terça-feira, 4 de novembro de 2025

A SIMILARIDADE ENTRE O FACEBOOK E O TEMPO

A SIMILARIDADE ENTRE O FACEBOOK E O TEMPO

Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha

Existe uma similaridade entre o Facebook e o Tempo que não se pode deixar de refletir. Sobre o Facebook, pode-se encontrar sua história nos sites de busca e verificar os registros de seus criadores.
Acerca do tempo, pode-se observar o registro bíblico do Livro do Gênesis 1.1: "No princípio, criou Deus os céus e a terra". Assim, o autor do tempo é Deus.
Na epístola aos Efésios 5:15-16 consta uma frase muito interessante, que se deve observar: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus.”
Seguem alguns pontos desta reflexão, da relação entre o Facebook e o tempo, a afim de se possa ter, ainda que de forma concisa, uma percepção dessas duas realidades.
1. Tanto o Facebook quanto o Tempo, registram tudo
Muito embora o Facebook tenha sido criado no tempo, guarda cada postagem, comentário e lembrança — nada se perde no seu histórico.
Da mesma forma, o Tempo registra cada ação, palavra e escolha que fazemos.
Tudo o que fazemos fica arquivado na eternidade, diante de Deus. “Porque Deus há de trazer a juízo toda obra, até tudo o que está encoberto.” (Eclesiastes 12:14)
Assim, é preciso ter cuidado do que se publica em relação à vida. Cada atitude é uma postagem no livro do tempo.
2. O Facebook e o Tempo mostram lembranças
O Facebook nos lembra o que fizemos há anos, dependendo do dia e ano que a pessoa fez a sua inscrição.
O Tempo, de forma silenciosa, desde quando a pessoa passou a existir, também traz à memória as alegrias e feridas do passado. Algumas lembranças edificam; outras doem, mas ensinam.
O que se de aprender: Deixar que o tempo nos lembre do que Deus providenciou em termos de ação libertadora, e não daquilo que aprisiona.
Assim, um bom conselho é transformar lembranças em testemunhos, não em prisões.
Vejamos o ensina a sabedoria bíblica: “Tudo fez Deus formoso no seu tempo.” (Eclesiastes 3:11)
Uma atenção deve ser dada: ao Valor dos encontros que o tempo produz — eles são divinamente agendados.
3. Ambos podem ser desperdiçados
Assim como muitos perdem horas navegando nas redes, também se pode perder o tempo com o que não edifica.
O apóstolo Paulo nos exorta: “Remindo o tempo, porque os dias são maus.”
Tempo gasto sem propósito é tempo roubado da alma.
Deve-se usar o Facebook e o tempo com propósito. O que a pessoa planta neles, colherá.
4. O Facebook e o Tempo expõem quem realmente somos
Nas redes, podemos revelar gostos, opiniões e prioridades. No tempo, revelamos o caráter, as motivações e a essência.
Enquanto o Facebook mostra o perfil, o tempo mostra o caráter. Mais ainda: no Facebook tem perfis falsos; no Tempo também os têm.
O tempo é o maior detector de autenticidade — ele mostra o que é verdadeiro e o que é passageiro.
Portanto, Facebook e o Tempo se assemelham em registrar, lembrar, conectar, revelar e medir o valor da vida.
Mas há uma grande diferença: o Tempo é dom de Deus, e o que fazemos com ele ecoa na eternidade.
Observemos o ensino da Sabedoria do Antigo Testamento: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.” (Salmo 90:12)

O FOGO, A ÁGUA E OS ENTULHOS

O FOGO, A ÁGUA E OS ENTULHOS
Prof. Nelson Célio e Mesquita Rocha


Imaginemos uma enorme labareda de fogo com seu poder, ao encontrar-se com a água, produz a evaporação. O fogo, ao aquecer a água produzindo um intenso vapor, percorrem um caminho longo, removendo todos os entulhos que nesse caminho foram colocados por muito tempo.
Toda vida humana passa por processos. E pensando na vida cristã, Deus trabalha conosco através de fases — algumas ardentes como o fogo, outras suaves como a água, e outras exigem esforço para limpar o que sobrou: os entulhos.
Estas três imagens — o fogo, a água e os entulhos — revelam o modo como o Senhor transforma o caos em reconstrução.
O fogo purifica, a água restaura, e a remoção dos entulhos prepara o caminho da existência para se experimentar algo novo e perene.
Muitos querem viver o novo de Deus, mas sem passar pelo fogo, sem permitir o fluir da água e sem retirar o que ficou para trás.
Seguem algumas explicações para entendimento da proposta temática.
1. O FOGO QUE PURIFICA E PREPARA O CAMINHO
Reflitamos neste texto bíblico: “Ele se assentará como fundidor e purificador de prata.” (Malaquias 3:3).
O fogo de Deus não vem para destruir, mas para revelar o que há de verdadeiro em nós.
Assim como o ourives usa o fogo para separar o ouro das impurezas, Deus usa as provações para lapidar nosso caráter.
Assim, o que produz o fogo de Deus:
* O fogo revela a fé genuína.
* O fogo consome o orgulho e o pecado oculto.
* O fogo prepara para novos níveis espirituais.
Não devemos reclamar do fogo — ele está formando o que Deus quer que você seja. O mesmo fogo que queima a palha é o que refina o ouro.
2. A ÁGUA QUE RENOVA A VIDA PARA EXISTIR DE FATO E DE VERDADE
Disse Jesus: “Quem crer em mim, do seu interior fluirão rios de água viva.” (João 7:38)
Depois do fogo, vem a água. O Espírito Santo é essa água que lava, refrigera e restaura o coração cansado.
O fogo sem a água deixaria cinzas. Mas Deus não quer que vivamos uma dia de entre cinzas — Ele quer te renovar para florescer outra vez.
O que se pode entender sobre o valor da água para a vida humana, seja ela para uso pessoal e coletivo, mas também como símbolo:
* A água cura feridas deixadas pelo fogo.
* A água traz vida onde parecia haver morte.
* A água faz brotar esperança.
Deus nunca deixa a pessoa apenas queimada — Ele sempre envia um rio para te renovar. O fogo prova, mas a água devolve o frescor da graça.
3. OS ENTULHOS NO CAMINHO PRECISAM SER REMOVIDOS
Vejamos a passagem bíblica dos que carregam entulhos: “Os carregadores de entulho já não têm forças.” (Neemias 4:10)
Depois do fogo e da água, ficam os restos — os entulhos.
São mágoas antigas, culpas, pecados não confessados, lembranças tóxicas e estruturas do passado que precisam ser removidas. Não se constroi um novo templo sobre ruínas espirituais.
Então, o que se deve aprender e praticar:
* É hora de deixar o que passou.
* É hora de liberar perdão.
* É hora de abrir espaço para o novo de Deus.
Deus quer restaurar, mas é preciso limpar o terreno da alma na existência, no aqui e agora. Antes da reconstrução, vem a remoção.
Por fim, devemos aprender que o fogo prova, a água renova e os entulhos precisam ser retirados.
Deus quer reconstruir a vida, a fé e os sonhos — mas Ele começa pelo processo.
Não temamos o fogo, não fujamos da água, e não nos apeguemos aos entulhos.
Deus faz novas todas as coisas — mas Ele começa limpando o caminho.
Permitamos que o Espírito Santo hoje faça essa obra em nós.
Deixemos o fogo purificar, a água renovar, e peçamos a força para remover o que impede o novo de Deus.
O caminho e o terreno do coração limpo são os lugares onde o Senhor edificará o Seu templo.

AS FORMAS DO CORPO E OS RETRATOS DA ALMA

AS FORMAS DO CORPO E OS RETRATOS DA ALMA
Prof. Nelson Celio de Mesquita Rocha

“O homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.”(1 Samuel 16:7)
O corpo humano, assim como de todos os animais, mudam com o passar dos anos. Esta afirmação não é novidade para ninguém. Todavia, sempre existe e existirá alguém que não se contenta com seu corpo, talvez porque a alma não esteja contente, concomitantemente. Daí, há pessoas que gastam muito tempo e dinheiro para mudar as formas de seus corpos. Alguns acabam deformando seus corpos com cirurgias caríssimas e sem resultados esperados.
Vive-se em uma era que valoriza a aparência, o corpo, a forma — o que é visível e imediato. No entanto, o texto bíblico em epígrafe, nos convida a um olhar mais profundo.
Quando o profeta Samuel foi enviado para ungir o novo rei de Israel, ele se impressionou com a aparência dos filhos de Jessé. Mas Deus o advertiu: “Não atentes para a sua aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o Senhor não vê como vê o homem.” (1 Samuel 16:7)
Neste texto está contida uma grande verdade espiritual: as formas do corpo não revelam a essência da alma. O exterior pode enganar; o interior é o que Deus realmente conhece.
Alguns observações devem permear o nosso pensamento acerca das formas do corpo e dos retratos da alma.
I. O corpo como expressão da vida
O corpo é o templo da alma, o instrumento pelo qual expressamos emoções, fé e amor. Com o corpo, abraçamos, servimos, choramos, louvamos e oramos.
Cada forma, cada gesto, é um espelho daquilo que habita dentro de nós.
Mas o corpo também revela as marcas do tempo, do sofrimento e das experiências da vida. E, mesmo assim, Deus não despreza o corpo, pois Ele o formou e o habita por meio do Seu Espírito (1 Coríntios 6:19).
O corpo fala — não apenas por palavras, mas por atitudes.
O semblante abatido, o olhar sereno, as mãos calejadas — tudo pode ser um "retrato da alma" diante de Deus.
II. A alma: o verdadeiro retrato diante de Deus
O ser humano pode esconder seus sentimentos dos outros, mas nunca de Deus.
Ele sonda a alma, perscruta o coração e conhece as intenções mais secretas.
Como diz o salmista: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração.” (Salmo 139:23)
A alma é o verdadeiro "retrato espiritual" do ser humano.
Uma alma rancorosa envenena o corpo. Uma alma curada reflete paz no rosto e leveza nos gestos. Uma alma cheia de fé transforma o corpo em instrumento de bênção. Assim como o espelho reflete o rosto, o corpo reflete o estado da alma.
III. O corpo e a alma redimidos pela divina graça
Jesus veio para redimir o ser humano por inteiro — "corpo e alma".
Ele tocava os enfermos, curava os corpos e restaurava as almas.
Na cruz, Seu corpo foi ferido, mas Sua alma permaneceu em perfeita obediência ao Pai.
A graça de Deus nos transforma por dentro, e essa transformação se manifesta por fora.
A alma regenerada aprende a sorrir mesmo nas provações. O corpo cansado continua servindo, porque é movido pelo Espírito. A vida se torna um testemunho visível daquilo que Deus opera invisivelmente.
Finalizando esta breve reflexão. As formas do corpo mudam, mas os retratos da alma permanecem. O corpo pode envelhecer, mas a alma pode rejuvenescer na presença de Deus.
O desafio é permitir que o Espírito Santo molde a alma, para que o corpo se torne um reflexo fiel da graça divina.
Que o nosso olhar revele compaixão, nossas mãos expressem serviço, e nossos passos sigam o caminho da verdade.
Uma oração ao Deus Criador e Salvador:
Senhor, ensina-nos a viver de modo que o nosso corpo expresse a Tua presença e a nossa alma revele a Tua luz.
Transforma o nosso interior para que o exterior se torne um testemunho do Teu amor.
Que, ao olhar para nós, o mundo veja os retratos da Tua graça em cada gesto e palavra.
Em nome de Jesus. Amém.

A PAZ NÃO EXISTE NA SOCIEDADE HUMANA

A PAZ NÃO EXISTE NA SOCIEDADE HUMANA
Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha

Pelo menos dois textos da Bíblia nos fazem refletir sobre a temática de não existir Paz na Sociedade Humana de todos os tempos. Por exemplo:
"Já há tempo demais que habito com os que odeiam a paz. Sou pela paz; quando, porém, eu falo, eles teimam pela guerra." (Salmo 120:6,7)
Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz, quando não há paz.” (Jeremias 6:14)
Na história da sociedade humana em geral, pode-se verificar quantos tradados de paz os líderes políticos e religiosos fizeram, São tantos que, nesta reflexão não dá para mencioná-los. Mas, o estudioso pode pesquisar sobre esse assunto nos livros e na Internet.
Por mais que se fale de paz, há pessoas que não desejam a paz. É muito estranho e aterrorizante essa pulsão que está dentro da mentalidade humana. Essa pulsão que provoca muitos desastres está em todos os segmentos, quer político, ou mesmo o campo religioso.
Vive-se em um mundo que fala muito sobre paz, mas que não a conhece. As nações assinam tratados, as religiões pregam tolerância, os homens e mulheres buscam harmonia — e, ainda assim, a história continua marcada por guerras, ódios, injustiças e divisões.
A sociedade moderna fala de paz enquanto fabrica armas, e prega amor enquanto alimenta o egoísmo. Isto é muito paradoxal.
O profeta Jeremias viveu algo semelhante: um povo religioso (exerceu seu ministério aproximadamente entre 626 a.C. e 586 a.C.), mas sem arrependimento; uma sociedade que dizia “paz”, mas continuava ferida. O profeta desmascara essa falsa tranquilidade e revela uma verdade dura, porém necessária: não há paz verdadeira fora de Deus. Mas, há pessoas, e muitas, que não querem saber de Deus. Muitos dizem que não há Deus, e se perdem em seguir suas próprias ideologias beligerantes.
Assim também hoje, a humanidade vive em busca de uma paz que não pode produzir, porque tenta construí-la sobre os alicerces quebrados do pecado.
Sob a ótica teológica, seguem alguns apontamentos sobre a temática proposta.
A RAIZ DO CONFLITO HUMANO
A Bíblia mostra que o problema da paz é, antes de tudo, espiritual.
Desde a Queda, o ser humano perdeu a comunhão com Deus e entrou em guerra com Ele.
Essa ruptura vertical gerou também rupturas horizontais: entre irmãos, povos e nações.
Por isso Tiago afirma: “De onde vêm as guerras e contendas entre vós? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vós? (Tiago 4:1).
A sociedade não tem paz porque o coração humano não tem paz.
O egoísmo, a inveja e a soberba transformam as relações em campos de batalha.
Toda estrutura humana — política, econômica ou cultural — é apenas o reflexo do coração humano.
A ILUSÃO DA PAZ HUMANA
Jeremias denuncia: “Curam superficialmente a ferida do meu povo”.
A paz humana é superficial porque trata sintomas e ignora a causa.
Tentamos resolver o conflito com discursos, acordos e psicologia social, mas deixamos o pecado intacto. É como pintar uma parede rachada sem consertar o alicerce.
A falsa paz é perigosa porque cria uma sensação de segurança onde há condenação.
O mundo diz “está tudo bem”, mas as famílias estão divididas, as almas estão doentes e a fé é negociada.
É uma situação tão difícil que o salmista chegou a afirmar: "Já há tempo demais que habito com os que odeiam a paz. Sou pela paz; quando, porém, eu falo, eles teimam pela guerra." (Salmo 120:6,7)
A VERDADEIRA PAZ VEM DE JESUS CRISTO
Quando o mundo diz “não há paz”, Deus responde com Seu Filho.
Cristo não apenas pregou a paz — Ele é a própria paz (Efésios 2:14).
Na cruz, Ele destruiu o muro de separação entre Deus e o ser humano, e entre as pessoas.
A paz que Ele dá não é política, nem sentimental — é reconciliação espiritual.
Por isso Jesus afirmou: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” (João 14:27).
A Igreja, por exemplo, é chamada a ser o reflexo dessa paz no meio do caos. Não podemos criar a paz do mundo, mas podemos revelar a paz do Reino de Deus.
Enquanto a sociedade grita e divide, o povo de Deus é chamado a perdoar, servir e amar — não porque o mundo mudou, mas porque Cristo mudou o nosso coração.
Enfim, a paz não existe na sociedade humana porque a sociedade humana está separada de Deus. Mas onde Cristo é recebido, de verdade, o caos se transforma em comunhão.
O mundo tenta curar suas feridas com políticas, filosofia e poder — mas só a vida, a obra e os ensinamentos de Jesus sara a alma.
A verdadeira paz não nasce de fora para dentro, mas de dentro para fora.
Ela começa no coração regenerado, se manifesta na Igreja e será plena no Reino vindouro, quando o Príncipe da Paz reinar para sempre (Isaías 9:6).
Portanto, enquanto o mundo repete “paz, paz”, e não há paz, a Igreja proclama: “Cristo é a nossa paz.”
Que cada um de nós busque essa paz, não nas promessas de pessoas, mas na presença de Cristo.
Somente Ele pode transformar a guerra interior em descanso eterno.

MOMENTOS NECESSÁRIOS: PARAR, CONTINUAR E INICIAR

MOMENTOS NECESSÁRIOS: PARAR, CONTINUAR E INICIAR
Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha

A temática proposta poderia ter a sequência lógica: Momentos necessários: Iniciar, continuar e parar. Todavia, houve a preferência de se inverter a ordem lógica e descrever os momentos dentro da ordem, de propósito, com o intuito de haver uma reflexão, a fim de proporcionar uma tomada de consciência na existência, e haja interesse na sabedoria e nos exemplos contidos na Bíblia.
A Sabedoria Bíblica revela algo de grande importância para a vida: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3:1)
A vida humana é feita de tempos e estações. Há momentos em que Deus nos conduz ao movimento, e há momentos em que Ele nos convida ao silêncio.
O Sabedoria Bíblica demonstra que a existência humana é marcada por ciclos. O segredo está em discernir o tempo certo de cada ação.
Muitos caminham cansados porque continuam quando deveriam parar; outros estão parados quando deveriam continuar; e há aqueles que têm medo de iniciar o novo que Deus preparou.
Por isso, precisamos aprender com o Espírito Santo a discernir os três momentos da fé: parar, continuar e iniciar.
MOMENTO DE PARAR E FICAR QUIETO
Há momentos em que parar é um ato de sabedoria espiritual.
Deus mesmo ordenou ao povo: "O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis” (Êxodo 14:14).
Parar não é desistir — é ceder o controle a Deus.
Vejamos alguns exemplos bíblicos:
- Moisés - parou diante do Mar Vermelho e esperou Deus agir.
- Elias - cansado e desanimado, precisou parar no deserto para ser alimentado e renovado pelo anjo do Senhor.
- Jesus - também parava para orar, afastando-se das multidões.
Há tempos em que Deus diz: “Pare de lutar com a sua força. Espere em Mim.”
Parar é reconhecer nossa limitação e permitir que Deus restaure nossa alma.
Às vezes, o “parar” é o caminho mais rápido para a vitória, porque só no silêncio o coração volta a ouvir a voz de Deus.
MOMENTO DE CONTINUAR DEPOIS DE UMA PARA NECESSÁRIA
Depois de ouvir a voz de Deus no silêncio, é hora de continuar com fé.
Deus disse a Moisés: *“Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.” (Êxodo 14:15)
Exemplos bíblicos:
- Josué - continuou a marcha após a morte de Moisés.
- Paulo - continuou pregando mesmo preso, porque sabia que a Palavra não se prende.
- Jesus -, mesmo sabendo do sofrimento da cruz, continuou até o fim — por amor.
Continuar é o desafio dos que creem mesmo sem ver, pois há dias em que o cansaço e as enfermidades da alma e do corpo querem parar nossos passos, mas o Espírito diz: Não pare agora — continue, porque o milagre está adiante.
Continuar é perseverar no chamado, na oração, no amor e na fé, mesmo quando as circunstâncias gritam o contrário. E quantas circunstâncias adversas!
Aqueles que continuam são os que experimentam o sobrenatural de Deus.
MOMENTO DE INICIAR COM A CONSCIÊNCIA DE QUE DEUS ESTÁ NO CONTROLE
Há também o tempo de iniciar o novo. Deus é especialista em começos. Ele é o Deus do recomeço, o Deus do novo dia.
Podemos ver na Bíblia exemplos de quem iniciaram algo novo, sob a direção de Deus.
- Abraão - iniciou uma jornada de fé ao sair de sua terra.
- Noé - iniciou uma nova humanidade após o dilúvio.
- Os discípulos de Jesus - iniciaram a Igreja após a ressurreição.
- E quanto a nós? Podemos iniciar hoje um novo tempo de comunhão, perdão e propósito.
Muitos têm medo de iniciar o novo, por causa das feridas do passado. Mas o Senhor diz: “Não vos lembreis das coisas passadas… Eis que faço coisa nova!” (Isaías 43:18-19)
Iniciar é colocar os pés onde a fé aponta, mesmo sem ver o caminho completo. O novo de Deus exige coragem, confiança e disposição.
Para concluir. Três momentos espirituais: Parar — para ouvir Deus. Continuar — para obedecer.
Iniciar — para crescer.
Cada um de nós está vivendo um desses tempos. O importante é não resistir ao mover de Deus.
O Espírito Santo sempre nos conduz de um momento ao outro — do silêncio à ação, e da ação ao novo propósito.

DERRUBANDO OS MUROS DOS RESSENTIMENTOS

DERRUBANDO OS MUROS DOS RESSENTIMENTOS
Prof. Nelson Celio de Mesquita Rocha


“Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia sejam tiradas de entre vós, com toda malícia. Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” Efésios 4:31-32
Eis uma das mais difíceis ações dos seres humanos: não guardar ressentimentos. Ressentimento é o sentimento que se caracteriza pela existência de mágoas, rancores ou angústias que se formam como consequência de uma ofensa ou a partir de uma atitude que é recebida de malgrado.
O ressentimento é a ação de ressentir, ou seja, de sentir de novo ou sentir repetidamente as emoções negativas que foram provocadas a partir de uma atitude que foi mal recebida pela pessoa ressentida.
Vivemos em um mundo de relacionamentos partidos, famílias desfeitas e amizades quebradas. As pessoas convivem lado a lado, mas separadas por *muros invisíveis: muros de mágoa, de desconfiança, de orgulho e de ressentimento.
Esses muros não são erguidos de repente ou ao longo dos anos. São construídos, tijolo por tijolo, com palavras mal interpretadas, atitudes não perdoadas e lembranças mal resolvidas. Com o tempo, tornam-se muralhas que isolam o coração e impedem o fluir do amor de Deus.
Mas há uma boa notícia: Jesus Cristo é o derrubador de muros! Em Efésios 2:14, o apóstolo Paulo declara: “Porque Ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede de separação que estava no meio...” O mesmo Cristo que destruiu o muro da inimizade entre Deus e o homem pode derrubar os muros do ressentimento que dividem corações hoje.
Vejamos alguns pontos que ajudam a compreender este assunto que é tão difícil, mas não impossível de ser tratado.
OS MUROS DO RESSENTIMENTO E SUAS ORIGENS
O ressentimento nasce quando o perdão é negado. A mágoa guardada se transforma em amargura, e a amargura gera distância. Alguém nos fere, e ao invés de levarmos a dor a Cristo, guardamos dentro da alma. O que era uma ferida passa a ser uma muralha. E quando percebemos, já estamos isolados — frios, duros, sem sensibilidade espiritual.
Na Epístola aos Hebreus 12:15 consta uma advertência: “Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.” O ressentimento não fere apenas quem o sente; ele contamina o ambiente e destroi comunhão.
AS CONSEQUÊNCIAS DA CONSTRUÇÃO DOS MUROS DO RESSENTIMENTO
Rompem relacionamentos – lares se dividem, amizades se perdem, igrejas se enfraquecem. Aprisionam o coração – o ressentido vive preso ao passado e incapacitado de viver o presente. Entristecem o Espírito Santo – o Espírito não habita onde há amargura e falta de perdão.
Em Efésios 4:30-31mostra que amargura e comunhão com o Espírito não convivem no mesmo coração.
A MANEIRA DE SE PODER DERRUBAR OS MUROS DO RESSENTIMENTO
Primeiro, reconhecer o muro. Ninguém pode ser curado de algo que não admite possuir. Este é o primeiro passo que é admitir que há mágoa no coração.
Segundo, liberar o perdão. Perdoar não é justificar o erro, mas libertar o coração do peso. O perdão é o martelo que quebra o muro do ressentimento. Perdoar é libertar um prisioneiro — e descobrir que o prisioneiro é a própria pessoa que guarda ressentimentos.
Terceiro, orar por quem provocou ferimento. Jesus ensinou: “Orai pelos que vos perseguem.” A oração purifica o coração e transforma a dor em compaixão.
Quarto, deixar Jesus Cristo reconstruir. Onde havia muros, Ele ergue pontes. O Espírito Santo, que é o Espírito de Jesus é o restaurador da comunhão. Ele faz brotar amor onde antes havia rancor. Em Colossenses 3:13 está escrito: “Suportai-vos uns aos outros, e perdoai-vos mutuamente, se alguém tiver queixa contra outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós.”
Em conclusão, sobre este assunto tão importante, com a finalidade de proporcionar uma vivência mais saudável, o ressentimento é uma prisão da alma, mas Cristo veio para libertar os cativos.
Os muros que alguém não consegue derrubar sozinho ou sozinha, Jesus derruba com uma palavra: “Está consumado!”
Quando o perdão reina, os muros caem, a comunhão floresce e a paz volta a habitar o coração. Jesus é o grande construtor de pontes e o derrubador de muros.

ENFRENTANDO O MEDO

ENFRENTANDO O MEDO
Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha


“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.” Isaías 41:10
O medo é um sentimento terrível. É uma experiência presente no reino animal, mas é o ser humano quem tem mais consciência desse sentimento terrível e avassalador.
O medo é uma reação emocional a uma situação percebida como perigosa, que prepara o corpo para enfrentar uma ameaça. Existem diferentes tipos e níveis de medo, que podem variar desde uma leve ansiedade até o pavor total. O medo pode ser considerado "bom" quando nos protege de perigos reais, mas "mau" quando se torna excessivo e interfere na vida cotidiana. Além disso, terapias e autoconhecimento podem ajudar a lidar com essa emoção.
Vivemos tempos em que o medo parece dominar os corações.
Medo do futuro, medo da perda, medo da solidão, medo da doença, medo do fracasso. Medo da velhice e da situação incontornável que é a morte.
O medo é uma reação humana natural, mas quando ele toma o lugar da fé, torna-se uma prisão que paralisa a alma.
A Palavra de Deus, porém, repete inúmeras vezes: “Não temas.” Mas muitas vezes, na experiência de que vive a realidade do medo, parece que ela é maior do que a fé. E, há críticas de todos os lados às pessoas que estão experimentado essa realidade.
Quando a Palavra de Deus diz "Não temas", é porque o perigo de fato existe, mas é preciso crer que Deus está presente em meio a ele.
Enfrentar o medo, à luz da fé, é aprender a confiar mais na presença de Deus do que nas ameaças do mundo.
Qual a origem do medo?
1. O medo nasce da insegurança humana (Gênesis 3:10)
Adão disse: “Tive medo, e me escondi.”
O medo foi a primeira emoção registrada após o pecado.
Quando o ser humano se afastou de Deus, perdeu a segurança da comunhão e passou a viver escondido. E, toda vez que o ser humano tenta caminhar sem Deus, o medo o domina.
Muitos se escondem hoje — atrás de máscaras, de sucesso aparente ou de palavras duras — porque têm medo de revelar suas fragilidades.
Mas Deus chama o ser humano a sair do esconderijo e a andar novamente sob Sua luz.
2. O medo nos impede de ver o poder de Deus (Mateus 14:30-31)
Pedro andava sobre as águas, até que começou a olhar para o vento e o mar. Enquanto olhava para Jesus, andava em segurança. Mas quando olhou para o perigo, o medo o fez afundar.
O medo desvia nossos olhos de Jesus e os coloca nas circunstâncias.
O segredo da vitória está em manter o olhar fixo em Jesus — “autor e consumador da fé” (Hebreus 12:2).
3. Deus nos chama a substituir o medo pela confiança (2Timóteo 1:7)
“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de poder, de amor e de moderação.” O medo não vem de Deus. Ele é dissipado quando compreendemos quem somos n’Ele: filhos amados, guardados e fortalecidos pelo Espírito Santo.
A fé não elimina os desafios, mas muda a maneira como os enfrentamos.
Não é ausência de medo, é presença de confiança.
Enfrentar o medo não é negar sua existência, mas crer que Deus é maior que ele.
A fé é o antídoto do medo.
Onde o medo diz que você não pode, Deus diz “eu sou contigo”.
Onde o medo diz você vai cair, Deus diz "Eu te sustento”.
Onde o medo grita anunciando que é o fim, Deus sussurra o começo de algo novo.
Portanto, Deus nos lembra: “Não temas, porque Eu sou contigo.”
Confiemos, avancemos, e descubramos que o Deus que nos chama é o mesmo que nos sustenta.

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