segunda-feira, 31 de agosto de 2026

ELOGIO À SABEDORIA EM TEMPOS BESTIAIS

ELOGIO À SABEDORIA EM TEMPOS BESTIAIS


Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha

Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 16.1-13

É preciso saber atuar de modo decisivo na jornada da vida, a fim de ser garantida a própria vida. Há algumas pessoas que, diante de uma situação difícil, não param para pensar e decidem mais pela emoção do que pela razão.

É preciso transformar o que é ruim em bom, e isso envolve sabedoria. Envolve a libertação das armas da idolatria aos sistemas que não condizem com a Boa Nova do Evangelho. Porque ficar agarrado àquilo que só causa opressão, torna a própria existência em inferno, e isso não faz parte do plano de Deus para a humanidade.

O texto bíblico é uma parábola contada por Jesus que, parece justificar os atos de desonestidade de um administrador. Mas, tem um sentido interessante.

O Administrador foi acusado de ter dissipado os bens de seu senhor (patrão). Aquele emprego era tudo para ele: era de onde tirava todo o seu sustento. De repente, ficou desempregado. O seu modo de agir foi interessante. Ele pensou: “não tenho forças para trabalhar na terra; mendigar? Tenho vergonha! Continuou: Já sei o que vou fazer...”

É preciso entender as práticas comerciais do contexto do tempo de Jesus e bem antes dele. Os judeus eram proibidos de cobrar juros de seus patrícios, quando lhe emprestavam dinheiro, segundo a Lei (Êx 22.25; Lv 25.36; Dt 23.19).

Mas, havia pessoas que burlavam a Lei e cobravam juros altos de seus compatriotas. Muitos tinham altos lucros às pensas de outrem. Eram assinadas notas promissórias com valores que passavam da conta.

Aquele homem que havia perdido o seu emprego fez o seguinte, para garantir o seu futuro: resolveu cobrar menos, tirando os juros, claro, recebendo ainda alguma coisa e ganhando a amizade dos comerciantes-devedores. Essas transações eram feitas entre os administradores e os comerciantes, sem o conhecimento de seus donos.

O administrador agindo assim esperava a gratidão dos devedores, pois ele estava do lado deles. Eles podiam, depois, abrigá-lo em suas casas comerciais. Dar-lhe um emprego, quem sabe!

O senhor daquele homem o elogiou pela sua inteligência. Era uma situação interessante. Aquele senhor ficou numa situação incômoda: repudiá-lo seria uma declaração de que era ímpio e opressor. Ele teria de tirar proveito da situação: endossar a suas ações. Ele seria visto como um homem sensato. Daí o louvor.

Aplicação da Parábola – o ensino de Jesus:

É PRECISO AGIR COM SABEDORIA DIANTE DAS SITUAÇÕES QUE INTENTAM DESTUIR A VIDA

Em todo momento crítico é preciso agir com extrema decisão e prudência, pois o desespero não é a melhor saída, saber tirar bom proveito de certas situações assegura um mundo melhor e refaz a própria vida.
Alguns anos passados em uma certa Empresa de Produções de Programas Infantis, uma funcionária encarregada da Produção, combinava um preço com os contratantes, diferente do estipulado pela Empresa. O patrão ao descobrir aquela ação, não fez alarde, simplesmente, demitiu a funcionária, pagando-lhe todos os seus direitos, para não prejudicar a sua empresa, embora tivesse ficado muito raivoso. Esse foi um modo de agir diferente do conteúdo da parábola de análise. O pior é que esse modo de agir tem se multiplicado, tornando a sociedade mais pobre de bons valores.

É FUNDAMENTAL SABER TRANSFORMAR AS SITUAÇÕES ADVERSAS NAQUILO QUE PROPORCIONA EDIFICAÇÃO

Jesus, na Parábola, faz uma referência à categoria usada pelo administrador, de construir uma nova situação. Ele afirma que os “Filhos da Luz” são os servos de Deus. Por melhores que sejam as suas intenções, às vezes lhes faltam a sabedoria para usar o que têm tão sabiamente como usam as outras pessoas, ainda que sejam com finalidades diferentes.

Um bom exemplo é o do falecido empresário Silvio Santos, ao invés de ficar reclamando da dificuldade por que passou, continuou trabalhando, como se nada tivesse acontecido, deixando um legado para a família e para a sociedade.

É NECESSÁRIO LIBERTAR-SE DO PODER QUE CORROMPE A VIDA, TORNANDO-A DISTANTE DE DEUS

O que às vezes se constitui objeto de idolatria, como por exemplo, o poder econômico, se não for usado para o bem das pessoas, não garante vida para ninguém.

Alguns anos passados, um homem público, conhecido por P. Farias, o qual era o tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor de Melo, foi um grande mestre em usar técnicas de má aplicação do dinheiro público, mas para garantir apenas o que ele pensava que iria ter por toda a vida para si mesmo. Mas, quando morreu de modo drástico, nada levou no caixão.

É preciso usar o que se tem para valorizar a vida e levar as pessoas a um encontro com os ensinos de Deus em sua Palavra. Tal modo de ser e agir é muito mais importante para garantir uma plena humanidade, levando a uma boa estrutura da família e da sociedade.

SINAL DE ALERTA DE DEUS PARA A HUMANIDADE

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