Existem muitas informações na mídia, principalmente nas redes sociais da Internet, que se configuram como uma mixórdia de notícias, e diante desse movimento fica difícil saber o que é falso e o que é verdadeiro. O pior é que existe um público que não para e faz uma reflexão. Esse público não mede esforços para passar adiante um escrito ou um vídeo veiculando uma notícia falsa e causadora de problemas de ordem moral.
TEOLOGIA E ALTERIDADE - Teologia a serviço da Comunidade de Fé que é a Igreja. Tem por finalidade exclusiva de facilitar o povo de Deus no caminho da reflexão Bíblico-Teológico-Sistemática. Fazer que a Teologia dialogue com as Ciências, uma vez que ela não é a única em termos de tratar do homem e do seu habitat. A Teologia ao tratar de Deus, insere também em sua reflexão as obras da Criação. Dr. Nelson Celio de Mesquita Rocha
quarta-feira, 12 de novembro de 2025
ENTROPIA E INFORMAÇÃO
Existem muitas informações na mídia, principalmente nas redes sociais da Internet, que se configuram como uma mixórdia de notícias, e diante desse movimento fica difícil saber o que é falso e o que é verdadeiro. O pior é que existe um público que não para e faz uma reflexão. Esse público não mede esforços para passar adiante um escrito ou um vídeo veiculando uma notícia falsa e causadora de problemas de ordem moral.
segunda-feira, 10 de novembro de 2025
O ERRO DO PENSAMENTO DE SEGURANÇA PLENA EM TEMPO DE PROSPERIDADE
O ERRO DO PENSAMENTO DE SEGURANÇA PLENA EM TEMPO DE PROSPERIDADE
Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha
domingo, 9 de novembro de 2025
A COMPAIXÃO DE DEUS É UNIVERSAL E NÃO NACIONALISTA
A COMPAIXÃO DE DEUS É UNIVERSAL E NÃO NACIONALISTA
Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha
Há um ditado no Brasil muito conhecido no Brasil que é proferido por muitos brasileiros, o qual é dito assim: "Deus é brasileiro". Assim também como estava na mente de Jonas: "Deus é hebreu", ou mais tardiamente: "Deus é judeu". Também no Cristianismo é comum ouvir ou ler que "Deus é cristão". Mas, não é este o modo, segundo a Bíblia, de se tirar ideias a respeito de Deus. ADONAY, conforme está no hebraico, não é de propriedade de ninguém e de nenhuma nação.
No Livro do Profeta Jonas 4:11, está escrito “E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua esquerda, e também muitos animais?”
O livro de Jonas termina com uma pergunta divina. É uma das conclusões mais surpreendentes da Bíblia: não há resposta registrada, apenas o silêncio do profeta e a voz da misericórdia divina ecoando através dos séculos. Jonas, o profeta relutante, aprendeu da forma mais dura que o amor de Deus ultrapassa fronteiras, etnias, religiões e moralidades humanas. Deus não se limita à geografia de Israel ou de qualquer nação — Ele é o Deus de toda a terra (Cf. Salmo 24:1).
Entendamos alguns pontos sobre o assunto no conteúdo do Livro do Profeta Jonas.
O CONFLITO NA MENTE DO PROFETA
Jonas queria justiça, mas Deus ofereceu graça. Jonas pregou, Nínive se arrependeu, e Deus perdoou. É interessante observar que, para Jonas, isso era inaceitável, pois os ninivitas eram inimigos cruéis de Israel.
O profeta desejava um Deus “nacionalista”, mas o Senhor revelou-se universal. “Com isso, desgostou-se Jonas extremamente e ficou irado” (Jonas 4:1). Aqui se revela o coração humano: queremos misericórdia para nós e juízo para os outros.
O ENSINO DIVINO É PROFUNDAMENTE DIDÁTICO E ULTRAPASSA OS GATILHOS DE INCLEMÊNCIA DA MENTE HUMANA
Deus, com paciência pedagógica, usa uma planta, um verme e um vento para ensinar ao profeta o valor da compaixão. Jonas se alegra com a sombra da planta, mas não se importa com a destruição de uma cidade inteira. Então Deus pergunta: “E não hei de Eu ter compaixão de Nínive...?” É como se dissesse: “Jonas, se você se compadece de uma planta, como Eu não Me compadeceria de pessoas criadas à Minha imagem?”
A COMPAIXÃO UNIVERSAL DE DEUS EM CONTRAPOSIÇÃO À LIMITAÇÃO DO PENSAMENTO POSSESSIVO QUE ESTABELECE FRONTEIRAS
Deus é compassivo não apenas com Israel, mas com todos os povos. Sua graça alcança o pecador arrependido, independentemente da origem.
Sendo assim, aprendemos que a compaixão divina é: Universal – não conhece fronteiras. É pessoal – toca cada coração. É inclusiva – até os “muitos animais” são lembrados (v. 11), mostrando o cuidado de Deus pela criação. “O Senhor é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras” (Salmo 145:9).
Um apelo veemente é feito a todos - Evitemos o exclusivismo religioso. Deus ama até os que julgamos indignos. Preguemos com compaixão. O evangelho não é instrumento de condenação, mas de reconciliação. Imitemos o coração de Deus. A verdadeira espiritualidade se mede pela nossa capacidade de amar o que Deus ama.
O livro de Jonas termina sem a resposta do profeta — talvez porque a resposta cabe a nós.
A pergunta divina continua ecoando: “E não hei de Eu ter compaixão...?” Sim, Deus tem compaixão: de Nínive, de Israel, do Brasil, e de toda a humanidade. A cruz de Jesus é a prova final da compaixão universal de Deus.
sábado, 8 de novembro de 2025
VERMELHO BRASIL DESDE 1500
VERMELHO BRASIL DESDE 1500
Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha
A cor vermelha é uma cor vibrante e poderosa, frequentemente associada a emoções intensas como paixão, amor, raiva e perigo. Essa cor, minha preferida, tem alguns significados, como por exemplo: o sangue dos mártires em prol da justiça e da paz; o fogo como símbolo das línguas do Dia de Pentecostes, onde o Espírito Santo outorgou à Igreja poder para proclamar o Evangelho a todas as nações (Atos dos Apóstolo, capítulo 2); o sangue das vítimas da violência impetrada por pessoas sem alma e sem coração. Poderia citar alguns outros significados, mas o leitor poderá pesquisas nos diversos sites de pesquisa na Internet.
Eu não sou psicólogo, porém gosto muito da Psicologia, e com isso faço menção da cor vermelha nessa ciência que estuda a mente e o comportamento humano. Na Psicologia a cor vermelha tem um significado amplo. Ela pode evocar sentimentos de paixão e amor, sendo frequentemente associada a relacionamentos românticos e atração. No entanto, também pode simbolizar raiva e agressividade, como evidenciado pela expressão "vermelho de raiva". O vermelho é uma cor que capta a atenção e pode provocar reações emocionais fortes, tanto positivas quanto negativas.
Sobre o título em epígrafe, faço também uma referência ao filme "Vermelho Brasil", com os títulos originais "Brazil Red" ou "Rouge Brésil", que é um longa metragem e uma minissérie de televisão coproduzido pelas emissoras: France 2 (França), TV Globo (Brasil) e RTP (Portugal).
Estas emissoras uniram-se com as empresas Globo Filmes, Conspiração Filmes, Pampa Productions (produtora francesa), CD Films (empresa do Canadá) e a Stopline (produtora portuguesa) para produzir um folhetim televisivo e um longa-metragem. A produção iniciou em 2011 e o lançamento do filme para o cinema ocorreu em junho de 2014, enquanto que a exibição da minissérie na televisão francesa ocorreu em dois episódios (100 minutos cada), transmitidos nos dias 22 e 23 de janeiro de 2013.
Eu tive a oportunidade de assistir com alunos da faculdade de Teologia e debater sobre esse filme "Vermelho Brasil", que é um épico histórico baseado no livro homônimo (Rouge Brésil) do escritor francês Jean-Christophe Rufin e dirigido pelo canadense Sylvain Archambault. Entre os 75 atores que participaram do filme, estão nomes como Stellan Skarsgård, Joaquim de Almeida, Théo Frilet, Juliette Lamboley, Liane Balaban, Giselle Motta, Pietro Mário, entre outros.
Outra informação. As filmagens ocorreram entre 2011 e 2012, em vários pontos do estado do Rio de Janeiro, como na localidade de Taquari e na praia de Trindade, regiões da cidade de Paraty, ou no Alto da Boa Vista e na Barra de Guaratiba, na cidade do Rio de Janeiro, além de Xerém, em Duque de Caxias.
O projeto "Brazil Red" foi além de apenas um filme. Dirigido por um canadense, reuniu uma mistura de atores, técnicos e profissionais de países, numa produção orçada em R$ 20 milhões (entre este montante, R$ 10 milhões são dos parceiros franceses e R$ 7 milhões dos parceiros brasileiros, sendo R$ 3 milhões de recursos de incentivos fiscais vinculados à TV Globo). Foram utilizados 75 atores e 2 mil figurantes, além de 141 profissionais de filmagens, produção e edição.
A língua predominante do filme é o inglês, pois o projeto também atende o mercado norte-americano e internacional. Sobre o lançamento do filme ocorreu nos cinemas brasileiros em junho de 2014, mas a produção também preparou duas minisséries televisivas: uma com dois capítulos de 100 minutos cada, para ser exibida nas televisões europeias, e outra, em cinco capítulos de 40 minutos de duração, para ser exibida pela Rede Globo de Televisão.
Esse filme vale à pena assistir e comentar. Mas um fator me despertou sempre a minha atenção. Esse fator é o problema da violência, do derramamento de sangue, do assassinato sem motivo qualificado. Pessoas são expulsas de suas residências e de suas cidades, por facções de marginais que fazem o que querem em nosso País. Alguém já apresentou em uma canal de TV, um mapa do Brasil quase todo de vermelho, mostrando a presença da violência no território do "Gigante pela própria natureza". Quem conhece um pouco da história, particularmente do Brasil, sabe que desde o início foi uma história de exploração, envolvendo derramamento de sangue. É claro que, não é só no Brasil que isso aconteceu e acontece, porque o ser humano sem Deus é violento. E, essa violência, muitas vezes é custeada por quem está nos mais altos cargos do poder público.
Por fim, para que eu não me torne prolixo. O Brasil e o Mundo precisam, verdadeiramente, da integralidade da vida e da obra expiatória de Jesus. Com seu sangue, vermelho, pode purificar os pecados de quem o recebe como Senhor e Salvador. Quem acolhe a graça de Deus revelada em Jesus, ainda que sofra, terá a Verdadeira Paz, e a Terra terá menos violência.
sexta-feira, 7 de novembro de 2025
A IMPOSSIBILIDADE DE HAVER O ATEÍSMO REAL
Uma breve reflexão em defesa do senso da divindade no mais profundo do se humano
Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha
Existe um canal no YouTube de um jovem muito inteligente, formado em Psicologia e Ciências da Religião, que se denomina ateu. É uma pessoa muito inteligente e um ótimo comunicador, sabendo interagir bem com as pessoas que ele convida para o seu canal. Ele afirma que não crê na existência de Deus.
Esse jovem criou um vídeos intitulado "Um ateu contra trinta cristãos". A metodologia é a interessante. Os cristãos que participaram são pessoas de várias idades maiores de 18 anos. Os cristãos ficaram dispostos em forma de círculo e esse jovem ateu no meio. Nesse vídeo, as pessoas do círculo cristão disputavam entre elas para ver primeiro quem se assentava numa cadeira diante do ateu, a fim confrontá-lo com perguntas e afirmações de defesa da existência de Deus. E, ele respondia as perguntas e tentava desfazer as afirmativas com seus argumentos. Interessante também é o tratamento respeitoso entre ele e os cristãos. Esse vídeo e outros que ele gravou e grava, tem milhares de curtidas e comentários.
Mesmo sendo interessante a metodologia do jovem ateu, envolvendo uma excelente dinâmica, em todos os momentos ele se utilizou de premissas que ele crê para defender suas ideias. Assim ele tem de crer nos seus argumentos.
Ao se investigar o ser humano e seu comportamento, em quaisquer partes do mundo, percebe-se que não pode haver possibilidade nenhuma de ateísmo real. O senso de religião e da existência de um ser superior, está internalizado no mais íntimo do ser humano. É a manifestação que, se abarcarmos a humanidade inteira seja com relação ao espaço quanto ao tempo e não somente este ou aquele outro grupo de época histórica particular, assume proporções notabilíssimas. Na mente humana está gravado um senso da divindade que não pode ser erradicado, pois a mente humana é inclinada à religião. E, pessoas sem religião se assemelham aos seres irracionais.
Desde o princípio do mundo, nenhuma religião, nenhuma cidade, nenhuma casa, afinal, tenha excluído do seu bojo qualquer forma de religião. A religião é o tesouro que está dentro do homem. Isso quer dizer que, Deus é uma realidade insofismável.
O filósofo da morte de Deus, Friedrich NIETZSCHE, afirmou: "Olhai estes sacerdotes; conquanto sejam meus inimigos, passai por diante deles silenciosamente e com espada embainhada. Também entre eles há muitos heróis, muitos sofreram demais: por isso querem fazer sofrer os outros. São maus inimigos: nada há mais vingativo do que a sua humildade. E quem os ataca facilmente se macula. O meu sangue é, porém, igual ao deles; e eu quero que o meu sangue seja honrado até no deles". (NIETZSCHE, F., Assim falou Zaratustra. [Trad. Alex Marins]; São Paulo: Martin Claret, 2005, p. 79)
A religião não se liquida com a abstinência dos atos sacramentais ou a ausência dos lugares sagrados, da mesma forma como o desejo sexual não se elimina com os votos de castidade.
Quem é o ser humano na dimensão religiosa? O ser humano, individual ou coletivo, exige esclarecimento. É preciso interrogar sobre o religioso como vínculo de conexão do sujeito (vínculo transcendental e não simplesmente histórico, factível ou positivo).
A espiritualidade ou o religioso é reconhecido como uma dimensão constitutiva da vida humana, diferente da ciência, das coisas e da estética, por exemplo, mesmo se, no concreto das coisas, essas dimensões interferem umas nas outras. É preciso saber reconhecer e desdobrar a realidade desta dimensão espiritual ou religiosa, os processos que a subentende, as janelas que se juntam. As diferentes ciências religiosas serão sempre bem vindas.
Se a espiritualidade ou o religioso se expressa no cultural e no histórico, não sendo de cunho de perversão, identificando a verdade, o absoluto ou o divino como tal. Esse fator religioso é reconhecido como riqueza histórica, cultural e antropológica, mas desprovido de valores secularizados.
Visto que a espiritualidade ou o religioso assim situado e diferenciado é profundamente humano, se guardará de privilegiar por princípio a dimensão. Uma postura cristã bem apresentada acolherá, pois não somente aos outros próximos do fenômeno religioso, mas igualmente a crítica específica do religioso como tal, seja através de Marx, Nietzsche ou Freud, por exemplo, ou de quaisquer outros estudiosos de todos os tempos que se levante para argumentar suas ideias acerca da não existência de Deus.
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
A FANFARRA DO ORGULHO E O SILÊNCIO DO JUÍZO
A FANFARRA DO ORGULHO E O SILÊNCIO DO JUÍZO
Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha
Uma fanfarra é um grupo musical, frequentemente ao ar-livre, que utiliza principalmente instrumentos de sopro metálicos (como trompetes e cornetas) instrumentos de percussão (como caixa, bumbo e pratos). Tradicionalmente elas tocam marchas e dobrados em eventos cívicos e festas. As fanfarras são bem comuns nas épocas de Natal ou de inaugurações de lojas de comércio para atrair os fregueses. Enfim, elas nunca saem de moda.
Dois sinônimos para fanfarra, dentro alguns, são "ostentação" e "presunção", com base no orgulho que é uma das características da mente corrompida do ser humano. Essas características faziam parte do rei Belsazar, cujo relato sobre ele se encontra no livro bíblico de Daniel, capítulo 5, e que proporciona algumas reflexões para os leitores da Sagrada Escritura , bem como para a humanidade.
O capítulo 5 de Daniel nos leva a uma das cenas mais impressionantes da Bíblia: o banquete do rei Belsazar. O império babilônico vivia seus últimos instantes de glória, mas o rei parecia alheio à realidade. Em meio à ameaça dos medos e persas, ele preferiu fazer uma festa — uma fanfarra — cheia de ostentação, irreverência e blasfêmia. Essa “fanfarra” representa o triunfo da arrogância humana, a tentativa de esconder a decadência espiritual atrás de luxo, prazer e poder.
Alguns pontos servem para o entendimento da reflexão, a fim de que se possa ter uma melhor performance na nossa trajetória de vida, pois ela além de ser frágil, passa com uma rapidez incrível.
1. A FANFARRA DA INSENSATEZ HUMANA (Daniel 5:1-4)
“O rei Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus grandes e bebeu vinho na presença dos mil.” Enquanto o inimigo cercava Babilônia, Belsazar organizava uma festa monumental. Ele ignora o perigo, pois o que a Bíblia trata como "pecado", é que este provoca a cegueira espiritual e moral..
O pecado profana o sagrado. Belsazar usou os utensílios do templo de Jerusalém, celebrando o erro e louvando “os deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra”. A fanfarra da insensatez humana é sempre assim: tenta esconder o medo com prazer, e o vazio com barulho.
2. A INTERRUPÇÃO DIVINA (Daniel 5:5-9)
“Na mesma hora apareceram uns dedos de mão de homem que escreviam...” Deus interrompe o baile. Uma mão misteriosa escreve na parede. A música para. O vinho perde o gosto. O riso morre. O rei que parecia poderoso agora treme de medo — seus joelhos batem um no outro (v.6).
Quando Deus decide falar, as fanfarras humanas se calam. É preciso acreditar nesta verdade.
3. A INTERPRETAÇÃO DE DANIEL (Daniel 5:13-28)
Daniel é chamado. O homem de Deus não se vende por presentes, nem teme o rei.
Ele anuncia a sentença divina: MENE: Contou Deus o teu reino e o acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança e achado em falta. PERES: Dividido foi o teu reino e dado aos medos e persas.
A fanfarra de Belsazar tinha um final trágico. Deus pesou o rei, e ele foi achado em falta.
4. A QUEDA DO REINO (Daniel 5:30-31)
Todos os reinos que tentam se elevar pelo orgulho ruirão. Naquela mesma noite foi morto Belsazar, rei dos caldeus. O orgulho termina em ruína. O riso termina em silêncio. A fanfarra termina em julgamento.
Enquanto Belsazar banqueteava, o juízo se aproximava pelas portas da cidade. O império caiu sem resistência. O homem que zombou de Deus perdeu o trono e a vida.
A fanfarra do rei Belsazar continua ecoando na história humana. De que maneira? Quando a sociedade celebra o pecado e despreza o sagrado. Quando o poder se embriaga de si mesmo.
Quando as pessoas tentam abafar a voz de Deus com o barulho das festas e das aparências.
Mas Deus ainda escreve nas paredes da história: “Contado, pesado e dividido.”
A fanfarra do orgulho sempre termina com o silêncio do juízo.
Só quem se humilha diante de Deus permanece em pé quando as trombetas da justiça soam.
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
O SACERDOTE X-9 - QUE DECEPÇÃO!
O SACERDOTE X-9 - QUE DECEPÇÃO!
Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha
O termo X-9 refere-se a uma pessoa considerada dedo-duro, fofoqueira ou delator. A origem do termo remonta a uma história em quadrinhos americana, onde o personagem X-9 era um agente secreto que se infiltrava entre criminosos para obter informações. No Brasil, o termo se popularizou em contextos de delação e traição, sendo usado para descrever alguém que colabora com as autoridades ou informa sobre atividades criminosas.
Na Bíblia, no Antigo Testamento, em uma passagem do Livro do Profeta Amós 7:10 consta uma ação de um sacerdote tendo por nome Amazias. Assim está escrito: “Então Amazias, o sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: Amós tem conspirado contra ti no meio da casa de Israel; a terra não pode suportar todas as suas palavras.”
Ainda no mesmo capítulo, há o registro das palavras de Amós a Amazia: "Respondeu Amós e disse a Amazias: Eu não sou profeta, nem discípulo de profeta, mas boieiro e colhedor de sicômoros. Mas o Senhor me tirou de após o gado e o Senhor me disse: Vai e profetiza ao meu povo de Israel." (Amós 7.14-15)
Amazias era o sacerdote de Betel, o centro do culto oficial em Israel do Norte — um culto que misturava religião com política, fé com conveniência, e adoração com idolatria. Quando o profeta Amós começou a denunciar o pecado do povo e da liderança, Amazias se sentiu ameaçado. Em vez de defender a verdade, ele preferiu defender o sistema. Assim, ele se torna o “sacerdote X-9” — aquele que delata o profeta, que trai a palavra de Deus em nome da estabilidade e do poder humano.
Alguns pontos para reflexão devem ser considerados, nestes tempos tão conturbados, onde a religião se mistura com a política de interesses pessoais, de troca de favores, ou mesmo de realizações insignificantes.
1. UM SACERDOTE COMPROMETIDO COM O GOVERNANTE, NÃO COM DEUS
Amazias deveria ser o intermediário entre Deus e o povo, mas se tornou o porta-voz do palácio. Ele fala a Jeroboão, não a Deus. Ele denuncia Amós, não o pecado. Ele protege o sistema, não a santidade.
Quando a religião se curva diante da política, nasce o sacerdote X-9: aquele que entrega os profetas e silencia as vozes da verdade.
2. UM SACERDOTE INCOMODADO COM A VERDADE
Amazias disse: “A terra não pode suportar as palavras de Amós.” O problema não era o profeta, mas a verdade que ele carregava. A voz profética incomoda porque revela o que muitos querem esconder.
O sacerdote X-9 não suporta o confronto espiritual. Prefere uma fé domesticada, que não exija arrependimento, nem mudança.
3. UM SACERDOTE QUE PERDEU O TEMOR
Em vez de discernir que Amós era mensageiro de Deus, Amazias age como informante do rei. Quem perde o temor de Deus passa a temer apenas perder o cargo, o status ou o prestígio.
Amazias não entendeu que o profeta é servo do Altíssimo, não inimigo do Estado. Isto significa que o temor do homem é a sepultura da vocação sacerdotal.
4. O CONTRASTE ENTRE AMÓS E AMAZIAS
Amós vem do campo, mas fala com autoridade celestial. Amazias está no templo, mas fala com a voz da conveniência. O profeta fala em nome de Deus; o sacerdote X-9 fala em nome do rei. Um tem unção; o outro tem posição. Um tem mensagem; o outro tem medo.
Para finalizar esta reflexão. O Espírito de Deus ainda procura profetas que não se calem diante dos Amazias do nosso tempo — líderes que se tornaram informantes do poder, delatores da verdade, sacerdotes da conveniência.
Amazias foi lembrado como o sacerdote que traiu o profeta, mas Amós permanece como o profeta que permaneceu fiel. Que a igreja de hoje escolha o caminho de Amós — o caminho da fidelidade, da coragem e da verdade. Mas, principalmente, que a Igreja siga os passos de Jesus, que foi fiel até à morte (Filipenes 2:8).
UM CÂNTICO DE VITÓRIA QUE ECOA NA HISTÓRIA
UM CÂNTICO DE VITÓRIA QUE ECOA NA HISTÓRIA Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha No Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1:46–56, consta o ...
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A CRENÇA DA IGREJA NO ESPÍRITO SANTO É certo que a piedade real não precisa de justificativa teológica, mas neste mundo tão plural...