domingo, 16 de dezembro de 2007

O CÂNTICO ALEGRE DOS LIBERTOS

Texto Bíblico: Isaias 12.1-6 [1]

INTRODUÇÃO
Ø Natal é tempo de alegria apesar de tudo. É tempo de expressar o que de mais importante existe: A verdadeira vida que se manifestou para que todos possam viver, sem impedimentos.
Ø Natal é tempo de júbilo, de cânticos e de intenso sorriso: Porque chegou o tempo da libertação de todas as amarras.
Ø É no Advento que o preparo para a festa da revelação libertadora, não somente um dia do ano, mas em toda a existência, acontece.

EXPLICAÇÃO DO TEXTO
Ø O texto bíblico que acabamos de ler é um hino que se acha dividido em duas estrofes:
o Um solista entoa a primeira parte, repetindo três vezes “SALVAÇÃO”;
o Convida-se o coro a honrar o Santo de Israel.
Ø O hino começa com ação de graças, não por causa da ira, mas porque a ira justa e merecida foi retirada, e o consolo do Senhor deu vida ao povo (v. 1).
Ø No v. 2 há a recordação do Êxodo do povo de Israel (15.2). É uma citação tirada do refrão do cântico de Moisés, lembrando a grande libertação do cativeiro egípcio. Com a experiência do consolo interior e da salvação objetiva, o temor cede lugar à confiança.
Ø A salvação é descrita como fonte inesgotável. Pode evocar as fontes miraculosas do deserto (Ex 17.6), tendo Deus como a fonte sempre perene.
Ø Assim, não é mais trabalho penoso ir tirar água da fonte, como nos tempos de cativeiro, por exemplo.
Ø Quanto a nome do Eterno, este nome revelado de maneira profundamente libertadora, é revelado para invocação, adquirido por suas proezas e que o povo da Aliança deve propagar pelo mundo inteiro.
Ø A presença do Santo de Israel no meio do povo é o fundamento da vida salva, e por isso, o cântico alegre dos libertos।

1 – TEM COMO BASE A SALVAÇÃO DO DEUS LIBERTADOR
A) Somente no Senhor Israel encontrou a salvação; a libertação das prisões que faziam o povo gemer de dor e chorar profundamente.
B) A salvação não pode ser conquistada pelo homem, pois ela é somente de Deus.
C) Ninguém, por suas próprias forças, pode adquirir a libertação, redimensionando a sua vida para Deus se não for pela ação do próprio Deus.

2 – RESULTA EM CONTÍNUO TESTEMUNHO DE VIDA
A) Testemunho de vida é entrega a Deus e ao seu serviço. É proclamar por toda parte o que ele realizou e realiza.
B) É tornar manifesto por toda a terra os feitos do Senhor, fazendo a recordação do seu nome que é excelso.
C) Ninguém deve fazer a obra de Deus com tristeza, mas com alegria, pois ele é quem dá a vida e tudo o ela precisa.
D) Felizes são os que anunciam a Boa Nova de grande alegria.

3 – RECONHECE QUE O DEUS LIBERTADOR É PRESENTE
A) O Santo de Israel não é somente do passado, mas também do presente; e quanto ao futuro a vida está nas suas mãos.
B) Deus não está preso ao tempo. Ele é eterno. Ele é onisciente, onipresente e onipotente.
C) Todas as pessoas são convidadas para o reconhecimento de que Deus é presente. Exultar de forma jubilosa, porque o Eterno é Criador e Libertador.

CONCLUSÃO
Ø A Salvação que foi revelada em Jesus Cristo o Senhor do Natal é o ato do próprio Deus que se revelou para devolver a alegria da vida.
Ø A pessoa liberta, propaga os feitos do Senhor com júbilo, pois é a forma de serviço ao Reino de Deus.
Ø O cântico alegre do liberto revela que Deus é presente para salvar e confortar.
Ø E assim se manifestou a graça salvadora a todas as pessoas, para que no tempo oportuno que é hoje, há grande libertação।

[1] ROCHA, Nelson Célio de M. (Rev.). Rio de Janeiro, dezembro de 2007.
Texto Bíblico: Isaias 12.1-6 [1]

O CÂNTICO ALEGRE DOS LIBERTOS

INTRODUÇÃO
Ø Natal é tempo de alegria apesar de tudo. É tempo de expressar o que de mais importante existe: A verdadeira vida que se manifestou para que todos possam viver, sem impedimentos.
Ø Natal é tempo de júbilo, de cânticos e de intenso sorriso: Porque chegou o tempo da libertação de todas as amarras.
Ø É no Advento que o preparo para a festa da revelação libertadora, não somente um dia do ano, mas em toda a existência, acontece.

EXPLICAÇÃO DO TEXTO
Ø O texto bíblico que acabamos de ler é um hino que se acha dividido em duas estrofes:
o Um solista entoa a primeira parte, repetindo três vezes “SALVAÇÃO”;
o Convida-se o coro a honrar o Santo de Israel.
Ø O hino começa com ação de graças, não por causa da ira, mas porque a ira justa e merecida foi retirada, e o consolo do Senhor deu vida ao povo (v. 1).
Ø No v. 2 há a recordação do Êxodo do povo de Israel (15.2). É uma citação tirada do refrão do cântico de Moisés, lembrando a grande libertação do cativeiro egípcio. Com a experiência do consolo interior e da salvação objetiva, o temor cede lugar à confiança.
Ø A salvação é descrita como fonte inesgotável. Pode evocar as fontes miraculosas do deserto (Ex 17.6), tendo Deus como a fonte sempre perene.
Ø Assim, não é mais trabalho penoso ir tirar água da fonte, como nos tempos de cativeiro, por exemplo.
Ø Quanto a nome do Eterno, este nome revelado de maneira profundamente libertadora, é revelado para invocação, adquirido por suas proezas e que o povo da Aliança deve propagar pelo mundo inteiro.
Ø A presença do Santo de Israel no meio do povo é o fundamento da vida salva, e por isso, o cântico alegre dos libertos.
1 – TEM COMO BASE A SALVAÇÃO DO DEUS LIBERTADOR
A) Somente no Senhor Israel encontrou a salvação; a libertação das prisões que faziam o povo gemer de dor e chorar profundamente.
B) A salvação não pode ser conquistada pelo homem, pois ela é somente de Deus.
C) Ninguém, por suas próprias forças, pode adquirir a libertação, redimensionando a sua vida para Deus se não for pela ação do próprio Deus.

2 – RESULTA EM CONTÍNUO TESTEMUNHO DE VIDA
A) Testemunho de vida é entrega a Deus e ao seu serviço. É proclamar por toda parte o que ele realizou e realiza.
B) É tornar manifesto por toda a terra os feitos do Senhor, fazendo a recordação do seu nome que é excelso.
C) Ninguém deve fazer a obra de Deus com tristeza, mas com alegria, pois ele é quem dá a vida e tudo o ela precisa.
D) Felizes são os que anunciam a Boa Nova de grande alegria.

3 – RECONHECE QUE O DEUS LIBERTADOR É PRESENTE
A) O Santo de Israel não é somente do passado, mas também do presente; e quanto ao futuro a vida está nas suas mãos.
B) Deus não está preso ao tempo. Ele é eterno. Ele é onisciente, onipresente e onipotente.
C) Todas as pessoas são convidadas para o reconhecimento de que Deus é presente. Exultar de forma jubilosa, porque o Eterno é Criador e Libertador.

CONCLUSÃO
Ø A Salvação que foi revelada em Jesus Cristo o Senhor do Natal é o ato do próprio Deus que se revelou para devolver a alegria da vida.
Ø A pessoa liberta, propaga os feitos do Senhor com júbilo, pois é a forma de serviço ao Reino de Deus.
Ø O cântico alegre do liberto revela que Deus é presente para salvar e confortar.
Ø E assim se manifestou a graça salvadora a todas as pessoas, para que no tempo oportuno que é hoje, há grande libertação.
[1] ROCHA, Nelson Célio de M. (Rev.). Rio de Janeiro, dezembro de 2007.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

O GRANDE JULGAMENTO [1]
Texto Bíblico: Mateus 25।31-46
INTRODUÇÃO
· Neste último domingo do Tempo Comum a leitura do Evangelho de Mateus nos possibilita refletir num dos pontos mais distintos da Teologia, mais precisamente da Escatologia. Assim, se pode afirmar que o Senhor Jesus voltará a este mundo.
· Não podemos deixar de pensar que as coisas não permanecerão como estão: injustiça, violência, discriminação, desigualdade, desamor... De todas as nossas obras Deus pedirá contas. O seu juízo será inevitável.

EXPLICAÇÃO
· O tempo em que agora estamos vivendo é um tempo de espera, de vigilância. Mas haverá o tempo em que o Senhor Jesus voltará. “Quando vier o Filho do homem na sua majestade...” (Mt 25.31). Aquele que viveu entre nós, sofreu, morreu, ressuscitou e foi assunto aos céus, voltará em majestade.
· A Igreja é exortada, enquanto Jesus não volta, a estar atuando no mundo, fazendo a vontade do Senhor com obras visíveis. A mera teoria não se refere tão somente ao que a Igreja tem de realizar, mas implica em que tem de haver uma prática que envolva a vida cristã, no seu aspecto mais singular.
· O texto se abre com a solene apresentação do Juiz de toda a terra. Ele virá como o Filho do Homem real do livro profético de Daniel (7.13-14). Virá com seus anjos e se assentará no seu trono para julgar todas as pessoas, individualmente.
· Haverá uma grande separação: “...e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à sua esquerda” (Mt 25.33). Ninguém escapará ao seu julgamento. Todos serão julgados. Por isso será “O grande julgamento”.
· O Evangelho também indica qual será o critério desse julgamento: o que as pessoas tiverem feito ou não. Daí, cai por terra o que alguns pensam sobre o estar salvo, bastando apenas crer em alguns dogmas eclesiásticos. O crer implica em prática de boas obras, que são potencialmente o resultado da salvação.
· As boas obras são, de fato, ação dos que foram eleitos por Deus. A salvação tem a ver com boas obras. Todo salvo tem a salvação, que é a obra de Cristo pelas pessoas e pela criação toda; se alguém foi alvo da salvação, logo tem por finalidade praticar boas obras; exercitar a caridade.
· As perguntas são de caráter didático: “Senhor, quando foi que te vimos...?” (Mt 25.37; 44). Fazem um coro reflexivo para hoje. Para pensarmos.
Os aspectos e critérios básicos desse “Grande Julgamento”:

1. O CRITÉRIO DE JUSTIÇA É EXIGIDO DE FORMA PLENA PELA PALAVRA DE DEUS
A) Deus é justo e exige que seus filhos e filhas pratiquem a justiça, como antecipação do Reino de Deus que será instaurado.
B) No Antigo Testamento, a justiça de Deus não deixa escapar os pontos referentes à vida comprometida com Deus e com o próximo.
C) Jesus Cristo, ao julgar o mundo por ocasião de sua volta, faz vir a lume o que é exigido plenamente na Palavra de Deus. Essa justiça é plenificada em Cristo Jesus.

2. O ASSENTO DIFERENCIAL SERÁ ENTRE OS QUE REALIZAM O BEM E OS QUE EXERCEM A NEGLIGÊNCIA À PALAVRA DE DEUS
A) Parece que hoje não há uma diferença. Entre as pessoas existe algo que tem uma predominância de desigualdade nos planos ético e moral, quando se pratica o pecado.
B) Mas, é preciso observar que o Evangelho de Mateus mostra que haverá uma separação. Será perceptível no “Grande julgamento”.
C) A norma que serve de base para o juízo é, concretamente, de caráter humanitário, mas junto existe um decisivo alcance cristológico. Ser negligente em realizar o bem em favor do mundo é não atender aos anseios da Salvação que o Senhor nos outorgou.

3. A DESTINAÇÃO ESCATOLÓGICA DAS PESSOAS TERÁ DOIS PÓLOS QUE INDICARÃO O INÍCIO DE UMA NOVA ETAPA
A) Todos terão uma destinação escatológica: daí a concretização do Julgamento de Jesus, o Filho do Homem. Os justos ouvirão a palavra do Senhor: “Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do Reino que vos está preparado...” (Mt 25.34).
B) Os outros, os que estiverem à sua esquerda ouvirão também a voz do Senhor, dizendo: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25.41).
C) O qualificativo de “justos” é aplicado aos salvos que fazem a vontade de Deus, servindo às pessoas mais desprezadas pela sociedade. Àqueles que sofrem.
D) O amor ao próximo é fundamental para que haja o desenvolvimento da nossa salvação। Jesus voltará. Amemos. Sirvamos de coração!
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[1] ROCHA, Nelson Celio de Mesquita. O grande julgamento. Rio de Janeiro: novembro de 2002/2007. Sermão do 34o Domingo do Tempo Comum.

MODOS DE EXISTÊNCIAS CONTRASTANTES

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