TEOLOGIA E ALTERIDADE - Teologia a serviço da Comunidade de Fé que é a Igreja. Tem por finalidade exclusiva de facilitar o povo de Deus no caminho da reflexão Bíblico-Teológico-Sistemática. Fazer que a Teologia dialogue com as Ciências, uma vez que ela não é a única em termos de tratar do homem e do seu habitat. A Teologia ao tratar de Deus, insere também em sua reflexão as obras da Criação. Dr. Nelson Celio de Mesquita Rocha
segunda-feira, 11 de julho de 2022
ORDEM POLÍTICA E ORDEM MORAL - PARTE 1
1. Problemática ético-política fundamental
Existe um nexo entre religião e moral e simultaneamente entre ética e política. Assim, não se pode abstrair dos problemas da justiça social, quando se proclama a mensagem religiosa. Todos os problemas morais têm um fundamento religioso. E o papel da Igreja é enfrentar questões de justiça e de direito, quando quer propor a sua mensagem religiosa, que recolhe as instâncias proféticas de tradição bíblica e da moral evangélica.
Existe um vínculo profundo entre a mensagem evangélica e a justiça humana. A Igreja deve se manifestar diante de todos os regimes totalitaristas que se levantam; deve agir em favor dos injustiçados, dos pobres que são esmagados. A proposta cristã, tem como natureza e destino um conceito diverso do Estado, finalizado ao bem comum, guarda dos direitos fundamentais dos cidadãos e de todas as exigências sociais. Assim, haverá sempre uma tensão entre Igreja e Estado.
2. A missão profética da Igreja
2.1. O momento crítico da missão profética
A Igreja quer oferecer ao povo de Deus uma mensagem de esperança, e exercendo sua ação profética, denuncia todo o tipo de agressão à vida humana, em um contexto onde ricos e se tornam mais ricos, e pobres mais pobres.
A Igreja proclama uma mensagem de libertação integral, como fruto da humanidade remida, em ordem a um crescimento da justiça e fraternidade entre homens e mulheres, alcançando até mesmo a biodiversidade.
Ainda que o Reino de Deus não coincida necessariamente com o progresso humano, existe uma relação íntima entre escatologia e história, dado que o plano divino deve incidir na história humana e a prática da caridade implica múltiplas exigências de justiça.
A mensagem evangélica procura a conversão individual e comunitária. A mudança de cada um e a transformação da sociedade, no espírito do Evangelho. O Evangelho modifica a história, porque implica a libertação do pecado e a criação do homem novo. Assim, os imperativos religiosos e éticos se apresentam como fundamentais: justiça, liberdade, paz e caridade.
Não é somente uma tomada de consciência por uma teoria social apenas, mas se exige também a prática libertadora. Isso porque a Igreja não pode esquecer o juízo crítico da tradição profética sobre as injustiças na sociedade, nem sequer pode esquecer-se do imperativo evangélico da caridade fraterna.
2.2. A Igreja e a promoção da justiça
A salvação evangélica não pode prescindir dos problemas conexos com a libertação humana de cada um e da sociedade em conjunto, para fazer com que o pecado e as suas consequências sejam eliminados individual e coletivamente.
Libertação do pecado significa também libertação da fome e da opressão, da violência e do erro. No contexto de opressão social, é necessário anunciar a salvação cristã sob o sinal da cruz, encorajando os encarcerados e oprimidos, criticando evangelicamente os opressores e injustos.
O dever da comunidade eclesial é de educar os povos, para que seja superada toda forma de egoísmo e injustiça, para que sejam mudadas as estruturas sociais injustas e para que se desenvolva o justo progresso humano. Também, promover a libertação integral dos marginalizados e oprimidos, no espírito das bem-aventuranças, pois, a salvação cristã deve redimir a história. Assim, a Igreja convida as pessoas a instaurar uma nova ordem de justiça e de paz.
Rev. Nelson Celio de Mesquita Rocha
sábado, 9 de julho de 2022
A IGREJA DE CRISTO E O EXERCÍCIO DA PLENA CIDADANIA
“Não peço que os tire do mundo, e sim que os guardes do mal” (João 17.15).
Sobre a relevância do assunto da Igreja e o exercício da plena cidadania, no momento que se chama hoje, as igrejas locais e os concílios, quer no âmbito local e em níveis regional e nacional, não levando em conta a posição denominacional, devem marcar a história da Igreja com o empenho dinâmico de construir uma nova sociedade, que tenha as bases concretas do Reino de Deus: justiça, paz e amor.
A “cidadania” é o conjunto de direitos e deveres exercidos por um indivíduo que vive em sociedade, no que se refere ao seu poder e grau de intervenção no usufruto de seus espaços e na sua posição em poder nele intervir e transformá-lo. Essa expressão vem do latim civitas, que quer dizer cidade. Antigamente, cidadão era aquele que fazia parte da cidade, tendo direitos e deveres por nela habitar. Atualmente, esse conceito extrapola os limites urbanos, podendo ser compreendido no espaço rural.
Na oração sacerdotal de Jesus consta a sua intercessão junto ao Pai, pelos seus discípulos, no sentido de que eles não se dissociassem do mundo, pois este é o campo de atuação, da missão que é a própria Igreja. Deus tem o seu propósito de redimir o homem e o cosmo, a partir da ação proclamadora da Igreja que, não prega a si mesma como instituição plena e única, mas a mensagem de uma nova ordem para este mundo. Assim, a Igreja de Cristo não deve se constituir uma comunidade hermética, mas abrir-se para exercitar a sua missão, cuja natureza é percebida no Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.
ORIENTAÇÃO PASTORAL
Quando se trata de orientação pastoral, significa aquilo que a Palavra de Deus ensina para haver plena conscientização. O enfoque bíblico se faz necessário, sob uma perspectiva hermenêutica contextualizada, fugindo-se do fundamentalismo e liberalismo teológicos, permitindo-se pensar de forma equilibrada, a fim de que todos possam participar na construção de um mundo melhor, pois como seres humanos, e muito mais, como seres transformados por Cristo Jesus, considerando que a salvação cristã está inscrita na própria criação de Deus.
Tanto o púlpito da Igreja como o ensino da Escola Dominical, devem estar em harmonia nesse sentido, para haver a plena conscientização do exercício da PLENA CIDADANIA. A Bíblia nos ensina que somos cidadãos do Céu, mas também comprometidos com as coisas da terra.
DENÚNCIA DAS CAUSAS DA EXPLORAÇÃO INESCRUPULOSA ENTRE OS SERES HUMANOS, SOB QUAISQUER ÂNGULOS
A Igreja é a consciência crítica do Estado, por isso ela caminha em paralelo. Ela é comunidade profética, sendo assim, tem a missão de denunciar as injustiças e todas as causas que fazem execrar a própria vida que é dom de divino.
As tentações que sobrevêm à Igreja para que esta desista de sua missão são as mesmas pelas quais Cristo passou, por exemplo:
1. O materialismo desenfreado. O consumismo e a febre do capitalismo selvagem, fazendo surgir a descrença e como resultado, o afastamento do homem de Deus, de si mesmo e do semelhante;
2. O fanatismo que afirma o que Deus não ordena. O mágico e o imediato, como fruto de uma visão maniqueísta, que exclui uns e outros não. O toque de mágica de um mundo de fantasia, fazendo surgir neuróticos espirituais;
3. O poder desestrurador do humano. Quem tem mais é poderoso. Quem não tem algo, torna-se vulnerável em sua ação humana. Percebe-se que, sobre o ser não se tem interesse, por parte de quem detém o poder, seja econômico ou político. A valorização do ter em detrimento do ser é quase que um absoluto que circunda as dimensões sociais, envolvendo até o aspecto religioso.
A tradição bíblico-cristã bem entendida, vale muito para se reconhecer a forte realidade da criação, e de acordo com a sua disposição estabelecida por Deus em Gênesis 1 e 2. Tudo foi criado por Deus e o homem deve olhar por esse prisma. A sua missão deve ser resgatada: de cuidar da natureza e do seu semelhante.
É fundamental que a Igreja tenha uma linha cristológica de acordo com a salvação que está inscrita na Criação. Assim, se poderá resgatar o valor do humano, a partir da vida e da obra de Jesus Cristo, que se tornou plenamente humano. Sendo humano, Jesus nos ensinou a valorizar o outro, sem as tentativas de exploração.
Duas janelas devem estar abertas: uma vida no Espírito Santo (Pneumatologia) e uma vida voltada para a realidade. Fundamentado nesse princípio, toma-se como exemplo, a cosmovisão calvinista que tem a seguinte dimensão:
1. Uma Relação Peculiar com Deus;
2. Uma Relação Peculiar com o Próximo;
3. Uma Relação Peculiar com o Mundo (Cosmo).
Trabalhando-se o aspecto humano pela via da Palavra de Deus, e principalmente, pela vida e obra de Jesus de Nazaré, olhando para o que está ao redor, quer em níveis individual e coletivo, pode-se chegar a ter não só um prelúdio de um mundo melhor, mas a encarnação daquilo que Deus planejou e estabeleceu em sua Palavra para ser cumprida na sua Igreja.
Agindo-se isoladamente, haverá o descumprimento e desobediência à Palavra de Deus. Juntos, podemos construir um mundo melhor.
Rev. Nelson Celio de Mesquita Rocha
sexta-feira, 8 de julho de 2022
LIBERDADE CORROMPIDA SEMPRE EM TENSÃO
“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo” (Romanos 7:18).
“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne...” Estas palavras do apóstolo Paulo mostram que no interior do homem há uma luta muito grande. Há uma forte tensão, pois é uma força que coloca o homem em uma situação de impotência diante da realidade que o cerca. Há toda uma situação de pecado gerador de miséria. É a concupiscência que impede o ser humano a sua realização neste mundo como pessoa, como ser humano. Concupiscência significa o desejo incontrolado, anelo de prazeres sensuais que faz confundir o amor com esse próprio desejo. É também a cobiça de bens materiais. Através das palavras do apóstolo Paulo há essa identificação de que, o ser humano tem a consciência dessa realidade miserável.
“Não habita bem nenhum...” – “Na minha carne”. A Concupiscência atingiu o homem todo por causa da situação de pecado. Estas palavras não constituem uma mera escritura, mas transmitem profundamente a podre realidade, na qual se encontra o ser humano. O pecado é algo que estragou a vida humana, logo, não tem o homem a possibilidade de se salvar por si mesmo. Essas palavras polarizam a natureza humana voltada para o mal. Ele é incapaz de realizar o bem; incapaz de exercer a fraternidade, as boas obras em favor do próximo, pois nessa situação a qual está inserido, todas as suas ações são executadas para si mesmo.
“Pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo.” Aí está tensão: o bem que tem de ser realizado esse não é executado, mesmo que o homem até tente ou faça alguma coisa, todavia, o executá-lo é quase impossível, ou melhor, é impossível, porque sem a graça de Deus esse homem não é nada.
A graça de Deus é fundamental para orientar o homem que está nesse estado de miséria. A graça de Deus é Deus em ação, produzindo no ser humano a capacidade para executar o bem. A graça de Deus liberta o homem para que este possa viver não para si mesmo, mas para Deus e para o seu semelhante.
Sem o amor o homem não pode viver. Por que? O apóstolo Paulo diz em 1 Coríntios 13, o seguinte: “E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará” (1 Coríntios 13:3). O amor não é um sentimento, nem um marcapasso, porém a maior das virtudes. O amor se dá na experiência. É a capacidade de alguém se doar em favor do outro sem pedir nada em troca, assim como Deus, que enviou seu Filho Amado para nos salvar (por amor). O amor implica em exercermos a justiça e o respeito em favor dos pobres e oprimidos. É por isso que o amor é o núcleo da vida cristã. Dizer apenas que alguém ama a outro não é o suficiente, pois, é muito mais do que palavras: é ação. O amor é ação.
Rev. Nelson Celio de Mesquita Rocha
quinta-feira, 7 de julho de 2022
A ESTRANHA JUSTIÇA DE DEUS
Mateus 20.1-16
Joachim Jeremias, conhecido e respeitado biblista evangélico alemão, é de opinião que esta parábola, comumente chamada de “parábola dos trabalhadores na vinha”, seria melhor indicada com o título: “parábola do bom patrão”. Para Jeremias, a parábola tem dois pontos altos: o primeiro é que o dono da casa emprega todos os desempregados, até a última hora, e manda pagar a todos o salário (vv.1-8); o segundo consiste na reclamação dos operários que trabalharam mais e na resposta que o dono da casa lhes dá.
Se medirmos o comportamento do senhor da vinha pelos nossos parâmetros, o Evangelho deste domingo nos põe diante de uma história no mínimo estranha. Não teria sido justo pagar menos a quem trabalhou menos tempo? Ou, então, já que o dono da vinha pagou também a estes o salário de um dia, não deveria ter pago mais que o combinado aos que trabalharam o dia inteiro, suportando o calor e o peso do dia? Essa estranheza é justamente o que a parábola quer causar em nós. E, através disso, Jesus Cristo nos transmite o “Evangelho”, a boa notícia da justiça de Deus, diferente da nossa.
A parábola tem dois finais: v. 15 e v. 16 que nos introduzem em dois aspectos da estranha justiça de Deus. Estranha justiça, porque bondade. O dono da vinha não considerou o resultado do trabalho, mas sim a pessoa que o executou. O que trabalhou todo o dia ganhou o que havia sido estipulado. Mas também o trabalhador da undécima hora tem uma família a sustentar e por isso “merece” o salário mínimo que mal lhe garante a subsistência de um dia. Aqui a pessoa está acima do produto. No sistema capitalista em que vivemos ocorre o contrário, onde o resultado do trabalho vale mais que o trabalhador.
Na perspectiva da justiça de Deus, a parábola estabelece uma inversão na nossa ordem das coisas. Essa parábola foi assim vivida por Jesus em seu ministério, ao acolher publicanos e pecadores e preferi-los aos justos, ao proclamar que os pobres eram os primeiros destinatários da “boa nova”, ao confiar que as prostitutas precederiam os “justos” fariseus no Reino de Deus. Essa parábola foi vivida pela Igreja primitiva ao aceitar os desprezados pagãos em seu seio e garantir-lhes assim a mesma participação nas promessas de Deus que aos judeus convertidos.
Caso a Igreja de Cristo toda não venha a fazer dos últimos na sociedade os primeiros em sua missão e em seu amor, há de acontecer-lhe o que foi dito no final da parábola: “os primeiros serão os últimos”. É que esquecemos que ser Igreja não é privilégio, é serviço. Quem serve sempre é o último, porque, para ser realmente “servo de todos” (Marcos 10.44), há de começar a servir o que está mais embaixo.
Na medida em que esta for nossa opção real, a justiça de Deus se realizará por nós e em nós. A justiça de Deus é bondade, que considera primeiro o último.
A decisão do senhor da vinha é o coração da parábola e traça nítida distinção entre a justiça da nossa sociedade e a justiça do Reino. A justiça das pessoas diz: cada qual recebe pelo que fez, sem levar em conta a necessidade de cada um, nem os motivos pelos quais as pessoas estavam desempregadas após terem perdido o seu pedaço de terra. A justiça do Reino de Deus, por sua vez, tem este princípio: todos têm direito à vida em abundância. Os marginalizados não carecem em primeiro lugar da beneficência, mas da justiça que arrebenta os trilhos estreitos daquilo que normalmente entendemos por justiça. É isso que faz o senhor da vinha: dá a cada um segundo a justiça do Reino.
Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha
Joachim Jeremias, conhecido e respeitado biblista evangélico alemão, é de opinião que esta parábola, comumente chamada de “parábola dos trabalhadores na vinha”, seria melhor indicada com o título: “parábola do bom patrão”. Para Jeremias, a parábola tem dois pontos altos: o primeiro é que o dono da casa emprega todos os desempregados, até a última hora, e manda pagar a todos o salário (vv.1-8); o segundo consiste na reclamação dos operários que trabalharam mais e na resposta que o dono da casa lhes dá.
Se medirmos o comportamento do senhor da vinha pelos nossos parâmetros, o Evangelho deste domingo nos põe diante de uma história no mínimo estranha. Não teria sido justo pagar menos a quem trabalhou menos tempo? Ou, então, já que o dono da vinha pagou também a estes o salário de um dia, não deveria ter pago mais que o combinado aos que trabalharam o dia inteiro, suportando o calor e o peso do dia? Essa estranheza é justamente o que a parábola quer causar em nós. E, através disso, Jesus Cristo nos transmite o “Evangelho”, a boa notícia da justiça de Deus, diferente da nossa.
A parábola tem dois finais: v. 15 e v. 16 que nos introduzem em dois aspectos da estranha justiça de Deus. Estranha justiça, porque bondade. O dono da vinha não considerou o resultado do trabalho, mas sim a pessoa que o executou. O que trabalhou todo o dia ganhou o que havia sido estipulado. Mas também o trabalhador da undécima hora tem uma família a sustentar e por isso “merece” o salário mínimo que mal lhe garante a subsistência de um dia. Aqui a pessoa está acima do produto. No sistema capitalista em que vivemos ocorre o contrário, onde o resultado do trabalho vale mais que o trabalhador.
Na perspectiva da justiça de Deus, a parábola estabelece uma inversão na nossa ordem das coisas. Essa parábola foi assim vivida por Jesus em seu ministério, ao acolher publicanos e pecadores e preferi-los aos justos, ao proclamar que os pobres eram os primeiros destinatários da “boa nova”, ao confiar que as prostitutas precederiam os “justos” fariseus no Reino de Deus. Essa parábola foi vivida pela Igreja primitiva ao aceitar os desprezados pagãos em seu seio e garantir-lhes assim a mesma participação nas promessas de Deus que aos judeus convertidos.
Caso a Igreja de Cristo toda não venha a fazer dos últimos na sociedade os primeiros em sua missão e em seu amor, há de acontecer-lhe o que foi dito no final da parábola: “os primeiros serão os últimos”. É que esquecemos que ser Igreja não é privilégio, é serviço. Quem serve sempre é o último, porque, para ser realmente “servo de todos” (Marcos 10.44), há de começar a servir o que está mais embaixo.
Na medida em que esta for nossa opção real, a justiça de Deus se realizará por nós e em nós. A justiça de Deus é bondade, que considera primeiro o último.
A decisão do senhor da vinha é o coração da parábola e traça nítida distinção entre a justiça da nossa sociedade e a justiça do Reino. A justiça das pessoas diz: cada qual recebe pelo que fez, sem levar em conta a necessidade de cada um, nem os motivos pelos quais as pessoas estavam desempregadas após terem perdido o seu pedaço de terra. A justiça do Reino de Deus, por sua vez, tem este princípio: todos têm direito à vida em abundância. Os marginalizados não carecem em primeiro lugar da beneficência, mas da justiça que arrebenta os trilhos estreitos daquilo que normalmente entendemos por justiça. É isso que faz o senhor da vinha: dá a cada um segundo a justiça do Reino.
Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha
quarta-feira, 6 de julho de 2022
terça-feira, 5 de julho de 2022
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