segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

A PESSOA SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS

 


O Salmo 15 atribuído ao rei Davi como autor, foi escrito, como acontece com frequência, sob forma dialogada, o poeta colocando uma questão à qual os versículos respondem. O Salmo era provavelmente recitado pelos peregrinos em caminhada para o templo.

O texto bíblico qualifica a pessoa que age segundo o coração de Deus. Isso quer dizer, sob a vontade de Deus. Apresenta exigências que são de grande importância na vida de quem considera o Senhor como o único Deus verdadeiro, e tem prazer de andar nos seus caminhos.

O Salmo mostra que Deus acolhe o ser humano integralmente. O ser humano é hóspede de Deus, Sendo assim, esse acolhimento é o resultado do grande amor divino por todas as pessoas.

Mas, quem habitará no “tabernáculo de Deus?” Certamente, os que procedem de acordo com o mal não podem fazer parte desse contexto; não podem ser convidados. Os que praticam o mal não podem agradar a Deus.

O Salmo ensina sobre os aspectos de uma pessoa segundo o coração de Deus.

Primeiro – O seu caráter é íntegro. “Integridade” no hebraico significa aquilo que é inteiro, sincero e sábio. Pratica a justiça e fala a verdade. O que a pessoa diz está de acordo com aquilo que ela é.

Segundo – Suas palavras são comedidas. A palavra “difama” tem um significado de “ir em derredor”, para espionar as coisas ou divulgá-las com outras palavras. É bem próxima da maledicência e da calúnia, em relação ao próximo. Quem ofende ao próximo, causa mal a Deus.

Terceiro – Seus tratos são honrosos. Ao perceber seu erro, não projeta isso para ou sobre o outro. A sua palavra é sempre recheada de verdade. Não ama os que se voltam para a crueldade. Não tira proveito da desgraça alheia, conforme fica claro em Levítico 25.35-38 e Deuteronômio 23.19.

Quarto – O seu lugar está garantido. Jamais será abalado, pois a sua segurança depende de Deus, e não de confiar naquilo que, como subjugado pelo mal, obstrui a vida. Assim, a pessoa que procede segundo a vontade de Deus tem o seu lugar assegurado no “tabernáculo” do Senhor ou, morar no santo monte. Isso quer dizer, uma vida na presença de Deus e sob a sua proteção contínua, tanto hoje quanto na eternidade.

Talvez, alguém possa contra-argumentar afirmando que esses aspectos são impossíveis de praticá-los. Mas, para os que assim possam retrucar é preciso considerar o ensino do Salmo 15 como exercício na vida cotidiana. É necessário e fundamental fazer um esforço para que essas orientações da Palavra de Deus sejam uma realidade, a fim de que a vida seja melhor.

Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha


quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

A MENSAGEM POSITVA DA CRUZ DE JESUS CRISTO




A MENSAGEM POSITVA DA CRUZ DE JESUS CRISTO

Texto Bíblico: 1 Coríntios 1.18-25
A mensagem da cruz tem conduzido muitas pessoas ao destino celeste. Tem conscientizado muitos cristãos acerca de seus deveres para com Deus e o próximo.
O apóstolo Paulo, nesta epístola, revela a uma Igreja problemática, dividida, que a sabedoria humana provoca a fragmentação e a decomposição do Corpo de Cristo, quando em si mesma é centralizada toda forma de desenvolvimento. A sabedoria humana é contrastada com a sabedoria de Deus. A sabedoria de Deus é evidenciada na cruz. Essa cruz causa espanto por parte do mundo que tem rejeitado a sua mensagem. Segundo Paulo, os judeus julgavam como escândalo, enquanto os gregos viam como loucura.
A verdadeira sabedoria de que nos fala o apóstolo Paulo é a revelada na cruz, nisto há uma divergência e não havendo conciliação alguma com a louca sabedoria deste mundo. Os filósofos gregos achavam um absurdo Deus ter morrido numa cruz; enquanto os judeus não acreditavam no Messias que veio para salvar o mundo dos seus pecados. Logo, pediam um sinal: “O ver para crer”. Com linguagem ousada e enfática, Paulo contrasta o método de Deus que parece loucura, com a ineficiência daquilo que o mundo toma por sabedoria. Destarte, a cruz de Cristo tem uma mensagem positiva.
Primeiro – A mensagem da cruz é positiva pela sua mensagem que é a Verdade. Tem procedência divina. Deus providenciou dos altos céus a salvação. Não obedece e não é regida pelos padrões humanos, antes, rege a vida. Também, não agrada os ideais do mundo, por isso, para este mundo é uma loucura. Assim, no meio de tantas mensagens enganosas, a mensagem da cruz é verdadeira.
Segundo – A mensagem da cruz é positiva pela sua qualidade que é inconfundível. Não agrada aos que “perecem”, porque gera uma nova consciência. As coisas velhas ficam para trás. Há muitas pessoas que não querem deixar as coisas velhas. Por outro lado, agrada aos que avaliam a vida cristã pela prática da Palavra de Deus. Reconhecem que Deus é sábio, logo, só proporciona o que é bom e justo.
Terceiro – A mensagem da cruz é positiva pela sua ação eficaz na vida das pessoas. Só Deus liberta as pessoas da condenação, por meio da cruz (1 Coríntios 1.21; Romanos 8.1). Só Deus torna as pessoas sábias pela verdadeira sabedoria, porque ela é eficaz em sua essência e ação. Somente a mensagem da cruz educa as pessoas, preparando-as para viverem melhor, sendo mais justas, amorosas, generosas e hospitaleiras.
Eis aí três evidências que demonstram ser a mensagem da cruz de Jesus Cristo positiva. Se alguém hoje mesmo abrir a mente e o coração, bem como a própria vida para a projeção da mensagem da cruz de Jesus Cristo, provará uma realidade inteiramente nova, que somente proporciona benefícios para uma existência com mais sentido.
Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha

Criação e Salvação

 


Rocha, Nelson Célio de Mesquita. Criação e Salvação. Um estudo sobre a afirmação teológica da criação e salvação sob o dínamis do Espírito segundo Pierre Gisel. Rio de Janeiro, 2007. 458p. Tese de Doutorado – Departamento de Teologia, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

O PROBLEMA DA ABORDAGEM TEOLÓGICA SOBRE A CRIAÇÃO E SALVAÇÃO
Ao ser considerada uma abordagem mais consistente acerca da reflexão teológica, no que concerne à problemática da criação e salvação quanto ao discurso teológico, é de profunda importância considerar que de acordo com a fé judaico-cristã, a doutrina da criação é, no sentido verdadeiro, doutrina de Deus uma forma de confissão de Deus como origem de todas as coisas, que, ao mesmo tempo, quer ser destino, do Criador que, ao mesmo tempo, quer ser salvador e consolador.
Por muito tempo a Igreja, principalmente a igreja protestante esteve distanciada do assunto da criação, compreendendo em seu contexto uma salvação desintegrada, considerando a alma em detrimento do corpo. Um ensino assim, apresenta-se sob a forma de uma linha gnóstica, responsável pela reflexão de uma salvação desintegrada do corpo. Em sua forma mais primitiva, o gnosticismo desapareceu quase totalmente no final do século III, época em que emergiu o maniqueísmo, tendência de dividir o mundo entre o bem e o mal.
Percebe-se também que um outro problema seja causa de transtorno para a reflexão teológica, que é o panteísmo. Do lado da ciência pode-se verificar o sistema cartesiano, que é base fundamental da modernidade, no sentido de separar mente e espírito. Da mesma forma, apenas se afirma teoricamente um Deus Criador e Salvador como mera confissão que somente sai do sentido da fala, sem um compromisso radical com a prática ensinada pela Bíblia e pela tradição teológico-eclesial.
Verifica-se também que existe uma crise ambiental no mundo, e que em muito compromete o ecossistema. Por que os pontos de vista teológico-criacionistas sofreram abalos, quando no passado se levantaram acusações de que a ordem bíblica dada aos seres humanos de dominarem a terra e de explorá-la em seu proveito deu uma grande contribuição para a atual ameaça do meio ambiente? Talvez para muitos cristãos o problema da relação entre Criação e Salvação se coloque no nível de uma abordagem de cunho espiritualista de proporções gnósticas, em que este mundo jaz no maligno. O que importa é a alma ser redimida. Enquanto essa problemática faz eco na sociedade, a terra está sendo abalada, destruída e sem defesa. É a denominada armadilha do “dualismo” religioso.
Um tema de grande repercussão entre católicos e evangélicos nos anos 70 (Séc. XX), cujo teor resumido da temática que foi desencadeada teologicamente, resultou em estudos de juízos diferenciados, no sentido que muitos admitiram que a compreensão de realidade dos escritos bíblicos possibilitam lidar com destemor com as coisas do mundo, propiciando o progresso tecnológico. Isto que dizer que os cristãos são chamados à única ordem de dominação que é desenvolver a salvação como resposta ao apelo a uma disposição irrestrita e responsável para preservar o mundo que é o espaço de prova de bênção outorgado pelo Criador.
A criação é lugar incontornável de prova de bênção. A realidade se apresenta com consistência própria, rica e complexa. Tem de haver uma relação entre o homem e a natureza, como está no conteúdo da criação em sua origem. Na Bíblia pode-se encontrar uma marca decisiva de estruturação dessa realidade. Deus se revelou mais profundamente no homem e a criação é oferta ao homem, como bênção ou ocasião de graça. Percebe-se nessa linha estrutural, a figura de gratuidade de Deus para com o homem. Quanto ao problema do mal, percebe-se o aumento de contingência e seu desdobramento desde a origem. O homem é responsável pela distorção ocorrida. As forças do mal e do pecado afetaram a humanidade e a própria natureza, fazendo com que perdesse a direção e a sua missão na terra. Assim, temos uma criação em forma de processo. Ela é um bem que vem de Deus. O homem, situado no começo de uma criação de Deus e sobre ele pesa a responsabilidade de cuidar dela. A ardente expectativa da criação aguarda a libertação (Romanos 8.18ss). É fundamental observar que existem as dimensões da experiência humana inscritas por Deus na obra da criação. Novos céus e nova terra são diferentes da realidade do mal.
Isso tudo já pesa no sentido de se fazer tentativas para resolução acerca do problema. A Teologia ainda não tem respostas para todas as questões que pululam nas mentes das classes sociais, e uma vez que se deixa de refletir sobre os problemas existenciais, certamente haverá uma piora. Uma piora pode se desdobrar se houver uma constância insistente de uma não-reflexão séria sobre a realidade humana e a realidade do cosmo integrado, salvificamente. Mais pessoas alienadas estarão dentro dos umbrais de comunidades que se denominam igreja. Tudo isso, se o olhar estiver fixo no prisma de uma separação daquilo que Deus criou e que salvou por graça e misericórdia. Há hoje, quem professe um cristianismo que tem apenas um interesse estritamente mercantilista; que atende unicamente a pressupostos intensamente pessoais e subjetivos, de modo fechado.
Com o intuito de impedir alguma derrocada teológica, há vozes proféticas que se levantam; há quem esteja se esforçando para construir canais de abertura, no sentido de uma comunicação teológica que rume a uma prática transformadora e que cause mudanças, no sentido de se ter uma sociedade mais justa e provida de amor fraterno. É preciso fazer memória, que significa não repetir um passado, nem assegurar uma linha de pura continuidade.
Nelson Célio de Mesquita Rocha

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

ANUNCIANDO A BOA NOVA

 


Texto Bíblico: João 1.40-42
O testemunho da Igreja acerca do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é algo que implica no crer, que se significa Fé obediência ao Evangelho. É maravilhoso comunicar a Palavra de Deus; proclamar a salvação que nos chegou, e nos proporcionou um novo tempo de certeza que a vida vale à pena ser vivida.
A estrutura do Evangelho de João apresenta uma progressão, um desenvolvimento que a Igreja experimenta, onde assume a sua vocação. Ela anuncia o Evangelho, a Boa Nova de Deus, do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
A partir do anúncio se concretiza essa realidade nova que foi imprimida por Deus nos corações. O exemplo de André, que significa varonil, vencedor, o primeiro apóstolo chamado por Jesus; ele era de Betsaida (Jo 1.44), pescador e irmão de Simão Pedro (Mt 4.18), nos mostra que, primeiro há o chamado do Mestre, depois, Ele nos convida a sermos instrumentos de Sua graça para a salvação de outras pessoas. Assim vemos que André evangelizou seu irmão, Simão Pedro, que depois foi chamado a pescar homens (Mc 1.16,17). Pedro também se tornou apóstolo de Jesus; anunciou o Evangelho aos gentios e pregou a mensagem no dia de Pentecoste, onde muitos ouviram a Palavra de Deus e se converteram, depois, batizadas.
Quantas obras realizaram os apóstolos, e que não foram registradas? Muitas obas. Muitos deram a própria vida por causa da Boa Nova. Diz a história que André chegou a ser crucificado em Acáia, segundo a ordem do procônsul Eges, cuja esposa se convertera ao ouvir a sua pregação.
André foi achado por Jesus. Depois, André achou ao seu próprio irmão, e lhe comunicou a maior mensagem: achamos o Messias! André também o levou a Jesus. Este é um processo natural de evangelização, porque a Igreja se preocupa com a salvação das pessoas.
Nos versículos de Jo 1. 43-51, verifica-se Filipe fazendo essa comunicação a Natanael, continuando, portanto, a missão de fazer discípulos.
Anunciar a Boa Nova é um privilégio concedido por Deus à sua Igreja, que é instrumento para a salvação de pessoas. A Igreja tipificada em André, Filipe e outros, fundamentada na rocha da nossa salvação, estará cumprindo a ordem do Mestre que nos chamou com santa vocação.
Rev. Nelson Celio de Mesquita Rocha

domingo, 1 de janeiro de 2023

CORRER COM UM PROPÓSITO

Texto Bíblico: 1 Coríntios 9.24-27

O ser humano ocidental é marcado pela correria. Vive-se correndo o dia todo e não há tempo para a realização de todos os empreendimentos. Há pessoas que desejam o dia com mais horas. Quem sabe, trinta horas? O certo é que nessa correria não se consegue, muitas vezes, atingir o alvo, em decorrência disto vem o desgaste e até mesmo as frustrações. Vale a pena ressaltar que, muitas vezes não há uma parada para se pensar e se avaliar a obra que se está empreendendo.
No texto neotestamentário da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, 9.24-27, o autor inspirado pelo Espírito Santo, de uma forma muito inteligente usa a figura do atleta das corridas que eram realizadas de três em três anos, na Grécia dos tempos da antiguidade, para ensinar, bem como para valorizar o serviço cristão.
Sendo uma pessoa experiente na vida cristã, o apóstolo Paulo sabia que todo empreendimento não seria muito fácil, mas importante a sua realização. Ele argumenta sobre as realizações da vida humana, da vida cristã com plena convicção, e explicita que a coroa que lutamos para conquistar não é uma coroa corruptível, mas incorruptível (que não murcha).
Vale lembrar que, a coroa corruptível era feita de folhas e colocada sobre a cabeça do atleta vencedor de qualquer modalidade de competição. Vale lembrar também que essa coroa não significa a salvação, mas o esforço cristão a ser realizado com muito empenho, para fazer concretizar na história os ideais do Reino de Deus.
Paulo argumenta que para se conquistar a vitória deve haver o domínio próprio e correr com uma meta ou com um objetivo. Deve o cristão procurar um aperfeiçoamento interior e não apenas exterior, uma vez que a vida cristã é de realizada de teoria e prática no cotidiano.
O texto fala assim, em face de algumas pessoas viverem de aparências, entretanto, isso deve ser mudado, pois a salvação produz uma vida cheia de alegrias e de realizações; e para se correr com um propósito, deve-se, em todos os momentos haver uma luta contra nós mesmos, procurando eliminar as mais diversas formas de egocentrismo.
Paulo usa a palavra desqualificado, que é traduzida por desaprovado, demonstrando que o serviço que se presta a Deus, tem de ser o melhor, sem relaxamento, ou às pressas por causa do tempo, mas com um propósito. Correr com um propósito deve fazer parte do contexto da vida cristã.
Inicia-se mais um ano da nossa caminhada neste mundo, espaço de provas e de bênçãos; espaço de realizações históricas para o mal ou para o bem. Sendo assim, não devemos ocupar o nosso tempo com coisas banais. Portanto, corramos, vivamos a vida cristã com um propósito que seja bem definido, que seja bem fundamentado, que seja para o bem do próximo e que vise a glória de Deus.
Rev. Nelson Célio de Mesquita Rocha



sábado, 10 de dezembro de 2022

AGINDO SEGUNDO O PRINCÍPIO DO PERDÃO


AGINDO SEGUNDO O PRINCÍPIO DO PERDÃO

Mateus 18.21-35

A data 11 de setembro de 2001, será sempre lembrada, com pesar, pelos norte-americanos, quando as Torres Gêmeas do World Trade Center foram literalmente destruídas por grupos terroristas internacionais. Muitas pessoas perderam suas vidas, seus entes queridos sofrem até hoje com esse infortúnio. Em todo mundo foram e são passadas e repassadas as cenas catastróficas. Ficamos a pensar sobre a revolta do governo americano, e também no coração da nação... Será que há pelo menos uma gota de perdão? Não é difícil arriscar uma resposta, não obstante à resposta do governo, de mandar bombardear cidades importantes do Afeganistão, país situado no Oriente. E, até hoje, há uma busca de aliança do governo americano para executar seu plano de vingança contra seus inimigos.

René Girard, em sua obra “La Violence est le sacré”, 1972, publicada em português “A Violência e o Sagrado”, pelas editoras UNESP e Paz e Terra, 1990, desenvolve o pensamento de uma tarefa muito complexa, sobre os temas da ordem, desordem, estabilidade e violência. Segundo Girard, os homens são governados por um mimetismo instintivo responsável pelo desencadeamento de “comportamentos de apropriação mimética” geradores de conflitos e rivalidades de tal ordem, que a violência seria um componente natural das sociedades humanas a ser incessantemente exorcizado pelo sacrifício de vítimas expiatórias. Há uma certa dose de violência dentro de cada pessoa. Todos querem a vingança. O perdão se torna algo quase impossível.

No texto de Mateus 18.21-35 evidencia-se a questão do perdão, sobre a sua prática na Igreja e na sociedade dos humanos. A pergunta elaborada por Pedro é a pergunta de nós todos: “Quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?” Jesus responde: “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. Todos nós temos dificuldades em termos de perdão. E o Evangelho nos ensina que o perdão é um dom que temos de exercitar sempre. Não tem limites. Assim como Deus nos perdoou e perdoa, devemos também fazer com os outros. É difícil, mas não impossível. Um coração perdoado é um coração que perdoa. Muitas feridas que foram abertas podem ser curadas.

Jesus contou uma parábola sobre um credor que foi perdoado por seu senhor, acerca de uma dívida muito grande, mas não usou de misericórdia com um que lhe devia uma pequena quantia. Agiu de modo contrário. Não é assim que muitos de nós fazemos? No entanto, devemos observar que, caso não atendamos aos preceitos do perdão, certamente receberemos o juízo do Supremo Juiz de toda a terra. Então, um coração que não perdoa não pode ser feliz.

Pastor: Rev. Nelson Celio de Mesquita Rocha

 

MODOS DE EXISTÊNCIAS CONTRASTANTES

MODOS DE EXISTÊNCIAS CONTRASTANTES Uma reflexão filosófica e teológica sobre as diferentes maneiras pelas quais o ser humano compreende, ass...