domingo, 26 de fevereiro de 2023

CALMA! ESPERA EM DEUS

 


CALMA! ESPERA EM DEUS[1]

Salmo 131

Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha

INTRODUÇÃO

·      O desejo (querer, vontade) pode ser como uma criança. O desejo é necessitado e                   caprichoso, fraco e exigente, inquieto e sem juízo.

·      Cabe à pessoa – homem ou mulher – dominar e serenar o seu desejo, sem anulá-lo, com juízo e compreensão. Porque o desejo é insaciável, sempre pede mais e pode arrastar e precipitar a pessoa.


EXPLICAÇÃO


·       O salmo 131 demonstra a consciência por implicação de uma atitude de infância madura.

·     O salmista olha para si, a partir de dentro, e comunica ao Senhor aquilo que descobre. O seu desejo é capaz de ter controle, porque passou a existir uma lucidez e honestidade diante de Deus. Não há autoengano e nem repressão, bem como também não há sublimação do desejo.

·   O salmista ora a Deus dizendo “Fiz calar e sossegar a minha alma” (desejo), (v.2). Ele utiliza a metáfora da criança desmamada. Ela está alimentada, mas precisa de cuidado constante.

·    Deste modo, o salmista transfere essa oração para a coletividade de Israel – o povo de Deus – Calma irmãos! “Espera, ó Israel, no Senhor, desde agora e para sempre” (v.3).

 

1.    O SALMISTA COLOCA TUDO NA ESFERA DA ORAÇÃO DIANTE DE DEUS (v 1)


a.    Ele faz menção da soberba que provoca a ruina da vida.

b. O desejo descontrolado pode levar a pessoa a fazer coisas que atraem o mal em todas as suas dimensões.

c.     Procurar grandes coisas e maravilhosas aos olhos é altivez.

d.   Os olhos orgulhosos serão humilhados; toda a arrogância humana será dobrada, e o nome de Deus será exaltado (Pv 16.18-19; 30.13).

e.    Por isso é preciso orar ao Senhor por um avivamento pessoal.

 

2. O SALMISTA FAZ A SUA CONFISSÃO DIANTE DE DEUS QUE NÃO SE DEIXA ENGANAR


a. O salmista sabe que Deus é onisciente, pois este é um atributo incomunicável da Divindade. Deus conhece e sabe de todas as coisas.

b.    Somente Deus conhece os nossos desejos mais íntimos. Pode-se até viver de aparências, mas Deus sonda o mais secreto da alma (Sl 139.1-2).

c.   É preciso confessar os nossos pecados ao Senhor, pedir o seu perdão e receber a sua graça, a fim de vivermos uma vida mais calma.

 

3. O SALMISTA FAZ UM APELO AO POVO PARA AQUIETAR O SEU CORAÇÃO E CONFIAR NO SENHOR


a.    “Espera, ó Israel, no Senhor, desde agora e para sempre” (v. 3).

b.    Ao aplicar o ensinamento a Israel, a experiência individual se faz comunitária e propõe questões graves.

c.     Israel não deveria aspirar a ser grande império, econômico, político e militar.

d.    É a humildade virtude do indivíduo e não da comunidade? O orgulho nacional pode ser compatível com a confiança no Senhor?

e.    O avivamento chega na calmaria e não em meio aos anseios altivos da alma.

 

CONCLUSÃO


·     Calma! Espera em Deus. Ele age na nossa vida pessoal e coletiva. Mas é preciso agir com maturidade.

·    É preciso colocar tudo em oração diante do Deus que é onisciente; aquietar o coração e não se deixar dominar pelos desejos que contrariam a vontade de Deus e faz que a vida se transforme em um caos.

·      É tempo de buscar o avivamento pessoal e comunitário.



[1] ROCHA, N.C.M. Calma! Espera em Deus. Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 2023.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

VIRTUDES E PRÁTICAS DA IGREJA DE CRISTO

 


TEMA: VIRTUDES E PRÁTICAS DA IGREJA DE CRISTO [1]

Texto Bíblico: Romanos 12.9-21

INTRODUÇÃO

  • A Igreja é o Corpo de Cristo. É composta de todos os remidos pelo sangue do Cordeiro. Logo, deve a Igreja agir condignamente, através da sua própria razão e natureza, de ser e de existir no mundo, com suas virtudes e práticas, fundamentadas na Palavra de Deus.
  • A Igreja forma o povo de Deus na terra e tem por objetivo edificar a vida das pessoas de todos os lugares e de todos os tempos, sendo instrumento de Deus.

EXPLICAÇÃO

  • O texto bíblico da Epístola de Paulo aos Romanos, apresenta o quadro de uma Igreja que deve desenvolver as virtudes e práticas ensinadas por Deus em sua Palavra.
  • Há qualidades que o povo de Deus deve trazer em seu bojo, obedecendo aos parâmetros da única regra de fé e prática que é a sacrossanta Palavra de Deus, e portanto, causará, sem dúvidas, impacto profundo na sociedade.
  • O apóstolo Paulo ao registrar a Sabedoria do Espírito Santo, veementemente expõe com precisão “Qualidades do caráter da Igreja”, para que a mesma possa crescer em graça diante de Deus e dos homens.

 

Vejamos o que é necessário, segundo o ensino bíblico, para que a Igreja cresça e se torne uma bênção para o Reino de Deus:

 

1 –  A PRÁTICA DO AMOR SEM HIPOCRISIA (9, 10)

·       Deus não quer um amor falso, hipócrita. O amor deve ser praticado em favor do próximo, do contrário Deus não pode aceitar qualquer ato, mesmo que seja em nome do amor.

 2 – O APEGO AO BEM REPUDIANDO O MAL (9)

·       É preciso detestar o mal sob quaisquer pretextos. O contrário da prática cotidiana é o apego ao bem, que é Deus e sua Palavra.

 3 – O FERVOR ESPIRITUAL NO SERVIÇO DO SENHOR (11)

·    Nós não devemos ser remissos (relaxados) no serviço do Senhor, pois ele fez tudo para tivéssemos o melhor: a salvação, “Fervor espiritual” é o zelo que temos para como o serviço de Deus.

 4. - A PRÁTICA DA ESPERANÇA COM ALEGRIA (12)

·   “Regozijai-vos na esperança” é a ordem da Palavra de Deus. Deus não quer que tenhamos uma esperança em reclamação, duvidando do seu poder.

 5 – O EXERCÍCIO DA PACIÊNCIA NA TRIBULAÇÃO (12)

·        Às vezes é difícil suportar as tribulações, mas é preciso confiar na graça divina. O Senhor é quem nos dá o escape. As tribulações não são maiores que o nosso Deus.

 6 – A PRÁTICA DA ORAÇÃO PERSEVERANTE (12)

·         É preciso orar sempre e nunca esmorecer. Muito pode a oração do justo.

 7 – A ASSISTÊNCIA SOCIAL E A HOSPITALIDADE (13)

·      “Compartilhar a necessidade dos santos” é poder ajudar as pessoas que precisam. A hospitalidade é o acolhimento que os santos dão às pessoas que passam por dificuldades.

 8 – A PRÁTICA DE ABENÇOAR E NÃO AMALDIÇOAR (14)

·        É muito fácil dizer palavras ruins quando alguém nos perturba. Logo, procuramos xingar ao invés de entrega nas mãos de Deus as nossas palavras.

 9 – A INTERAÇÃO E A SIMPATIA COM OS QUE SOFREM (15)

·      “Alegrar-se com os que se alegram e chorar com os que choram”, faz parte da missão do Filho de Deus, quando esteve entre as pessoas.

10 – O EXERCÍCIO DA HUMILDADE (16)

·        Ser humilde é viver como Jesus viveu. É preciso considerar o valor que os outros têm, reconhecendo as suas virtudes, pois todos são importantes.

 11 – O VIVER EM PAZ COM TODAS AS PESSOAS (18)

·       A Paz é um dos grandes temas do Reino de Deus. Faz parte do projeto de Jesus Cristo. “Se possível, quanto depender de vós...” Todo o esforço para a paz.

 12 – A AUSÊNCIA DE VINGANÇA (19, 20)

·         Deus é Deus de justiça, por isso nada de vingança. A vingança é a paga do mal pelo mal.

 13 – TRIUNFAR SOBRE O MAL ATRAVÉS DO BEM (21)

·     O mal não tem mais força que o Sumo Bem que é Deus, o nosso amigo. Onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus.



[1] ROCHA, Nelson Celio de Mesquita. Virtudes e práticas da Igreja de Cristo. Cordeiro, RJ, 27 de novembro de 1994. Adaptações feitas em Rio de Janeiro, 05.02.2003. O Título inicial era “Qualidades do Caráter da Igreja”.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

SÚPLICA INTENSA PELA MISERICÓRDIA DE DEUS

 


SÚPLICA INTENSA PELA MISERICÓRDIA DE DEUS [1]

Texto Bíblico: Salmo 6

 INTRODUÇÃO

Ø    Diante das dificuldades existências da vida humana, a quem recorrer para ser atendido? Muitas vezes a ajuda de quem parece estar próximo a nós não chega. As dores vão se intensificando, e a demora parece uma eternidade.

EXPLICAÇÃO

Ø     O Salmo 6 apresenta uma súplica individual, em concreto, de um homem doente em estado grave. Há a descrição do sofrimento e do perigo. Mas, por outro lado há a expressão de confiança.

Ø   Este salmo está classificado entre os sete salmos penitenciais (6, 32, 38, 51, 102, 130 e 143). Penitência significa: Arrependimento; sentimento de remorso ou de culpa por uma falha, ofensa ou pelos pecados cometidos.

Ø  Na experiência do que faz a oração entram: a enfermidade com seus sofrimentos, a angústia interior e o temor da morte, a consciência de uma hostilidade perversa, a consciência do pecado.

Ø   As relações que existem entre esses fatores permitem fazer uma reflexão sobre o conteúdo do salmo.

1.   UMA SÚPLICA A DEUS, DE QUEM SOFRE DORES NA ALMA E NO CORPO (vv. 2,3,7,8)

A.      Aqui estão a consciência interior e as condições sociais do ser humano.

B.    Rodeado de hostilidade, encerrado em sua dor, penetrado pela angústia, só encontra saída em direção ao Senhor.

C.   O salmista invoca oito vezes e suplica a misericórdia de Deus. Ele não tem para onde ir e nem para quem buscar o socorro, a não ser em Deus.

D.  Transparecem as dores intensas, tanto na alma quanto no corpo. Até mesmo os inimigos atormentam a vida do homem em dores.

2.      UMA SÚPLICA A DEUS DE QUEM NÃO SE ACOMODA DIANTE DA   MORTE (v.5)

A.    A morte está explícita no versículo 5, e o pecado no versículo 2.

B. Dor e enfermidade são adiantamentos da morte. São inimigos do corpo e instalados nele. Instalados também na consciência. A morte se antecipa na consciência, toma posse dela. E, assim se aprofunda e intensifica a dor. É como se a morte intimasse o enfermo.

C. O salmista está também consciente de uma relação entre enfermidade e culpa. Na dor se manifesta à consciência o pecado como causa.

D.  Essa enfermidade é entendida como uma disciplina didática de Deus, buscando o bem do culpado. É na dor que a pessoa pode reconhecer a sua culpa, o seu pecado.

E.    Por isso o salmista percebendo a sua situação de pecador, não se acomoda diante da morte, pois muito custa ao Senhor a morte dos seus santos (Salmo 116.15).

3. UMA SÚPLICA QUE FOI OUVIDA E ANTENDIDA PELO DEUS MISERICORDIOSO (vv.8,9)

A.  No versículo 4 o salmista suplica: “Volta-te, Senhor, põe a salvo minha vida, salva-me por tua misericórdia”.

B.   Curar é salvar a vida, que se acha em jogo com a presença da enfermidade. Em Jr 17.14 há um pedido por cura: “Cura-me e ficarei curado, salva-me e serei salvo”.

C.   No Novo Testamento se pode dizer de uma cura “tua fé te salvou” (Mc 10.52).

D. O salmista reconhece logo que o Senhor escutou sua petição. A fé foi colocada em ação na situação penitencial. O Senhor é Deus de misericórdia.

CONCLUSÃO

Ø Todos nós passamos ou passaremos pelas dificuldades e enfermidades e até mesmo pelas perseguições dos inimigos. Mas, quando se faz a oração ao Deus que é misericordioso, uma vez tendo o reconhecimento do nosso pecado, e sabendo que Deus está nos aprimorando, em fé, há a cura, por causa do Deus que é todo misericórdia.



[1] ROCHA, Nelson Celio de Mesquita. Rio de Janeiro, 10/02/2023.

sábado, 4 de fevereiro de 2023

PALAVRAS DA SANTA CEIA DO SENHOR

Danças e coreografias sensuais no Culto Cristão são permitidas? ...

ORANDO A DEUS NA ADVERSIDADE

 


ORANDO A DEUS NA ADVERSIDADE

A oração a Deus na adversidade tem suas características fundamentais, que somente pela graça ela pôde ser feita, bem como pode ser feita também pelos que exercem a fé no Deus vivo e verdadeiro.


É UMA ORAÇÃO BEM ARTICULADA COM BASE NO SENHORIO DE DEUS (vv. 1-3)
“Meu gemido” é igual a “Meus pensamentos íntimos”, ou “Meus suspiros”. É uma comunhão consigo mesmo, que dificilmente se ouve. Mas, no v.2 há a clareza no clamor por ajuda, e depois uma oração bem articulada, disciplinada e esperançosa (v.2b, 3).
A base da oração: “Rei meu” e “Deus meu”. Significa estar debaixo da autoridade de Deus; o reconhecimento de que só Deus é o Senhor.
A expressão “de manhã” (v.3), sugere uma comunhão diária e integral com Deus; a ânsia da alma que anela pela presença de Deus. Significa dedicação total ao amanhecer diante do Criador.
A palavra “esperando”, significa ficar de sentinela para relatar o primeiro sinal das promessas de Deus, à semelhança dos profetas (Isaías 21.6, 8; Miquéias 7.7; Habacuque 2.1).

É UMA ORAÇÃO QUE RECONHECE A JUSTIÇA DE DEUS (vv. 4-6)
Justiça é a qualidade do que está em conformidade com o que é direito; maneira de perceber, avaliar o que é direito, justo.
Deus não se compraz com a injustiça, e nem com o mal. A justiça de Deus prevalecerá.
Em Deus está a verdadeira justiça.

É UMA ORAÇÃO ORIENTADA PARA A VERDADEIRA VIDA (vv.7,8)
Se o mal não pode subsistir, logo, a entrada para a verdadeira vida é pela “Riqueza da Tua misericórdia”. A misericórdia de Deus.
Muitos problemas surgem como adversários, mas a oração é uma súplica para que Deus dê estabilidade.

É UMA ORAÇÃO QUE DESMASCARA TODO O MAL (vv.9,10)
Lábios, garganta e língua, que combinam para pecar e esconder os desígnios do coração, serão declarados culpados.
O aspecto do julgamento de Deus (v.10): desmascaramento, colapso e expulsão, porque o mal é vulnerável à verdade.
O salmo nos convida a não aplaudirmos o mal, mas denunciá-lo, de todas as formas. Portanto, a batalha é espiritual, mas também política.

É UMA ORAÇÃO QUE ENCONTRA EM DEUS A DEFESA CERTA (vv.11,12)
O perigo sempre ronda a vida dos justos, mas o Senhor os defende.
O Senhor é escudo de todos os que nele esperam, com certeza de fé e em fervorosa esperança.
Diante dessa certeza, não pode haver mais solidão, nem pessoas sem bênçãos. Portanto, todos os que oram devem se alegrar no Senhor Deus que é todo misericordioso.
Sendo assim, já não é uma pessoa só orando, mas um grupo inteiro.
Não temeremos, porque o Senhor é a nossa defesa.

Como é importante orar. E orar ao Deus único e verdadeiro.
Toda oração a Deus tem de ser articulada com base no seu senhorio. É preciso confiar na sua justiça que não falha.
A oração a Deus é sempre orientada para a verdadeira vida.
A oração a Deus é tão poderosa, que pode desmascarar o mal, na certeza de o próprio mal é vulnerável diante da verdade.
Sendo assim, a oração a Deus encontra no próprio ser de Deus a defesa certa, diante de todos os ataques impetrados por inimigos e pelo mal que é vulnerável frente à verdade que liberta.

Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

OS LOUCOS DE DEUS

OS LOUCOS DE DEUS


Texto Bíblico: 1 Coríntios 1.18-29

O que um louco? É que perdeu a razão. É doido, alienado.
Várias pessoas na Bíblia foram chamadas de loucas. Por exemplo: - “Os que desprezam a sabedoria” (Provérbios. 1.7); - “Os que zombam do pecado” (Provérbios. 14.9); - A criada por nome de Rode no Novo Testamento (Atos 12.15); - Os crentes são considerados loucos (1 Coríntios 4.10).
O relato do Novo Testamento diz que “Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios” (1 Coríntios. 1.27).
O texto bíblico fala sobre “Os loucos de Deus e a loucura de Deus”.
O mundo sempre vê as coisas de Deus como loucura. A mensagem e a pregação do Evangelho eram absurdas para o mundo do tempo do apóstolo Paulo (século 1), e ainda continua sendo.
Há muitas pessoas que acham que seus próprios métodos são os mais corretos. Mas, Deus repudia toda sabedoria humana que tenta se projetar como altaneiras.
Os sistemas idolátricos do mundo são nada diante da sabedoria de Deus. Os judeus eram muito dados aos fatos concretos. Mostravam pouco interesse pelo pensamento especulativo dos gregos. Os judeus gostavam de provas. Para eles o sacrifício de Cristo era um escândalo. Escândalo porque o Messias não poderia ter vindo da periferia de Israel, nem morrer em uma cruz. Escândalo!
Os gregos eram embebidos pela filosofia especulativa. Eram orgulhosos pela agudeza intelectual, e não achavam lugar para o Evangelho. Achavam a crucificação uma loucura. Para os gregos a cruz parece nada mais que uma consumada loucura. Se em Platão o Deus Uno e impessoal não poderia se contaminar com a "gentalha" humana; ou, em Aristóteles tudo o que existe é divino no mundo e o próprio mundo. Logo, é uma loucura a pregação e a vida segundo a Boa Nova do Evangelho. É um absurdo!
Entretanto, a mensagem “louca” do Evangelho provou que é o poder de Deus. Os crentes, por causa disso, sempre foram vistos como pessoas loucas.
Em 1 Coríntios. 4.11-13 está escrito que “Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos... Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação... Temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos”. Isto para o mundo é uma loucura!
Foi assim que no passado tanto judeus quanto gregos viram os crentes, como loucos. Loucos de Deus. Hoje, também, quem vive assim é considerado louco.
É preciso considerar quem são os "Loucos de Deus":
1. OS LOUCOS DE DEUS SÃO OS QUE EXERCEM A FÉ NO PODER DO DEUS REVELADO EM CRISTO
A fé que contrasta com a sabedoria materialista do mundo – v. 19-21, porque o crente já contempla o que já é sem ver fisicamente (Hebreus 11.1).
A fé que estabelece o equilíbrio espiritual, familiar, social, econômico ... – v. 25
A fé que tem uma ação eficaz pela certeza da operação de Deus – v.18.
2. OS LOUCOS DE DEUS SÃO OS QUE FORAM RESGATADOS DO TERRÍVEL PECADO
A salvação pelos conceitos filosóficos dos gregos – O gnosticismo, o estoicismo, o epicurismo, etc. Ou, pelo cumprimento da lei pelos judeus. Diante de Deus eram loucuras essas sabedorias.
Para o mundo o pecado é bom, mas para os crentes é algo que escraviza.
O pecado é traduzido por tudo o que contrasta com o ensino do Evangelho. O pecado é desobediência, é errar o alvo. É a vida posta em injustiça, exploração, altivez, orgulho, violência, egoísmo, desprezo... As consequências vão surgir ainda neste mundo, pois quem planta colhe.
O resgate do pecado é tão somente pelo poder da graça irresistível de Deus.
3. OS LOUCOS DE DEUS SÃO OS QUE PROCLAMAM A LIBERTAÇÃO PELA SABEDORIA DE DEUS
Somente um Deus sábio pôde e pode mostrar que o pecado escraviza, e pode dar a libertação integral.
A sociedade é oprimida e deprimida. Logo, precisa de libertação.
O Evangelho é poderoso para dissipar o pecado dos corações – Romanos 1.16.
Deus, que é sábio, pôde estruturar um plano sábio de libertação integral do ser humano.
A libertação só é verdadeira em Cristo Jesus, o Filho do Deus vivo – Jo 8.32.
Eis aí uma pequena reflexão sobre os Loucos de Deus, os loucos de um Deus que proporciona essa loucura, segundo a visão do mundo sem a visão espiritual.

Nelson Célio de Mesquita Rocha, incluído também como louco.

MODOS DE EXISTÊNCIAS CONTRASTANTES

MODOS DE EXISTÊNCIAS CONTRASTANTES Uma reflexão filosófica e teológica sobre as diferentes maneiras pelas quais o ser humano compreende, ass...