A ESPERANÇA DOS HUMILDES
TEOLOGIA E ALTERIDADE - Teologia a serviço da Comunidade de Fé que é a Igreja. Tem por finalidade exclusiva de facilitar o povo de Deus no caminho da reflexão Bíblico-Teológico-Sistemática. Fazer que a Teologia dialogue com as Ciências, uma vez que ela não é a única em termos de tratar do homem e do seu habitat. A Teologia ao tratar de Deus, insere também em sua reflexão as obras da Criação. Dr. Nelson Celio de Mesquita Rocha
quarta-feira, 2 de março de 2022
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
JESUS, O BOM PASTOR
Quando miramos o nosso olhar no Evangelho e também na história, percebemos a tão importante obra de Jesus Cristo como aquele que se constituiu o “Bom Pastor”. A sua obra não foi uma qualquer dentre as muitas já realizadas em todos os segmentos, quer políticos, quer sociais. Pois, existe a dimensão que marcou profundamente muitas vidas tiradas do mais execrável abismo da separação entre Deus e o homem, morto em seus delitos e pecados: a vida pela obra do Ressuscitado, bem como a força da ressurreição, como libertação da morte para a verdadeira existência.
Jesus é o Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas. Ele é aquele que exerce o seu cuidado, não permitindo que forças contrárias à vida venham destruir o que mais valioso existe: o fôlego dado pelo próprio Criador. Assim, Jesus sendo o Bom Pastor, pode ser reconhecido de tal forma, que é real e autêntica a sua obra em favor do ser humano.
O mercenário, que não é pastor, não tem a responsabilidade de cuidar com carinho das ovelhas, porque não são suas. Esse mercenário é aquele que quer destruir a vida. Logo, não ama a vida. Mas, a função do verdadeiro Pastor é cuidar das ovelhas, custe o que custar; é obra importante, porque a ovelha pode se sentir segura e protegida.
A obra de Jesus Cristo como o Bom Pastor é vista sob três ângulos:
Primeiro - Como Bom Pastor dá a vida pelas ovelhas. Combate o bom combate para que a vida tenha sentido e não seja arrancada da sua atividade. Assim, é o amor em sua forma incondicional, da parte do Senhor. A vida de Jesus foi de entrega voluntária, a fim de que todos tivessem a vida em abundância.
Segundo - Como Bom Pastor cuida e aperfeiçoa as ovelhas. Esse aperfeiçoamento tem a finalidade de identificar a verdadeira liberdade e o conhecimento dos valores do Reino de Deus, que são a base da pregação de Jesus. O desenvolvimento da fé como dom da graça divina é a chave do mistério da vida, que visa o amor, que é o vínculo da perfeição. Assim, todos devem exercitar esse dom.
Terceiro - Como Bom Pastor não dispersa as ovelhas. Diferentemente dos falsos governantes e líderes políticos e religiosos inescrupulosos o Senhor Jesus conserva no seu aprisco as ovelhas que amou e salvou. Nenhuma delas se perderá, mas as ajudará nas mais difíceis adversidades. As conduzirá sempre ao recôndito do Pai pela força do seu Santo Espírito.
As ovelhas do Bom Pastor estão seguras, porque Ele está sempre ao lado delas, velando e cuidando para que todas se alimentem de pastos verdejantes e sejam guiadas por caminhos seguros. Você já é uma ovelha do Bom Pastor?
Rev. Nelson Celio de Mesquita Rocha


terça-feira, 22 de fevereiro de 2022
O SIGNIFICADO DA GUERRA E O EMPENHO PELA VERDADEIRA PAZ
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022
A RESPONSABILIDADE DA IGREJA DE CRISTO
“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15).
A Igreja de Cristo recebeu a missão de pregar e viver o evangelho a toda criatura. Essa é a responsabilidade que tem o seu apriori fundamentado na própria palavra de Jesus, que sendo mesmo um imperativo, não quer dizer talvez uma possibilidade da Igreja, mas o próprio serviço eclesial que é uma situação aposteriori, e isto faz parte da ação da Igreja no mundo.
Os pontos que seguem, servem para nortear esta palavra e para despertar a consciência da comunidade de fé, através de seus muitos segmentos e carismas a sair do seu lugar e cumprir a sua existência como a missão de Deus no mundo.
A responsabilidade na salvação de vidas. A Igreja tem de sair em busca das pessoas; ir ao encontro delas, em suas diversas necessidades. Não deve a Igreja esperar que as pessoas tenham de dar o primeiro passo. Sair das quatro paredes é somente pela ação do Espírito Santo. Há uma palavra veemente no Antigo Testamento de aviso do próprio Deus em relação ao descumprimento de sua ordem: “Se eu disser ao perverso: Ó perverso, certamente, morrerás; e tu não falares, para avisar o perverso do seu caminho, morrerá esse perverso na sua iniquidade, mas o seu sangue eu o demandarei de ti” (Ezequiel 33.8).
A responsabilidade de ir ao encontro de vidas. Há muitas pessoas que não mais estão no seio da Igreja. Muitas se decepcionaram com algum fato negativo; outras esquecidas pela comunidade. Há pessoas que estão machucadas por dentro; estão doentes por causa de algum mal provocado por alguém ou porque procuraram o seu próprio mal. Mas é preciso ir ao encontro dessas pessoas e recuperá-las. Mesmo diante das catástrofes naturais. É preciso observar o que está na parábola contada por Jesus, conforme Lucas 15.3-7.
A responsabilidade na cura de vidas. A Igreja é uma comunidade terapêutica. Ela trata das pessoas com suas diversas enfermidades. Igreja não é para tornar as pessoas doentes, mas para curá-las de suas doenças e enfermidades. A cura vem pela palavra, pela afetividade, pelo relacionamento profundamente fraterno. Enquanto o ódio mata o amor cura, e a Igreja tem essa responsabilidade, basta verificar Lucas 10.25-37.
A responsabilidade na manutenção de vidas. É muito fácil desestruturar vidas; fragmentar o todo. Mas, tudo deve ser feito para a conservação das vidas que estão dentro do aprisco do Senhor. Isto faz parte da natureza da Igreja, porque é da vontade de Deus que sejamos concordes em manter vidas que fazem parte do nosso convívio fraterno. O Salmo 133 apresenta o ensino sobre o que devemos realizar em nossas relações humanas.
Portanto, essa responsabilidade quádrupla é de todos os que compõem a Igreja.
Rev. Nelson
Célio de Mesquita Rocha
sábado, 19 de fevereiro de 2022
ESQUECENDO DAS COISAS QUE PARA TRÁS FICAM
“Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3.12-14).
Infelizmente há pessoas que não vivem felizes por praticarem atos que rememoram um passado triste, pela experiência sem Deus, uma vez que foram alcançadas pela graça divina. Parece que não entenderam a ação salvífica de Jesus Cristo e se entregam àquilo que faz sofrer, pois agindo assim, desprezam a ação santificadora do Espírito Santo. É certo que, quem já foi de fato e de verdade alcançado pela graça libertadora de Deus, não pode viver concentrando forças no que já é considerado passado; em esforços negativos, que fazem denegrir a própria imagem humana e desconsiderar a obra que Deus realizou em Seu Filho Jesus Cristo.
Quantas pessoas vivem pautadas na autossuficiência! Quantas pessoas que são complexadas interior e exteriormente! Quantas pessoas que andam iguais a caranguejos: para trás! Quantas pessoas que pisam nas outras! Quantas pessoas que guardam ódio no coração e julgam as outras com uma facilidade tremenda! Quantas pessoas que não respeitam as outras e ainda se dizem santas! Isto é não prosseguir para o alvo.
Assim como ensinou o apóstolo, tendo como base o ensino supremo do Mestre, pensemos no amor sacrificial de Jesus Cristo, que se entregou por nós na rude cruz, com a finalidade de dar-nos a verdadeira vida. Avancemos para o alvo, pois o tempo não é de estacionar na condição passada, mas de caminharmos, olhando para frente. Prossigamos para esse alvo, sem medo de ser feliz. Abandonemos tudo aquilo que não condiz com a vontade de Deus. Esqueçamos as coisas pertencentes a um passado sem a verdadeira vida espiritual. Cresçamos nos valores do Reino de Deus, que constituem a sua base: Justiça, Paz e Amor.
Vamos crescer, porque o tempo exige esse crescimento, considerando os valores de uma vida que não carrega as péssimas qualidades de uma existência negativa. É tempo de esquecer as coisas que para trás ficam.
Rev. Nelson Celio de Mesquita Rocha
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022
DEUS É PRESENTE TAMBÉM NO SOFRIMENTO
Deus é presente. Esta é a certeza que faz parte da pessoa que exercita a fé. Não qualquer fé, mas a fé que o próprio Deus coloca no mais profundo ser humano. Portanto, aprendemos na Bíblia que a fé é dom divino. Assim, a presença de Deus é percebida, e não pode haver dúvidas, pois a sua ação soberana é a marca do seu amor para com as pessoas, solidarizando-se com elas nos mais adversos caminhos.
Deus operou a cura no comandante do exército do rei da Síria, fazendo-o ficar livre de sua lepra. Naamã era um homem importante, porém leproso. Não podia curar a si mesmo. Não era um homem praticante da religião judaica que somente crê em um único Deus, criador do Céu e da Terra. Há muitas pessoas que afirmam não precisarem de Deus, pois acham que o que possuem pode trazer o melhor para a vida. Estão profundamente enganadas! Todos precisam de Deus! Foi o caso desse homem leproso, segundo relato veterotestamentário.
Dez homens leprosos foram curados por Jesus, segundo o relato de Lucas 17.11-19, mas um, voltou para agradecer. Que estranho! Todos precisam de Deus, e o Senhor na sua misericórdia, que é a causa de não sermos consumidos, atende o clamor: “Jesus, Mestre, compadece-te de nós! ” O Senhor não se esquece do grito dos oprimidos, dos que sofrem algum dano. Deus é amor! Mas, por que a falta de gratidão Àquele que só realiza o bem? Que vida paradoxal, essa transtornada pelo pecado que é ausência de Deus!
Os paradoxos fazem parte da humanidade, mas em Deus somente há aquilo que pode trazer alegria maior que a dor: a própria presença do Senhor no sofrimento. “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Salmo 46.1). Não se pode esquecer que as tribulações podem acontecer em poucos segundos ou durante algum longo tempo. Porém, Deus não age como nós agimos muitas vezes, de forma dúbia e desprovida de sentido, mas de forma bem presente o Senhor age na hora da dor, proporcionando o alento através do seu jugo que é suave e leve.
Não haveremos de temer, pois devemos clamar ao Senhor, como fez Pedro: “Salva-me, Senhor! ” (Mateus 14.30). O Senhor, prontamente estendeu a sua mão e o salvou. Também, quanto às personagens dos textos bíblicos citados, buscaram ajuda, e o Senhor os curou de seus males, embora no segundo relato, um só tenha agradecido. Mesmo assim, Deus está presente na hora do sofrimento, pois todos nós, em algum momento da vida, passamos por dificuldades, todavia, podemos contar com a bênção do Deus que é presente.
Rev. Nelson Celio de Mesquita Rocha
terça-feira, 15 de fevereiro de 2022
CRISTO, PONTO DE ENCONTRO ENTRE DEUS E O HOMEM
“E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra. ” (Mateus 2.10,11)
O ensino da Igreja é cristocêntrico. Esse fundamento da fé tem sua origem na Sagrada Escritura, principal e objetivamente nos evangelhos, pois esses testificam essa centralidade. Sendo assim, evidencia-se também que, não existem outros intermediários que se constituam a base da redenção do homem. Cristo é o ponto central da nova realidade salvífica, que torna a vida mais convergente aos pontos basilares do Reino de Deus.
A construção literária dos evangelhos é bem elaborada. E, do texto e do contexto de Mateus 2.1-12, apresenta uma mensagem que não pode haver confusão sobre o ensino já destacado. A estrela que brilha é a que produz intenso júbilo. É a plenitude da nova situação que se autenticou na história da humanidade. Não é sem razão que no Antigo Testamento se diz que brilhou uma grande luz para tornar claro o caminho e a existência de um povo que andava na escuridade (Isaias 9.1-2). Esta visão foi construída pela igreja cristã, iluminada pela divina luz do Espírito Santo, no sentido de estabelecer uma ponte entre o Antigo Testamento (Primeira Aliança) e o Novo Testamento (Segunda Aliança). Deste modo, percebe-se que a Bíblia trata do Messias, o fundamento da nova vida e o ponto de encontro entre o homem morto em seus delitos e pecados e o Deus autor da salvação, que vivifica os mortais na força e no poder do Espírito Santo.
Com Cristo o homem é o que tem de ser: humano. Assim como Cristo foi também: plenamente humano. Aproximarmo-nos dele é ter a única oportunidade de mudar, de ser o que Deus quer que sejamos. Deus quer que sejamos seus adoradores e instrumentos de vida e não de morte, no exemplo daqueles que naquele dia glorioso, “O adoraram”. E, ainda, levaram seus presentes, suas ofertas de gratidão, porque diante do Salvador pode-se reconhecer que tudo a ele pertence.
Ainda vivemos e sempre viveremos os efeitos da encarnação do Senhor, pois ele fez a diferença: dividiu a história em duas partes, antes e depois dele. Este é o milagre da nova criação, que brota da plenitude da vida do infante de Nazaré, ainda que desprezado por alguns, porém crido e reconhecido pelos que têm fé. Todos sabem que Jesus nasceu. Mas, não é apenas para ficar numa lembrança provida de mecanismos econômicos que marcam o lucro numa determinada época do ano, mas para sempre no ponto máximo que faz convergir para a vida verdadeira, na centralidade do encontro com o Senhor da vida e da história.
Hoje mesmo qualquer pessoa pode encontrar-se com Jesus Cristo, pela fé e ser feliz.
Rev. Nelson Celio de Mesquita Rocha
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