Livro do Profeta Zacarias 3:4: "Tomou este a palavra e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas. A Josué disse: Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de finos trajes."
TEOLOGIA E ALTERIDADE - Teologia a serviço da Comunidade de Fé que é a Igreja. Tem por finalidade exclusiva de facilitar o povo de Deus no caminho da reflexão Bíblico-Teológico-Sistemática. Fazer que a Teologia dialogue com as Ciências, uma vez que ela não é a única em termos de tratar do homem e do seu habitat. A Teologia ao tratar de Deus, insere também em sua reflexão as obras da Criação. Dr. Nelson Celio de Mesquita Rocha
domingo, 16 de novembro de 2025
VESTIMENTAS SUJAS POR LIMPOS E FINOS TRAJES
Livro do Profeta Zacarias 3:4: "Tomou este a palavra e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas. A Josué disse: Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de finos trajes."
sábado, 15 de novembro de 2025
O MONUMENTO QUE O REI SAUL CONSTRUIU PARA SI MESMO
O MONUMENTO QUE O REI SAUL CONSTRUIU PARA SI MESMO
Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha (Pastor presbiteriano, membro do PNIL - Presbitério de Nilópolis - RJ)
Texto Bíblico: 1 Samuel 15:1-31
A Bíblia está repleta de relatos curiosos sobre a vida de muitas pessoas. São diversos os tipos de personalidades, ricas e pobres. Cada uma com sua história. A Bíblia relata acertos e falhas. Ela não esconde as falhas de ninguém, com a finalidade de se tirar lições para o cotidiano.
A Bíblia contem uma linguagem antrópica, isto é, ela é palavra de Deus em linguagem humana.
Assim, o relato de 1 Samuel 15:1-31 pode parecer estranho para nós hoje, mas tem ensinamentos que valem para todas as pessoas de todos os credos e de todos os tempos.
O rei Saul, o primeiro rei de Israel, levantou para si um monumento. Ele mesmo se preocupou com toda a parte logística para tal ato que tem como símbolo o orgulho e a hipocrisia. Saul era um rei desobediente a Deus. Teve a oportunidade de realizar um bom governo, mas estava mais preocupado em fazer a sua vontade, do que fazer a coisa certa, que era fazer a vontade de Deus, servindo, concomitante ao povo.
O Senhor Deus lhe havia dado uma ordem, e Saul não a cumpriu integralmente (1 Samuel 15:1-3).
Existia um povo, os amalequitas (Amaleque), que era de origem antiga e incerta, provavelmente, descendente de Esaú (Gênesis 36:16). Foi o primeiro povo a atacar Israel no deserto e fê-lo traiçoeiramente, quando este estava desfalecido (Êxodo 17:8-16).
Amaleque era um foco de males, pelo que Deus determinou o seu extermínio. Foi uma espécie de higiene moral e social. Pode-se pensar aqui que Amaleque é um tipo do nosso arqui-inimigo, que é aquele que ataca covardemente; quando as pessoas se encontram desfalecidas.
Saul não executou a ordem de Deus e ainda fez para si um monumento. Saul rejeitou o Senhor. Por isso o Senhor rejeitou o Rei Saul.
O que podemos aprender para hoje e também para toda a nossa existência, sobre esta o relato bíblico:
1. A desobediência em seu grau mais elevado é rebelião (9, 23)
“Obedecer é melhor do que sacrificar” – vv. 22. A desobediência gera a morte. Todo desobediente no Antigo Testamento era condenado – v. 23. Não é o que acontece hoje. Hoje há pessoas que mentem, desobedecem, tiram a vida dos semelhantes, assaltam, discriminam, entre outras atrocidades. E, ainda contratam advogados para se defenderem. Quem tem dinheiro sai ileso.
A pessoa que procura fazer a coisa certa, ainda que qualquer perfeição não faça parte da existência, tem maiores chances de vencer e demonstrar que praticando o que é justo vale à pena. Mas, parece que há um apoio popular pelo que é errado. Muitos lucram com processos errados. Parece que os maus exemplos são melhores do que os bons exemplos. Há uma inversão de valores.
2. A mentira é veneno mortífero que destroi a personalidade (13-18)
Falar a verdade e proclamá-la é o recurso de quem é sábio. No Novo Testamento há o relato de Ananias e Safira que morreram por causa da mentira – Atos 5:1-11. As pessoas que mentem e pensam que se dão bem, um dia a casa desmorona. É triste o fim de quem mente. Mas, as pessoas que promovem a verdade são abençoadas.
3. A Hipocrisia religiosa desmoraliza o caráter (19-21)
Hipocrisia significa fingimento, falsidade – Saul agiu hipocritamente. Esse fato mostra que, quem pratica o fingimento, a falsidade, não pode viver feliz e muito menos existir no reino de Deus. A pessoa que reconhece o seu pecado e se arrepende, é bem-aventurada.
4. A perdição é o estado último do afastamento de Deus (23, 35)
Deus não criou as pessoas para a perdição, mas para a vida eterna. Mas, quem se afasta de Deus perde toda a conexão com a felicidade. A pessoa que se chega mais para Deus cresce em todos os níveis de existência humana. Cresce espiritualmente.
Por fim, a história de pessoas com seus acertos e erros estão nos registros bíblicos. E todos os registros de pessoas quer sejam maus ou bons, a Bíblia não esconde, porque nos servem para percebermos onde estamos e fazer a coisa certa.
A desobediência, a mentira e a hipocrisia teve como resultado a perdição de Saul. São ações que não devem ser imitadas por ninguém. É bom seguir os conselhos da Bíblia, pois, vive-se num tempo em que faz mais sucesso quem tem uma vida errada. Por que não imitar o que é bom?
sexta-feira, 14 de novembro de 2025
PERSEVERANDO DIANTE DOS OBSTÁCULOS
PERSEVERANDO DIANTE DOS OBSTÁCULOS
quinta-feira, 13 de novembro de 2025
O TRISTE FIM DE QUEM AJUNTA BENS MAL ADQUIRIDOS
O TRISTE FIM DE QUEM AJUNTA BENS MAL ADQUIRIDOS
Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha
O atos de pessoas ajuntarem bens mal adquiridos não são ações somente do tempo presente, mas de todos os tempos da história da humanidade. A Bíblia relata que, desde o ato de desobediência contra o Criador, as pessoas passaram a cometer tais ações.
No Livro do Gênesis, da biblioteca inigualável do Planeta Terra, no capítulo 3, têm-se o início de atos que os seres humanos começaram a praticar. Ainda que alguns pratiquem bons atos, sempre têm os que cometem atos abusivos, os quais prejudicam a si mesmos e aos semelhantes, atingindo até o ecossistema. Em Gênesis 3:17 está escrito: "... Maldita é a terra por tua causa...". Sendo assim, não se pode colocar a culpa em um ser metafísico, deixando o ser humano de assumir a sua culpa.
No Livro do profeta Habacuque 2:9 está registrado: “Ai daquele que ajunta em sua casa bens mal adquiridos, para pôr em lugar alto o seu ninho, para escapar do poder do mal.” É uma ilusão da segurança construída sobre o erro do alvo, ou seja, do que a Bíblia denomina de pecado.
O profeta Habacuque viveu em tempos de injustiça e corrupção. Ele viveu, provavelmente, para ver o cumprimento de sua profecia, inicialmente, quando Jerusalém foi atacada pelos babilônios em 597 a.C. Ele via os poderosos enriquecendo às custas do sofrimento dos fracos, e questionava: "Até quando, Senhor?" (Habacuque 1:2).
A citação de Habacuque 2:9 citada acima é uma denúncia divina contra aqueles que constroem sua prosperidade sobre a base da injustiça. É uma palavra dura, mas necessária — especialmente em tempos em que o lucro se tornou mais importante do que a ética.
Os pontos que seguem têm a finalidade ajudar a entender a temática proposta, sobre o triste fim de quem ajunta bens mal adquiridos.
O ENGANOSO CONFORTO DOS BENS MAL ADQUIRIDOS
O verbo “ajuntar” indica acúmulo, mas não fruto do trabalho honesto — e sim da exploração, da corrupção e da fraude. A pessoa acredita que, ao enriquecer por qualquer meio, encontrará estabilidade e segurança. Porém, o pecado jamais serve de alicerce sólido — ele apodrece a estrutura da alma. Toda riqueza suja vem acompanhada de uma dívida moral e espiritual.
A ILUSÃO DA SEGURANÇA É UMA CONDIÇÃO DO CORAÇÃO CORRUPTO
Inserido no mesmo relato consta o que vem depois: “...para pôr em lugar alto o seu ninho, para escapar do poder do mal.” A imagem do “ninho em lugar alto” fala de autossuficiência e soberba — o mesmo sentimento de quem acredita estar fora do alcance da justiça humana e divina.
Assim como o ímpio de Salmo 49 pensa que sua casa durará para sempre, o corrupto acredita que jamais será descoberto. Mas Deus vê o que se faz em oculto. E o ninho construído com pena alheia se desfaz com o vento da verdade.
O JULGAMENTO DIVINO É CERTO E ACONTECE NO TEMPO PRESENTE
Em (Habacuque 2:10) está escrito: “Planejaste o opróbrio para tua casa, destruindo muitos povos, e pecaste contra tua alma.” O pecado que fere o próximo é também uma autodestruição. O julgamento de Deus pode demorar, mas é inevitável. Bens mal adquiridos trazem maldição: para quem os possui, para sua família e para sua descendência.
ONDE ESTÁ A VERDADEIRA RIQUEZA?
A verdadeira prosperidade não está em ter muito, mas em ter com justiça. Em Provérbios 10:22, consta: “A bênção do Senhor é que enriquece, e não acrescenta dores.”. Assim, a integridade é a moeda do Reino de Deus — e o tesouro do justo é eterno.
Habacuque anuncia um “ai” — uma lamentação — sobre quem se corrompe para prosperar.
Essa palavra é também um convite ao arrependimento. Porque o mesmo Deus que denuncia a injustiça, oferece perdão ao que se volta para Ele com sinceridade. “Melhor é o pouco com justiça, do que grandes rendas com injustiça” (Provérbios 16:8).
quarta-feira, 12 de novembro de 2025
ENTROPIA E INFORMAÇÃO
Existem muitas informações na mídia, principalmente nas redes sociais da Internet, que se configuram como uma mixórdia de notícias, e diante desse movimento fica difícil saber o que é falso e o que é verdadeiro. O pior é que existe um público que não para e faz uma reflexão. Esse público não mede esforços para passar adiante um escrito ou um vídeo veiculando uma notícia falsa e causadora de problemas de ordem moral.
segunda-feira, 10 de novembro de 2025
O ERRO DO PENSAMENTO DE SEGURANÇA PLENA EM TEMPO DE PROSPERIDADE
O ERRO DO PENSAMENTO DE SEGURANÇA PLENA EM TEMPO DE PROSPERIDADE
Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha
domingo, 9 de novembro de 2025
A COMPAIXÃO DE DEUS É UNIVERSAL E NÃO NACIONALISTA
A COMPAIXÃO DE DEUS É UNIVERSAL E NÃO NACIONALISTA
Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha
Há um ditado no Brasil muito conhecido no Brasil que é proferido por muitos brasileiros, o qual é dito assim: "Deus é brasileiro". Assim também como estava na mente de Jonas: "Deus é hebreu", ou mais tardiamente: "Deus é judeu". Também no Cristianismo é comum ouvir ou ler que "Deus é cristão". Mas, não é este o modo, segundo a Bíblia, de se tirar ideias a respeito de Deus. ADONAY, conforme está no hebraico, não é de propriedade de ninguém e de nenhuma nação.
No Livro do Profeta Jonas 4:11, está escrito “E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua esquerda, e também muitos animais?”
O livro de Jonas termina com uma pergunta divina. É uma das conclusões mais surpreendentes da Bíblia: não há resposta registrada, apenas o silêncio do profeta e a voz da misericórdia divina ecoando através dos séculos. Jonas, o profeta relutante, aprendeu da forma mais dura que o amor de Deus ultrapassa fronteiras, etnias, religiões e moralidades humanas. Deus não se limita à geografia de Israel ou de qualquer nação — Ele é o Deus de toda a terra (Cf. Salmo 24:1).
Entendamos alguns pontos sobre o assunto no conteúdo do Livro do Profeta Jonas.
O CONFLITO NA MENTE DO PROFETA
Jonas queria justiça, mas Deus ofereceu graça. Jonas pregou, Nínive se arrependeu, e Deus perdoou. É interessante observar que, para Jonas, isso era inaceitável, pois os ninivitas eram inimigos cruéis de Israel.
O profeta desejava um Deus “nacionalista”, mas o Senhor revelou-se universal. “Com isso, desgostou-se Jonas extremamente e ficou irado” (Jonas 4:1). Aqui se revela o coração humano: queremos misericórdia para nós e juízo para os outros.
O ENSINO DIVINO É PROFUNDAMENTE DIDÁTICO E ULTRAPASSA OS GATILHOS DE INCLEMÊNCIA DA MENTE HUMANA
Deus, com paciência pedagógica, usa uma planta, um verme e um vento para ensinar ao profeta o valor da compaixão. Jonas se alegra com a sombra da planta, mas não se importa com a destruição de uma cidade inteira. Então Deus pergunta: “E não hei de Eu ter compaixão de Nínive...?” É como se dissesse: “Jonas, se você se compadece de uma planta, como Eu não Me compadeceria de pessoas criadas à Minha imagem?”
A COMPAIXÃO UNIVERSAL DE DEUS EM CONTRAPOSIÇÃO À LIMITAÇÃO DO PENSAMENTO POSSESSIVO QUE ESTABELECE FRONTEIRAS
Deus é compassivo não apenas com Israel, mas com todos os povos. Sua graça alcança o pecador arrependido, independentemente da origem.
Sendo assim, aprendemos que a compaixão divina é: Universal – não conhece fronteiras. É pessoal – toca cada coração. É inclusiva – até os “muitos animais” são lembrados (v. 11), mostrando o cuidado de Deus pela criação. “O Senhor é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras” (Salmo 145:9).
Um apelo veemente é feito a todos - Evitemos o exclusivismo religioso. Deus ama até os que julgamos indignos. Preguemos com compaixão. O evangelho não é instrumento de condenação, mas de reconciliação. Imitemos o coração de Deus. A verdadeira espiritualidade se mede pela nossa capacidade de amar o que Deus ama.
O livro de Jonas termina sem a resposta do profeta — talvez porque a resposta cabe a nós.
A pergunta divina continua ecoando: “E não hei de Eu ter compaixão...?” Sim, Deus tem compaixão: de Nínive, de Israel, do Brasil, e de toda a humanidade. A cruz de Jesus é a prova final da compaixão universal de Deus.
UM CÂNTICO DE VITÓRIA QUE ECOA NA HISTÓRIA
UM CÂNTICO DE VITÓRIA QUE ECOA NA HISTÓRIA Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha No Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1:46–56, consta o ...
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A CRENÇA DA IGREJA NO ESPÍRITO SANTO É certo que a piedade real não precisa de justificativa teológica, mas neste mundo tão plural...