com medo, mas nós podemos olhar para o futuro com confiança.

Jesus disse:

“No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (João 16.33)

Portanto, diante de um mundo convulsionado, a nossa resposta não deve ser desespero, mas fé; não medo, mas esperança; não acomodação, mas vigilância; não confusão, mas fidelidade à Palavra de Deus.

O mundo está em convulsão, mas Deus continua no trono.
E enquanto aguardamos a consumação de todas as coisas, permaneçamos firmes, porque aquele que venceu o mundo é também aquele que sustenta a sua Igreja.

“Ora, vem, Senhor Jesus!” — Apocalipse 22.20







UM MUNDO EM CONFUSÃO E CONVULSÃO

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