TEOLOGIA E ALTERIDADE - Teologia a serviço da Comunidade de Fé que é a Igreja. Tem por finalidade exclusiva de facilitar o povo de Deus no caminho da reflexão Bíblico-Teológico-Sistemática. Fazer que a Teologia dialogue com as Ciências, uma vez que ela não é a única em termos de tratar do homem e do seu habitat. A Teologia ao tratar de Deus, insere também em sua reflexão as obras da Criação. Dr. Nelson Celio de Mesquita Rocha
sábado, 2 de julho de 2022
quinta-feira, 30 de junho de 2022
1 Coríntios 4:1,2
Uma pessoa vocacionada por Deus para o exercício do pastorado não pode ser despreparada. A fim de desenvolver bem a sua vocação tem de cumprir algumas exigências, como por exemplo: ser membro do corpo de Cristo, ter um grau maturidade espiritual e o preparo teológico. No preparo teológico há o estudo de disciplinas bíblicas, humanas e administrativas.
Antes desse preparo é necessário que tal pessoa vocacionada seja aprovada por um concílio, tendo o reconhecimento público de sua vocação interna, que é o chamado de Deus.
Sendo assim, uma pessoa vocacionada por Deus para o pastorado não pode ser pueril ou imbecil, porém, prudente; que haja com sabedoria, discernindo os espíritos, em um mundo repleto de habilidades que corrompem os bons costumes.
Uma pessoa vocacionada por Deus para o pastorado tem de saber manejar bem a Palavra da Verdade (2 Timóteo 2.15). Essa pessoa é serva e gerente de Cristo, que opera bem as ordens do Senhor.
A pessoa vocacionada por Deus não é boba. Mas, é como disse Jesus: "... prudente como as serpentes e símplices como as pombas" (Mateus 10.16).
Uma pessoa vocacionada por Deus para o pastorado deve ter cuidado com os desejos vaidosos do seu coração. Portanto, essa exortação serve para todos os que foram, são e serão chamados por Cristo, para desenvolver a sublime tarefa de servir com fidelidade ao Reino de Deus na terra.
Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha
quarta-feira, 22 de junho de 2022
DINHEIRO, PODER E FAMA EM TROCA
DA VOCAÇÃO PASTORAL?
terça-feira, 21 de junho de 2022
A Comunicação e a Pregação
Quem está comissionado?
A estrutura racional do ser humano não
pode ser entendida sem a palavra, na qual a estrutura racional da realidade é
compreendida. A pregação da Igreja pressupõe uma compreensão das funções expressiva
e denotativa
da palavra, acrescentadas à sua função comunicativa. Assim, pode-se
afirmar que a mensagem bíblica não pode ser interpretada sem princípios
semânticos e hermenêuticos. A palavra comunica a experiência auto-relacionada e
inacessível de um eu-pessoa para
outro eu-pessoa de duas maneiras: mediante
expressão e denotação.
O poder expressivo da linguagem é a sua
capacidade de revelar e comunicar estados pessoais. Por exemplo: uma equação
algébrica tem um caráter quase exclusivamente denotativo. E um grito
tem um caráter quase exclusivamente expressivo. Assim, a maior parte da
linguagem se move entre dois polos: quanto mais científica e técnica, tanto
mais perto do polo denotativo; quanto mais poética e comunitária, tanto mais
perto do polo expressivo.
A linguagem como um meio de revelação,
ao contrário, tem o “som” e a “voz” do mistério divino, em e através do som e
da voz da expressão e denotação humanas. A linguagem com esse poder é “Palavra
de Deus”. A “Palavra de Deus” não contém nem mandamentos revelados nem
doutrinas reveladas. Ela acompanha e interpreta situações revelatórias.
O cristianismo confronta-nos com o Deus
trinitário. E no mais profundo do insondável mistério da Trindade pode-se
localizar o diálogo. A comunicação. É a comunicação vinda de Deus, é algo de
sua estrutura. Também, Deus concedeu ao ser humano esse dom, como parte de sua
estrutura. O ser humano criado por Deus retém sua imagem comunicativa (Imago Dei confundindo-se com essa imago comunicationis).
Considerando essa base da comunicação,
é fundamental que sejam evitadas falhas na pregação da Palavra de Deus. Uma
pregação monótona é uma falta grave, principalmente porque existem muitas
maneiras de se variar a comunicação da mensagem. Os meios de comunicação estão
se aprimorando na variedade de comunicar. E os pregadores da Palavra de Deus
não podem esquivar-se desse intento.
Comunicação e pregação andam de mãos
dadas. Comunicar a Palavra de Deus é ordem expressa de Jesus Cristo. A Igreja é
responsável por essa tarefa, pois Deus a escolheu para isso, vocacionando
dentro dela, pessoas preparadas, para transmitirem a mensagem de vida, que restaura
integralmente o ser e o existir. Assim, não cabe a qualquer um, sem nenhum preparo ou autorização, interpretar e pregar a Bíblia Sagrada. Mas, somente quem recebeu a vocação para tal exercício.
A pregação é a comunicação da mensagem
de Deus. Por isso ela é extremamente relevante. E somente a pregação bíblica é
relevante, no sentido de falar às necessidades do mundo. Pode-se observar nos
primórdios da história da Igreja que essa ocorrência era uma realidade
inegociável (Cf. Atos 2.14-36; Romanos 10.8, 14, 15).
Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha. Homilética: A Ciência da Oratória Sagrada. Disciplina de Teologia.
terça-feira, 7 de junho de 2022
REPLETOS DO ESPÍRIRTO SANTO
Texto Bíblico: Atos 2.1-13
O que pode fazer a Igreja ser uma Igreja dinâmica? Será que é o muito trabalho que ela realiza? Será que as muitas reuniões dão a garantia de crescimento?
Não existe outro fator mais importante do que a capacidade que a Igreja tem de possuir para realizar-se como Igreja no mundo. Mas, que é essa “capacidade”? Não é a Igreja capaz? O que se entende por “capacidade”? E, qual a finalidade? Não será o devido preparo? Não será a habilitação para realizar com dinâmica a sua missão?
Uma pessoa ou qualquer organismo só será capaz para realizar alguma tarefa quando estiver repleta das qualificações para o exercício de grandes realizações.
SOBRE O TEXTO DE ATOS 2.1-13
O texto clássico do Dia de Pentecostes e o que vem adiante, nos mostram os dois centros propulsores da dinâmica da experiência cristã: O ESPÍRITO E A PALAVRA. O Espírito Santo, no Pentecostes, com sua força renovadora e unificante de Deus, reúne ao redor da pequena comunidade que dele está repleta, os representantes da nova humanidade, os povos do mundo habitado.
Todos puderam ouvir a PALAVRA DE DEUS através de Pedro, que com ousadia proclamou a mensagem transformadora, fazendo nascer uma igreja forte, como projeto histórico de Deus para o bem do mundo.
A efusão do Espírito Santo no dia de Pentecostes cumpre a promessa de Jesus: “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24.49). Inaugura o tempo da Igreja. A pequena comunidade torna-se habilitada com a força do Espírito para o anúncio autorizado da salvação, dom de Deus por meio de Jesus.
Nasce a Comunidade prometida pelos profetas para o tempo final. Uma comunidade repleta, cheia, possuída pelo Espírito Santo, para ser instrumento de uma nova ordem de Deus na terra.
As implicações de uma Comunidade repleta do Espírito Santo:
1 – VIVE EM UNIDADE COMO UMA NOVA CRIAÇÃO
A) A Igreja como a “Nova Humanidade” é una, pois é da
vontade de Jesus que ela seja assim (Salmo 133.1; João 17.21; Efésios 4.13,16).
B) Há uma nova linguagem na experiência da unidade: a
da compreensão e do amor mútuo, onde todas as desigualdades desaparecem; onde o
respeito e o direito despontam como fruto da justiça.
C) A unidade faz compreender a linguagem dos outros; faz compreender quem é quem na comunidade.
2 – DESENVOLVE A UNIVERSALIDADE SEM SEPARAÇÃO
A) A universalidade caracteriza o tempo do Espírito e a
habilitação profética do novo povo.
B) Todos podem fazer parte do novo povo de Deus.
Pessoas de todas as partes do mundo formam a Igreja do Deus vivo.
C) No Pentecostes, pessoas de todos os lugares estavam
presentes, mesmo que falassem em suas línguas, outros entendiam perfeitamente.
D) Não é a Igreja o lugar do entendimento? Nada é melhor do que uma linguagem inteligível. A linguagem tem de ser expressiva (inteligível) e não denotativa (técnica).
3 – PROCLAMA A MENSAGEM
LIBERTADORA DE JESUS
A) O derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja foi
para que ela tivesse a habilitação profética, isso quer dizer: proclamar
a morte e a ressurreição do Senhor por toda parte do mundo.
B) Pentecostes não é fator emocional de uma experiência
carismático-sentimental-individualista, mas poder para comunicar as Boas Novas
de vida e de paz em todos os lugares.
C) Em Atos 2.14-41, consta que Pedro ao Proclamar
mensagem, cerca de 3.000 pessoas se uniram à Comunidade de 120 membros. E assim
a Igreja foi crescendo...
D) Nesse Dia de Pentecostes a Igreja pode apresentar os seus primeiros frutos dessa nova experiência.
CONCLUSÃO
· O Dia de Pentecostes nos faz lembrar do
grande compromisso que a Igreja do Senhor tem de viver como a missão de Deus na terra, bem como anunciar a mensagem do Reino de Deus em um mundo tão
perturbado.
quarta-feira, 25 de maio de 2022
O CREDO DE NICÉIA
No Concílio de Nicéia realizado no ano 325 d.C., convocado pelo imperador romano Constantino, Eusébio de Cesaréia, o famoso historiador cristão, sugeriu a adoção de sua própria igreja. A cidade de Nicéia ficava na Bitínia, Ásia Menor. Foi lido e aprovado em Calcedônia, no ano de 451 d.C., como sendo o credo dos 318 teólogos, pais da Igreja, conciliares de Nicéia e dos 150 teólogos que “se reuniram em outra oportunidade”, em Constantinopla, no ano 381 d.C. Daí ser frequentemente mencionado como “Credo de Constantinopla” ou “Credo Niceno-constantinopolitano”. Muitos críticos opinam ser a revisão do credo de Jerusalém transmitido por Cirilo. Assim, era fundamental que a Igreja pudesse formular de maneira organizada a sua fé de modo trinitário, a partir da natureza de Cristo e de suas relações com o Pai.
O Credo de Nicéia, que segue abaixo, consta um desdobramento da doutrina da Igreja, e é lido sempre nos cultos do Senhor, aos domingos, de forma comunitária, a uma só voz, no sentido de se fazer a Afirmação de Fé eclesial. A leitura do Credo sempre precede à Celebração do Santo Sacramento da Ceia do Senhor. Serve como preparação para se tomar a Eucaristia.
É na realidade uma síntese do que a Igreja crê e professa na sua trajetória na história da salvação. Assim consta:
“CREMOS EM UM SÓ DEUS, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis; e em UM SÓ SENHOR JESUS CRISTO, o unigênito Filho de Deus, gerado pelo Pai antes de todos os séculos, Luz de Luz, verdadeiro Deus de Verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai, pelo qual todas as coisas foram feitas; o qual, por nós homens e por nossa salvação, desceu dos céus, foi feito carne do Espírito Santo e da Virgem Maria, e tornou-se homem, e foi crucificado por nós sob o poder de Pôncio Pilatos, e padeceu, e foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia conforme as Escrituras, e subiu aos céus, e assentou-se à direita do Pai, e de novo há de vir com glória para julgar os vivos e os mortos, e seu Reino não terá fim; e NO ESPÍRITO SANTO, Senhor e Vivificador, que procede do Pai, que com o Pai e o Filho conjuntamente é adorado e glorificado, que falou a través dos Profetas; e NA IGREJA una, santa, católica e apostólica; confessamos um só batismo para a remissão dos pecados. Esperamos a ressurreição dos mortos e a vida do século vindouro”.
Que a nossa fé seja confessada dia a dia. Que o nosso ser seja tocado profundamente pela ação da Santíssima Trindade, fazendo que a Igreja seja uma comunidade de serviço a Deus no serviço ao ser humano.
Rev. Nelson Celio de
Mesquita Rocha
MODOS DE EXISTÊNCIAS CONTRASTANTES
MODOS DE EXISTÊNCIAS CONTRASTANTES Uma reflexão filosófica e teológica sobre as diferentes maneiras pelas quais o ser humano compreende, ass...
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JOÃO BATISTA COM SUA VESTIMENTA E ALIMENTAÇÃO EXÓTICAS Prof. Nelson Célio de Mesquita Rocha (Pastor presbiteriano, membro do PNIL - Presbité...
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UM CÂNTICO DE VITÓRIA QUE ECOA NA HISTÓRIA Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha No Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1:46–56, consta o ...