sexta-feira, 6 de maio de 2022

Jeanne le Franc Calvin 

Preciosa e piedosa mãe do Reformador João Calvino

- Capítulo 1 -

O Primeiro Lar de Calvino

Com as mãos a proteger os olhos, a mulher e o menino saíram da meia-luz da catedral para a praça ensolarada onde o burburinho da feira contrastava com a solidão do templo.

Como sempre, a praça estava apinhada de gente e animais. Os moleiros já, começavam a cutucar seus asnos para que se encaminhassem de volta a roca. Voltariam com seus lombos vazios das cargas de fubá vendidas na feira. Homens a cavalo matraqueavam sobre o calçamento irregular. Aqui e ali, com vestes pretas e marrons, padres e monges iam a caminho.

A mulher quase nada via disso tudo. Seus olhos ainda estavam embaciados pela emoção das suas confissões. Seus lábios mal haviam cessado suas preces aos santos. Consideravam-na mulher piedosa. Diziam até que ela era tão piedosa quanto bela, o que significava ser piedosa de verdade. Mas o menino, embora meio escondido pelos largos panos do xale materno, via tudo com seus pequenos mas matreiros olhos.

Pisando entre fardos e bruacas e esbarrando entre cotovelos e bichos esparramados pelo centro da cidade, mãe e filho atravessam a praça e chegam em casa. Entram de mansinho, porquanto o lar era um escritório também. Atrás dos vidros esverdeados das janelas, o chefe da casa, sentado a sua mesa, cuidava dos negócios da igreja. Gerard Calvin era advogado dos padres e cônegos. Era secretário do próprio bispo. Os homens que trabalhavam para a igreja estavam sempre entrando e saindo por essa porta. Eles questionavam e gritavam nos seus ouvidos. Maquinavam e faziam intrigas para melhorar a situação de cada qual. E, na hora do aperto, precisavam do seu advogado para ajudá-los. Gerard Calvin trabalhava infatigavelmente na sua importante tarefa a favor dos homens da igreja. Era um homem astuto, respeitado por todos. Era sagaz, também, no tratamento dos seus próprios interesses.

O advogado da igreja estava galgando posição no seu pequeno mundo. Vinha fazendo assim desde o dia em que deixara a vila do seu pai e largara o oficio paterno, Por que ser tanoeiro, fabricante de barris e pipas, quando se poderia manejar uma pena em vez de um martelo? O filho do tanoeiro instalara-se, pois, em Noyon, cidade francesa amuralhada, a meia hora da casa de seu pai. Diziam que Gerard Calvin tivera sorte ao casar-se com Jeanne le Franc, bela filha de um rico hoteleiro aposentado. O primeiro filho chamava-se Charles.

Os dois seguintes morreram na infância. Então viera João, o menino dos olhos vivos, nascido as treze horas e vinte e sete minutos do dia 10 de julho de 1509. Depois dele, nascera mais um menino, chamado Antoine, Jeanne le Franc Calvin falecera quando seu filho João tinha apenas três anos de idade. Uma madrasta veio residir no lar dos três meninos, acrescentando duas filhas a família.

Embora raras vezes mencionasse os primeiros anos da sua vida, João, anos mais tarde, descreveu uma breve peregrinação que ele havia feito com sua mãe. Por duas horas caminharam juntos pelo vale até chegarem ao santuário de Sant'Ana, segundo diziam, avo terrena do Senhor. Erguido por sua mãe, o menino João beijara a relíquia preciosa da caveira de Sant'Ana que estava exposta num receptáculo dourado, cercado de velas e flores e das faces reverentes de outros romeiros. Diziam que esse pedaço de osso era uma relíquia toda especial. O sacrário, por conseguinte, estava sempre repleto. Podia-se, no entanto, encontrar relíquias em Noyon também, todas adoradas como se fossem verdadeiras.

Naqueles dias o povo se dispunha a crer em qualquer coisa. A igreja dizia que havia alguns cabelos de João Batista, um dente do Senhor, um pedaço de maná do Velho Testamento, e algumas migalhas que sobraram da primeira multiplicação dos pães. Havia na catedral um fragmento da coroa de espinhos. Havia, também, relíquias de menor importância, tais como os restos de um tal Santo Elói. Os monges do mosteiro e os padres da catedral sempre discutiam sobre a verdadeira localização dos ossos daquele santo: se no mosteiro ou na catedral. Era uma discussão cerrada e interminável. Nem mesmo o parlamento francês conseguiu solucionar o problema.






segunda-feira, 2 de maio de 2022

 

SALVAÇÃO E ÉTICA SOB A ÓTICA MATEANA

 

  • Atentai noutra parábola. Havia um homem, dono de casa, que plantou uma vinha. Cercou-a de uma sebe, construiu nela um lagar, edificou-lhe uma torre e arrendou-a a uns lavradores. Depois, se ausentou do país. Ao tempo da colheita, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os frutos que lhe tocavam. E os lavradores, agarrando os servos, espancaram a um, mataram a outro e a outro apedrejaram. Enviou ainda outros servos em maior número; e trataram-nos da mesma sorte. E, por último, enviou-lhes o seu próprio filho, dizendo: A meu filho respeitarão. Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo e apoderemo-nos da sua herança. E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e o mataram. Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores? Responderam-lhe: Fará perecer horrivelmente a estes malvados e arrendará a vinha a outros lavradores que lhe remetam os frutos nos seus devidos tempos. Perguntou-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos? (Mateus 21:33-42)

  

Qual é a relação que existe entre salvação e ética na parábola acima narrada por Mateus?

Em primeiro lugar é preciso que se entenda o significado de “salvação”. Depois, o significado de “ética”.

Em último lugar, deve-se relacionar e aplicar, são somente na exposição teórica, mas na prática do cotidiano.

A “salvação” significa toda a obra de Deus em Cristo Jesus, nos reconciliando consigo, e indo às últimas consequências para nos conferir o livramento da condenação imposta pelo pecado.

Quanto à “ética”, significa a conduta daqueles que são salvos. Na língua grega “ethos”, traduz-se por “costume, disposição, uso, regra”. Sendo assim, a ética é a conduta do indivíduo salvo, quer individual ou coletivamente.

Ao verificarmos o texto neotestamentário, percebemos a ética de Jesus, demonstrada através de seu ensino. Desta forma ele diz: “Atentai noutra parábola” (v. 33). Jesus foi mais do que um simples mestre, porém, um mestre vindo da parte de Deus. Jesus ensinava com autoridade, eficácia, habilidade, métodos e conteúdo riquíssimos. O seu ensino estava em sintonia com sua vida e conduta. Assim, seus ensinos compõem a tradição viva da Lei Divina, que exige dos que são salvos um olhar para Jesus de Nazaré, através da luz refletida na Ressurreição, isto é, na experiência de fé.

Qual é o significado da parábola? A morte do filho enviado como tentativa do proprietário para obter os frutos do sítio, é a chave de leitura do relato. Jesus pretendeu prenunciar seu fim trágico, prefigurando no filho assassinado seu próprio destino. Manifestou, também, a clara consciência de ser o enviado do Pai e indicou a terrível responsabilidade dos judeus daquela época, prontos a justifica-lo. A parábola desvela discretamente o mistério da pessoa de Jesus e a sua missão. Enviado por Deus por Deus como a última e definitiva tentativa possibilidade de salvação para Israel, é rejeitado e levado à morte por um povo incrédulo. Ele é um messias jurado de morte.

A conduta dos judeus do tempo de Jesus, principalmente da liderança religiosa, não condizia com a ética do Reino de Deus. Eles rejeitaram a Jesus e também os seus ensinos. Eles crucificaram o Filho de Deus, juntamente com os romanos. O significado é claro: o proprietário da vinha é Deus; os servos são os profetas; o Filho é Jesus; os lavradores são os judeus que se opuseram a Jesus; a morte é a crucificação; e a remoção dos lavradores é a transferência do Reino para um novo povo de Deus, que inclui os gentios.

O que podemos aprender para hoje, sobre o ensino da parábola?

SALVAÇÃO E ÉTICA SE TRADUZEM NA ACEITAÇÃO DA MISSÃO DE JESUS COMO ENVIADO DO PAI.

No Antigo Testamento os profetas, que foram os enviados de Deus, falaram e sofreram nas mãos do antigo povo de Israel. Foram espancados, presos e degolados pela rejeição. Esta era a sorte dos profetas. Nenhum deles foi aplaudido pela pregação que realizavam.

No Novo Testamento há o registro da rejeição de João Batista, o arauto, e depois rejeitaram a Jesus, o Filho de Deus. A sua missão era a de restaurar o povo, mas não houve aceitação.

SALVAÇÃO E ÉTICA IMPLICAM NA OBSERVÂNCIA DO ENSINO DE JESUS QUE CONVIDA À PRÁTICA.

Os fariseus, saduceus e escribas diziam que conheciam a Deus, mas não praticavam a Lei Divina.

Quem ensina deve praticar. Praticando o ensino do Mestre haverá uma conduta sem dolo. Assim, a segurança dos salvos tem de estar jungida à ética de Jesus.

SALVAÇÃO E ÉTICA SÃO MARCAS EVIDENTES DA MISSÃO DOS SALVOS, HOJE, EM CONTINUIDADE AO MINISTÉRIO DE JESUS.

A Igreja é denominada no Novo Testamento como o corpo de Cristo na terra, no mundo. Ela é a própria missão de Deus na existência humana de todas as eras.

Uma pergunta: como a Igreja tem continuado a missão de Jesus? É claro, todos pecamos ou falhamos. Mas, se existe uma permanente falha na missão da Igreja, na sua conduta de vida, faz-se necessário parar e repensar na caminhada. O esquecimento dos ensinos de Jesus faz que os salvos se desviem de sua missão.

A conduta dos filhos e filhas de Deus está fundamentada na vida e obra de Jesus de Nazaré.

Hoje e em todo o tempo de nossa existência, urge que continuemos a obra de Deus, pois é gratificante servir com alegria a quem se entregou por nós, dando-nos a verdadeira vida.

Rev. Nelson Celio de Mesquita Rocha




domingo, 1 de maio de 2022

DESCRIÇÕES DE UMA VIDA CRISTÃ EFICIENTE

Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 9.28-43
Uma vida inerte é uma vida atolada no mar da descrença. É vida sem movimento, sem ação, sem dinamismo. Sendo assim, perde o seu objetivo. Perde a sensibilidade para realizar qualquer empreendimento.
De que vale uma vida sem participação?
Uma vida com Deus exige comunhão e ação no seu mais profundo sentido. É uma vida que não se entrega ao comodismo ou a certas ilusões triunfalistas.
SOBRE O TEXTO BÍBLICO
O relato evangélico fala da preocupação do Senhor Jesus em viver uma experiência espiritual com seus discípulos. A maior bênção da vida cristã é desfrutar da comunhão com Jesus. A sua companhia é profundamente sublime.
Bom é estar com Jesus. “Bom é estarmos aqui” – disse Pedro.
O relato fala também que a vida cristã não é resumida apenas a momentos de contemplação – uma vida que fica somente no “Monte da Transfiguração”.
A Igreja não foi convocada para viver momentos maravilhosos somente. O texto bíblico de Lucas 9.38-40 mostra a necessidade de um pai altamente aflito, por causa de seu filho, o qual achava-se atormentado por um demônio. “Se apodera dele e, de repente, grita e o atira por terra, convulsiona-o até espumar, e dificilmente o deixa, depois de o ter quebrantado”.
Os discípulos não puderam expelir o demônio. Mas eles não acabaram de descer do monte? Isto mostra que o lugar da vida cristã não é de contemplação somente, mas também de movimento, de dinâmica, de ação.
A vida cristã é de comunhão e de ação ao mesmo tempo. É de oração, porque é a luta contra o desespero e a descrença no coração das pessoas. É de ação em face do testemunho que se tem de dar na sociedade em que vivemos.
O texto do Evangelho destaca o contraste entre a experiência no alto do monte e a experiência no vale. Ensina sobre como a Igreja e o cristão em particular devem viver neste mundo tão conturbado.
O QUE PODEMOS APRENDER DO ENSINO DE JESUS PARA VIVERMOS DE MODO EFIECIENTE:
1 – É PRECISO VIVER TODOS OS MOMENTOS NA PRESENÇA
DE JESUS
O Senhor prometeu estar presente na vida de sua Igreja, todos os dias, até a consumação do mundo (Mateus 28.18-20). Deus é o Deus que age; o Deus que não está ausente. O Senhor jamais se afastará do seu povo.
Na presença do Senhor há alegria plena (Lucas 24.41). Nela encontramos o conforto e o consolo para continuarmos a nossa caminhada por este mundo.
A presença de Deus nos dá confiança e a certeza da própria vida. Essa presença torna a vida humana mais eficiente.
2 – É FUNDAMENTAL VIVER SEM AS MARCAS DO
EGOCENTRISMO QUE É PECADO
É preciso viver sem pensar em si somente - Lucas 9.33. Pedro não sabia o que estava dizendo, embora as suas palavras pareçam para alguns como uma boa proposta.
As pessoas enclausuradas dentro de si mesmas, vivem em amargura e tristeza de espírito. A religião que enfatiza o individualismo foge dos parâmetros estabelecidos por Deus de uma vida dinâmica.
É de caráter urgente que se mantenha a comunhão horizontal – A vida só é vida em função do outro. Por isso Deus estabeleceu o casamento e a vida em comunidade.
3 – É EFICIENTE A VIDA QUE TEM COMO OBJETIVO A
LIBERTAÇÃO DOS OPRIMIDOS
Jesus ouviu aquele pai desesperado dizer: “Roguei aos teus discípulos que o expelissem, mas eles não puderam” (Lucas 9.40). O Senhor ficou muito triste com essa falta de vida eficiente (9.41).
O lugar da vida cristã não é no monte somente, mas também no vale, onde as pessoas sofrem - Atos 20.35: “Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber”.
Quando a Igreja se mantém incapaz de acudir a necessidade das pessoas, contribui para a incapacidade delas.
Anunciar as “Boas Novas”, através da prática do Evangelho é o ensino da Palavra de Deus (Romanos 1.16; João 8.32).
Rev. Nelson Celio de Mesquita Rocha



sexta-feira, 29 de abril de 2022

COMO TRATAR DE UMA PESSOA QUE COMETE PECADO CONTRA NÓS?

Se teu irmão pecar [contra ti], vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão.

Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça.

E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano.

Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus.

Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus.

Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles. Mateus 18:15-20

Como tratar de uma pessoa da Igreja que comete um pecado? Deve-se imediatamente extirpá-la do seio comunitário? Deve-se passar despercebido? Qual é, pois, o tratamento? No comentário do teólogo Giuseppe Barbaglio, do Evangelho de Mateus, páginas 281 a 282, encontra-se uma reflexão que concentra em si a interpretação do que Jesus Cristo quer que aconteça na sua Igreja.

A primeira parte do texto de Mateus 15-17 expõe o tríplice expediente de correção de um membro da comunidade eclesial que se tornou um pecador notório. Aqui Mateus inspirou-se em um dito tradicional da fonte “Q” (fonte de pesquisa), presente em Lucas 17.3, que dizia respeito ao dever de perdoar a ofensa do irmão: perdão, originalmente, entendido no sentido incondicional e não subordinado à conversão, como diz o terceiro evangelista.

Mateus transformou o caso do perdão à correção fraterna. Deve-se também a ele a articulação da iniciativa em três momentos, como se praticava na comunidade de Qumran (comunidade que habitava no deserto, próximo ao Mar Morto), da qual ele certamente depende. Imediatamente se nota no texto a frequência do imperativo dirigido ao tu de quem faz parte da comunidade cristã. O dever da correção diz respeito a cada crente. Ninguém pode considerar-se eximido da responsabilidade para com o irmão que caiu em pecado. Trata-se de uma altíssima missão: reconquistar para a Igreja quem se desviou. Para isso, devem-se tentar toda as possibilidades. O tríplice grau de intervenção exprime, exatamente, que não se pode deixar de lado nenhum intento em vista de atingir o objetivo. Em concreto, trata-se de mostrar ao irmão fechado no seu pecado que ele está errado e convencê-lo a retornar sobre seus passos. A primeira moção exige muita reserva, para que ele não seja humilhado. Em um segundo momento, a presença de, pelo menos, duas testemunhas darão mais consistência e peso à tentativa. Em terceira instância, o caso será levado diante de toda a comunidade reunida em assembleia. Somente após a falência deste passo extremo proceder-se-á à excomunhão do réu, expressa numa fórmula de inspiração judaica. Mais que expelir um membro, o gesto de toda a comunidade cristã consiste em ratificar uma estranheza já consumada por aquele que se obstinou no pecado.

Assim, é preciso aprender a se ter uma verdadeira experiência de comunidade, de fraternidade, que procure ajudar os outros a sair do pecado e a retomar o rumo certo. Deve-se fazer todo o possível para restaurar o irmão ou a irmã. Não se deve extirpar as pessoas sem justo juízo e nem deixar o pecado despercebido. Eis uma lição para hoje, àqueles que se esquecem do ensino de Jesus, e tão logo, quando alguém comete uma falha, leva-se aos tribunais, imediatamente.

Rev. Nelson Celio de Mesquita Rocha




sexta-feira, 15 de abril de 2022

“ESTÁ CONSUMADO!”


“Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado!
E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito” (João 19:30)

“Está consumado!” Diante dessas palavras de Jesus na cruz, destaca-se o fato de que o Messias havia agora aperfeiçoado completamente a sua missão messiânica. É a parte mais importante de sua missão, porque foi particularmente em sua morte expiatória que ele demonstrou sua total obediência à vontade do Pai, sendo essa a sua prova mais severa.

Por intermédio de sua missão terminada, e, particularmente, através deste passo dessa árdua missão, ele fez expiação pelo pecado de homens e de mulheres.

A exclamação “Está consumado!” não foi o ofegar de uma vida desgastada, e, sim, a declaração deliberada de uma consciência clara de que a sua grande obra estava terminada, que todos os propósitos de Deus estavam concretizados, e que agora já fora feito tudo quanto era possível ser feito para tornar Deus conhecido dos homens, identificando-se conosco.

Jesus executou os grandes desígnios de Deus Pai Todo-Poderoso. Satisfez as exigências da justiça. Cumpriu tudo quanto foi escrito pelos profetas, e sofreu a malícia mais extrema dos seus adversários. Agora o caminho para o Santo dos Santos se tornou manifesto por meio de seu sangue. Uma consumação tremenda, mas gloriosa. Por intermédio dessa trágica morte, Deus estava se reconciliando com o homem, e o reino dos céus ficava aberto para toda a alma confiante.

Rev. Nelson Celio de Mesquita Rocha





quarta-feira, 6 de abril de 2022

A FONTE DA CONTAMINAÇÃO DO SER HUMANO E A LIBERTAÇÃO PARA UMA NOVA VIDA - CONTINUAÇÃO: OS ADULTÉRIOS

Evangelho segundo Marcos 7.14-23
A lista do que sai de dentro do coração do homem e o contamina, continua. Agora são OS ADULTÉRIOS.
Jesus estava generalizando quanto à maneira como a natureza humana se manifesta. Ela contamina. Assim, Jesus abordou a essência da questão, ou seja, a impureza moral que a impureza cerimonial simboliza.
O que são os adultérios? Adultério (do latim "adulterǐum" é a prática da infidelidade conjugal. Com o tempo, o termo estendeu-se ao sentido de fraudar, falsificar ou trair, adjeta ao verbo ."adulterar".
O adultério, como "ato de se relacionar com terceiro na constância do casamento", é considerado uma grave violação dos deveres conjugais por quase todas as civilizações de quase toda a história, sendo que algumas sociedades puniam gravemente a esposa adúltera e/ou a pessoa com quem praticava o ato, sendo ambos passíveis de morte.
Historicamente e originalmente a prática de adultério é o crime praticado pela esposa em relação ao marido. Hoje em dia, embora tal discriminação não exista mais nas novas leis dos países ocidentais, ou tenha perdido sua eficácia sociológica, na prática do dia a dia a conduta continua a ser vista de forma diferenciada do original conceito.
Seja na ralação conjugal, seja nas relações pessoais, os adultérios saem do coração do homem e são prejudiciais. A melhor atitude tem de ser prévia, um acordo que deve ser atendido. Caso não haja mais competência de ambas as partes, faz-se necessário buscar todos os meios para um viver melhor. A partir do momento em que não há mais sentido para sustentar uma relação, é melhor afastar do que abrasar..
Rev. Nelson Celio de Mesquita Rocha



MODOS DE EXISTÊNCIAS CONTRASTANTES

MODOS DE EXISTÊNCIAS CONTRASTANTES Uma reflexão filosófica e teológica sobre as diferentes maneiras pelas quais o ser humano compreende, ass...